23 de maio de 2013

#Resenha: As Vantagens de Ser Invisível

Hey, sweetheart! *-* Finalmente lhes trago alguma resenha, depois de muito tempo! Espero que apreciem! :)


Eu sou o Charlie. Vivo uma vida completamente "Charlienizada": solitária. Tenho amigos, o suficiente, mas estou sempre comigo, sempre acabo sozinha com meus pensamentos