30 de abril de 2011

# Dica de Livro: Tudo Que É Sólido Pode Derreter - Rafael Gomes;


Eu não sabia, mas Tudo Que É Sólido Pode Derreter é uma série, que logo vai ganhar segunda temporada. Exibida no canal da TV Cultura, agora tornou-se livro. Eu, pessoalmente, parei de ver a TV Cultura desde, sei lá, os doze anos, então não sabia. Foi só depois que quis comprar o livro que fiquei sabendo da série. 
Neste livro, Thereza, nossa protagonista, conta sobre sua turbulenta adolescência enquanto tem, como sua matéria favorita, a literatura. A cada capítulo é uma descoberta: Machado de Assis, Clarice Lispector, Gil Vicente, José Alencar, Fernando Pessoa. Thereza está passando por uma fase difícil desde que perdeu seu tio e tem nos livros um refúgio. Ela cresce a cada nova leitura e nós crescemos junto. 
O gostoso do livro é que mesmo quem detesta literatura é impelido a gostar da trama.
Eu o li em quatro dias. A última metade li em um dia, porque não conseguia parar. 
Eu adorei e super recomendo (:

Beijo beijo ;*

Nina H. 

23 de abril de 2011

#De Volta à Maldição de Escritor;



Caramba, eu estou irrequieta demais. Eu fico tentando encontrar maneiras para me tirar do tédio, só que parece que independentemente do quanto eu me esforce, nenhuma tentativa me anima. Fico tentando descobrir o que tenho, por que estou assim, mas sabe quando a resposta é tão grande que você tem preguiça de escrever? É, uma coisa puxa a outra, nesse momento. A minha enxaqueca me faz ficar sensivelmente irritada por si só, então junte o meu mau-humor corriqueiro à falta de inspiração para escrever, aos meus pais sempre querendo que eu saia do quarto e viva a vida ou os ajude em tarefas domésticas (mãe, eu NÃO sou uma boa empregada, sabe? Entenda, não nasci para isso) e pessoas que me deixam sem dizer nem um "tchau". 
Eu sei que sou esquisita. Sei que levo uma vida esquisita, mas sabe... eu gosto de ser esquisita. Muitas pessoas esquisitas conseguiram alcançar os seus sonhos apenas sendo esquisitas. 
E se você acha que eu deveria mudar (sei lá, sair do quarto, largando todos os mundos que construí), isso não funciona para você. Eu não consigo ser diferente. Até certo ponto eu preciso saber sua opinião, mas depois que começou a adentrar no meu limite de paciência ou no meu limite de expressão, calma aí, nego! Não preciso de ninguém que me diga o que fazer. Eu sei o que estou fazendo. Estou cuidando do meu futuro. Sei que é um futuro inócuo ou até mesmo não muito bem projetado, mas é o que eu preciso fazer para ser feliz. 
É pedir muito ter algum tipo de apoio? Meus pais parecem que não ligam para o que faço. É como se eu apenas estivesse destruindo as minhas chances. Só que são com essas chances que conquistarei o que quero. 
Sim, estou muito mal-humorada. O que posso fazer? Todo mundo que deveria estar me dizendo palavras de coragem estão quase tentando me fazer desistir!
Tudo bem, tudo bem, talvez isso esteja sendo um pouquinho categórico demais.
Por exemplo: a minha avó materna. Ela foi a primeira a ver o meu (segundo ela mesma) "dom". O da escrita, sabe. Foi ela quem alertou os meus pais que talvez, só talvez, eu não quisesse cuidar de cachorrinhos no futuro. Poderia cuidar, por assim dizer, de palavras. E até mesmo acho que ser escritor é muito mais do que apenas juntas palavras, ou parágrafos. Escritor é meio que um psicólogo, sabe? Pelo menos, sempre que eu leio um livro, eu me sinto assim... como se o livro tivesse sido escrito para mim e que dele posso tirar muitas lições de moral. 
E é isso que eu quero ser. Posso não salvar vidas, mas posso salvar mentes em colapso. É isso que quero. Talvez meu trabalho não ajude as pessoas como um todo, mas sempre existem as partes, não? 
Só queria, sei lá, ser um pouco mais compreendida. Mas quem, nesse mundo, é?

Beijo beijo ;*

Nina H. 

#Indicação de Livro: Quando Cai o Raio - Meg Cabot;


Não sei se já disse isso aqui no blog, mas a Meg Cabot é a minha escritora favorita. Não importa se eu tenho dezenove anos ou se seus livros são destinados aos adolescentes, aos adultos ou às crianças: eu leio todos que consigo. E eu já li um monte de livros cujas autores não eram a Meg. Mas eu me sinto uma intrusa. É como ir passar o fim de semana na casa da sua melhor amiga: por mais que você seja familiarizada com a casa, não é a sua casa. Então, independentemente da minha idade ou para que público a Meg escreva, eu sou muito fã dela. E como uma boa fã sempre estou procurando novos títulos dela para começar a perturbar o meu pai para ele me dar dinheiro e para eu gastar tudo com os livros. 
Quando Cai o Raio, na verdade, não foi descoberto por mim por meio de um blogs de resenhas de livros (como geralmente faço para achar novos livros). Eu simplesmente adoro passar a tarde em livrarias. Se eu pudesse eu morava em uma. Sério. E eu encontrei Quando Cai o Raio por acaso mesmo, passando por entre as prateleiras da minha livraria preferida. Como é da Meg, eu logo fiquei feliz e, ao invés de ir para a escola de táxi, três dias seguidos (porque meu pai tinha ido viajar e ele sempre deixa dinheiro com a gente, principalmente para ir à escola), eu resolvi fazer o trajeto casa-escola à pé para guardar o dinheiro que meu pai tinha me dado. Eu, claro, gastei o dinheiro com livros. Comprei Tudo que é Sólido Pode Derreter (que ainda não terminei, mas assim que o fizer, posto aqui a resenha) e Quando Cai o Raio. Foi um milagre eu não o ter lido em um só dia. 
O livro começa com Jessica Mastriani cedendo um depoimento. Ela, então, começa a nos contar que é uma menina que tem dificuldades para controlar sua raiva, que mora em uma cidade pequena, no interior de Indiana e que sempre tem que comparecer às detenções. Em uma tarde, Jess e a amiga Ruth vão à pé para casa, porque Ruth não tinha voltado à escola de carro e aí que tudo acontece. Jess, no meio de uma tempestade, é atingida por um raio, pois ela e a amiga procuraram abrigo debaixo na arquibancada metálica. 
A princípio, Jess acha que está ótima e ignora os pedidos de Ruth para procurar um médico. Só que quando Jess acorda no dia seguinte, percebe que simplesmente sabe a localização das crianças que aparecem nos anúncios de desaparecidos que os americanos colocam nas caixas de leite! Ela dorme, sonha com as pessoas e, bam, ela sabe onde elas estão. 
Até aí a coisa é esquisita e atípica. Mas calma. Como todos os livros da Meg, claro, não poderia faltar o romance. Jess, então, está caidinha por um motoqueiro delinquente que frequenta as detenções também e que, apesar de ela achar que não, também parece louquinho por ela. 
Bom, sem dar maiores detalhes (porque senão estragaria a euforia de ler o livro), acabo aqui. 
Sei que quando terminei de lê-lo, eu pensei: "Uau, que livro louco!". E é, ele é meio maluquinho, mas com muito bom humor (eu ria sozinha no meu quarto feito uma idiota). Super recomendo (e nem é só porque é Meg Cabot). 

Beijo beijo ;*

Nina H. 


18 de abril de 2011

#What Is Love?;


Posso não ser aquela garota dos sonhos de um garoto. Não sou alta nem tenho um rosto de porcelana, não gosto de usar salto, meu cabelo não é perfeito, não sou a mais extrovertida muito menos popular. Gosto de ficar em casa cuidando dos meus livros e das minhas palavras. Minhas unhas não são feitas todos os dias no salão, eu não sou uma milionária com 5 carros na garagem nem tenho a casa dos sonhos. Mas eu sei fazer uma pessoa feliz. Quando amo alguém eu protejo e cuido dessa pessoa, preocupo-me com o que a pessoa guarda no coração, pois para mim o mais importante é o sorriso e o olhar, e eu procuro para mim alguém que pense do mesmo jeito, alguém que não leva em conta o que eu estou vestindo ou onde eu moro. Eu quero alguém que me ame por quem eu sou.

E um dia minha história vai ser tão feliz quanto a deles, é.

Beijo beijo ;*

Nina H. 

9 de abril de 2011

#Despedida;

Então, aqui vai mais uma letra de música de minha autoria (: 



Despedida

Contemple o sangue batendo no relógio
Os ponteiros parecem estar mais rápidos agora
Posso ver os raios descendo
Nossos olhos nunca estiveram vendados para isso

[refrão]
Estou me despedindo de tudo que já tive
Porque não tenho mais nada a perder
Estou apenas esperando o dia
Para deixar de vez tudo isso
E tentar amar aquilo que nunca foi meu

Posso sentir o pânico crescer
Aquilo que nunca desejei está vindo
Livre-se dos problemas, pois eles são inúteis
Pense alto, pense grande, pense com o coração

Sinta a mentira
E a afogue

[refrão]
Estou me despedindo de tudo que já tive
Porque não tenho mais nada a perder
Estou apenas esperando o dia
Para deixar de vez tudo isso
E tentar amar aquilo que nunca foi meu

As luzes cegantes atrapalham a minha jornada
No final de tudo nada disso importa
Ninguém se interessa por suas feridas abertas
Só coloque tudo para fora
E aproveite o que lhe resta

É hora de se sentir melhor deixando tudo para trás
Não olhe, você está deixando tudo isso no passado
Apenas levante-se e vá embora
É hora de dar adeus

Beijo beijo ;*

Nina H. 

7 de abril de 2011

#Indicação de Filme: High School Band;


Apesar da Vanessa Hudgens estar presente neste filme e de o título em português sugerir algo como "High School Music", BandSlam (título original) passa muito longe da Disney e de seu estilo. Will Burton é um garoto que não é muito descolado e popular na sua escola e seu sonho é ser invisível para que todos parem de pegar no seu pé. Seu sonho se realiza quando sua mãe larga o emprego e se muda para outra cidade. Em seu primeiro dia de aula acaba conhecendo Sa5m - "o 5 é mudo" -, com quem terá de fazer um trabalho escolar. Através da menina, toma conhecimento do BandSlam - a maior competição de música. Não obstante, ao mesmo tempo, conhece Charlotte - aluna do último ano -, a qual o convida para ajudá-la a cuidar de uma creche. A garota já tem uma banda, e como Will é uma enciclopédia da música ambulante é convidado para ser empresário da banda e organizá-la. Will inscreve a banda no BandSlam, enquanto está dividido entre Charlotte e Sa5m. Após o pai de Charlotte morrer, ela larga a banda e seus integrantes decidem enfrentar a competição com Sa5m como vocalista. 
A melhor parte é a que o Will tenta beijar a Sa5m. Ri demais da boina voadora. 

Beijo beijo ;*

Nina H. 

#Trecho de ICBYH;

"Tudo bem, eu deveria ter dito que deveríamos ir para a aula, já que ainda estamos em aula a esse horário, mas quem se importa? Eu? Eu definitivamente não me importo. Por que deveria? Eu sou a menina mais sortuda de Bedford, ok? O meu melhor amigo, que eu pensava que só fosse meu amigo de verdade, assumiu a menos de cinco minutos que me ama. E, por sorte do destino ou das estrelas cadentes divinas e brilhantes, eu também o amo, exatamente da mesma forma. O que mais posso querer? Voltar a ser amiga da Taylor? Não, desculpe, mas eu não quero. E isso não tem a ver com orgulho ou mágoa. Não, não mesmo. Tem a ver com o que sou agora. Tem a ver com o que me interessa agora. Pode parecer insano – e talvez deva ser mesmo difícil de entender ou aceitar -, mas um mês causa muitas mudanças nas pessoas. Aprendi que sempre iremos perder algo, qualquer coisa, seja ela valiosa ou não para nossa vida e formação de caráter. Pode ser a nossa mãe, ou o nosso melhor amigo peludinho e babento, ou a nossa melhor amiga, ou a nossa calça preferida, ou aquele ídolo que colocávamos em um pedestal e que depois de um ano ficou chatinho.


Mas perder essa coisa ou pessoa não quer dizer que nada será ensinado a nós sobre o que acontece ao nosso redor ou sobre o que acontece dentro da nossa própria vida. Eu perdi a Taylor. Certo, perdi-a, e daí? Alguém aí acha que estou sentindo falta dela? Não. Bem, claro que os nossos momentos de risadas ou de amor intenso ficarão em minha mente, afinal, todos nós temos lembranças das mais variadas situações por que passamos. E, sabe, não sentir falta dela não significa que nunca a amei ou que ela não fez diferença na minha vida, porque as pessoas – até mesmo aquela pessoa mais ignorada por você e que você nunca vai saber o nome – entram e saem da nossa vida por muitos motivos. Pode ser para nos confortar. Pode ser para nos fazer sorrir. Pode ser para nos fazer cair do morro mais alto para aprendermos a nos reerguer com a melhor cara possível. Pode ser para nos fazer se redimir. Pode ser para darmos carinho às outras pessoas. Pode ser para nos ajudar no trabalho de biologia. Pode ser para nos acompanhar ao show da nossa banda favorita. E pode ser para trazer paz e amor a nossa vida, depois de um período turbulento. A Taylor não somente me ensinou a amar praticamente incondicionalmente uma imagem errada de alguém (dela própria) como também me proporcionou as conseqüências desse meu amor. E sabe de uma coisa? Eu posso ter sofrido com essa nossa separação e com todas as conseqüências, mas ainda assim, foi a melhor parte de toda essa nossa amizade. Porque confio cegamente no fato de que as crises de relacionamento – qualquer tipo de relacionamento – somente existem por que têm condições de acrescentar algo a nós. Pode ser que depois de muito lutarmos acabemos cedendo e voltando ao estágio inicial, anulando e perdoando todos os atos que nos foram proporcionados, entretanto, pode ser que não queiramos fingir que tudo está bem, porque sabemos que no fundo nada está bem e que de nada vale continuar a mentir somente por acomodação. E, no final, estufamos o peito e, sozinhas, vamos à procura de um novo caminho. Esse novo caminho pode ser a descoberta da felicidade ou mais um buraco no qual você vai se enfiar. Porém, independentemente do que esse novo caminho vá lhe oferecer, ele sempre, em qualquer e todas as circunstâncias, vai lhe devolver algo. No começo você pode achar que o que está recebendo é ruim, muito ruim, e que preferiria continuar a fingir uma vida de conto de fadas que nunca existiu, mas depois de um tempo você vai entender e enxergar a nova lição. Porque de nada adianta nascer e morrer sem fazer algo por alguém ou aprender lições".

ps: eu me inspirei muito ao escrever tudo isso, não? Faz tempo, mas sempre que posso releio esse trecho... 

Beijo beijo ;*

Nina H. 

4 de abril de 2011

#Perfeitos;

Redação dissertativa acerca da geração narcisista e a busca pela beleza absoluta, redigida por mim: 


O termo "narcisismo" é freqüentemente utilizado como pejorativo, indicando vaidade ou egoísmo. Quando aplicado a um grupo social, o conceito tem relação com a concepção de elitismo. Com base a isso, podemos afirmar que somos uma sociedade obcecada pela beleza. Os adolescentes, principalmente, querem mudar o corpo, guiados por uma percepção ideia exagerada e irrealista. Assim, qualquer pequeno defeito é motivo de vergonha ou depressão. 
Os problemas estão se iniciando antecipadamente. Crianças já se sentem forçadas a se padronizarem e a seguir rituais de beleza. Ultimamente, um novo tipo de distúrbio vem sendo estudado na última década, do qual provém da obsessão pela beleza: o transtorno dismórfico corporal. Quem sofre dessa doença não tem uma percepção adequada da própria imagem ; vê defeitos que não existem ou aumenta os existentes. Como consequência, o doente coloca aquela “imperfeição” no centro de sua vida e preocupa-se em tempo integral com a possibilidade de superá-la. 
A insatisfação com a própria imagem tende a se agravar em populações que se distanciam do padrão de beleza europeu, predominante da Terra. Nos últimos 15 anos, cresceu sete vezes o número de cirurgias plásticas em adolescentes de 14 a 18 anos no Brasil. Todos querem alcançar mínimos detalhes que poderiam muito bem serem relevantes, e a obsessão acaba, além de desestabilizar a saúde, até mesmo destruturando a família, pois os pais acabam sendo muito permissivos e muitas vezes cedem aos carpichos dos filhos. O narcisismo exagerado dos filhos, muito claramente, é resultado de uma tendência de seus próprios pais, que visam passar adiante suas expectativas quanto à sociedade. 
A beleza absoluta é um padrão de beleza que extrapola a normalidade. Crianças e adolescentes que procuram a "fórmula mágica" para buscarem a perfeição. O culto à auto-estima vem degradando cada dia mais a saúde, embora nem assim a maioria se dê conta do mal que causa a si próprios. A busca por analistas vem sendo uma alternativa rotineira que pais preocupados têm buscando, colocando em evidência os problemas comuns da adolescência. 

Beijo beijo ;*

Nina H. 

#Miss Invisible;

Eu sou impaciente com pessoas impacientes. Eu sou bipolar com pessoas bipolares. Eu sou alegre com pessoas alegres. Eu sou tímida com pessoas tímidas.
Não tenho regras, apenas depende do meu dia. De como acordei, com quem conversei, quem fez meu dia ficar um pouco mais colorido. 
Às vezes é mesmo difícil tentar se encaixar. Seja na sociedade ou apenas em você mesmo.
Eu ainda estou tentando me encontrar na sociedade e em mim mesma. Muitas pessoas me fazem quem sou hoje. Muitas escolhas me fazem ser quem sou hoje. Muitos livros me fazem ser quem sou hoje. Não depende necessariamente de quando as pessoas apareceram, de quando tivemos que fazer as escolhas ou de quando lemos os livros. Depende, na verdade, de como enxergamos as pessoas, de como fizemos nossas escolhas e de como conseguimos tirar as lições de moral dos livros. 
Eu não sou muito boa em fazer as coisas acontecerem, porque sou tímida e odeio me expor, mas pequenas coisas sempre me modificam a todo instante. 
A verdade é que nada me define com muita precisão. Poucas coisas, realmente, definem minha vida e quem eu sou. 
Eu sou do tipo que não surto por conta de um sapato, mas sim por um livro ou por uma banda. Sou do tipo que não saio aos fins de semana à noite, porque estou ocupada demais lendo ou escrevendo. Sou do tipo que adoro a Disney e que ouço as músicas da Demi Lovato e a Selena Gomez. Sou do tipo que prefiro Meg Cabot a Paulo Coelho (nunca li Paulo Coelho porque estou ocupada demais lendo Meg Cabot). Sou do tipo que tenho poucos amigos e que não acho que precise de mais. Sou do tipo que quando amo, amo incondicionalmente, mesmo que essa pessoa somente me machuque. Sou do tipo que faço "awn" para qualquer tipo de filhote. Sou do tipo que prezo mais as amizades que estão longe do que as que estão à um passo. 
E minha vida é definida por todas as pessoas que estão em ao meu redor e por pessoas com quem tenho afinidade, sejam elas da minha família ou não. 
Na verdade, cheguei à conclusão que amo muito mais pessoas que não são da minha família. 
Porque pessoas da minha família me julgam e acham super esquisito eu adorar mais ler do que dançar. Que acham que eu deveria sair à noite a ter uma conversa com uma amiga de longe pelo msn. Que acham que eu não vivo a vida. 
Digo, acha mesmo que eles me conhecem? Eles apenas sabem meu nome, não quem eu sou ou o que gosto de fazer. E se tudo está tão errado assim comigo, porque não vai atrás de alguém que se importe?
Porque, sabe, eu sempre tenho um lema. E sempre o repito quando as pessoas acham que me conhecem e que devem opinar na minha vida.  
"Nada que você goste de fazer é perda de tempo".
Eu ainda sofro por fazer o que amo e todos acharem que isso não vai dar em nada.
Mas quer saber? Eu parei de me importar. Afinal, é a minha vida. E um dia eu estarei pisando em todos que desacreditaram em mim. 

Beijo Beijo ;*

Nina H. 

3 de abril de 2011

#Abelha Rainha;

Abelha Rainha

Eu a conheci como uma anja
Ela era uma anja doce e fofa
Todos a amavam
E ela gostava de ser amada
Seus gestos eram carinhosos e suas palavras previsíveis
Ninguém se dava ao luxo de largá-la

Ela mantinha sua vida fingida como um conto de fadas
Era muito fácil para ela
Ela gostava de mentir, era uma coisa rotineira
Ela amava suas palavras falsas

[refrão]
Ela era apenas mais uma e não sabia disso
Todos a seguiam, aonde quer que ela fosse
Ela sentia-se a Abelha Rainha e ninguém a rebaixava
Ela acreditava que as mentiras fossem salvá-la
De novo, de novo, e mais uma vez
Se ela caísse era mais uma que estava lá

Então o chão se abriu e ao invés de ficar sozinha, encontrou mais mentiras
Tentava ser a melhor, mas ninguém a deixava mais
Ninguém mais acreditava em suas estúpidas palavras
Ela queria estar morta agora
Queria se desvencilhar de todo o mal que causou, mas não pôde, porque ninguém a perdoou

Fazia escândalos para tentar se recompor
Fingia sentir coisas para impressionar, para tentar ser alguém que já fora um dia
Hey hey, nada a ajudou, ninguém estendeu a mão para ela
A Abelha Rainha ficou sozinha no limbo para sempre
Não queria machucar ninguém, mas acabou se machucando
Achava que era a Rebelião chegando, mas era apenas mais uma no mundo

Oh Oh, tudo o que ela sabia é que precisava ser melhor do que todas
Mas acabou ficando para trás, porque ninguém acredita em vadias
Queria ser uma garota amada, mas ninguém tentou ajudá-la
E agora ela está perdida na solidão

[refrão]
Ela era apenas mais uma e não sabia disso
Todos a seguiam, aonde quer que ela fosse
Ela sentia-se a Abelha Rainha e ninguém a rebaixava
Ela acreditava que as mentiras fossem salvá-la
De novo, de novo, e mais uma vez
Se ela caísse era mais uma que estava lá

Os idiotas que acreditaram nela não são mais como antigamente; a Abelha Rainha os cegou
Ninguém que a segurou consegue enxergar suas mentiras
Foram cobertos por falsas situações

Agora ela quer se livrar do Inferno, mas não sabe como
Pede ajuda como uma miserável, ainda que ninguém a atenda
Ninguém gosta de vadias, querida

Existiu um ponto em que todos praticavam suas mentiras, apenas para não excluí-la
Mas esses tempos se foram
Ela precisa de um super herói agora para salvá-la do que se tornou

Hey, agora ela quer voltar, mas não sabe o caminho para casa
Então, ela vai morrer

ps: dedicada a uma pessoa que achei que conhecia, mas que na verdade era uma demônia disfarçada de pessoa ;)

Beijo Beijo ;*

Nina H. 

1 de abril de 2011

#Indicação de Livro: Maldosas (Pretty Little Liars);


"Três pessoas podem guardar um segredo, se duas delas estiverem mortas" - Benjamin Franklin

À primeira vista, esse livro pode aparentar ser infantil, mas a história de cinco amigas, na verdade, nos prende e nos instiga. Alison, Spencer, Hanna, Aria, Emily estão no sétimo ano e a amizade é sustentada por um segredo, A Coisa com Jenna. Mas, no último dia de aula, a menina mais popular do grupo, Alison, desaparece misteriosamente. Após três anos, as meninas não mais andam juntas, pois se tornaram completas estranhas. Afastaram-se e parecem estar vivendo muito bem suas vidas. A certa altura, elas começam a receber mensagens de "A", que conhece os segredos mais profundos de cada uma e todas supõem que Alison está de volta, pois apenas a amiga tinha conhecimento daqueles segredos. Será que depois de tanto tempo ela estaria de volta?
A história é contada de maneira bastante acessível e os mistérios que cercam as amigas nos deixam com mais e mais vontade de ler. 
O mais legal é que a autora leva a história para um caminho completamente possível, enquanto a realidade está longe de ser essa. O livro é contado em terceira pessoa e a cada capítulo acompanhamos a vida de uma das meninas.
Os dois primeiros livros dessa série (organizada em oito volumes) já estão no Brasil e espero logo, logo comprar o segundo, que se chama Impecáveis

Beijo beijo ;*

Nina H.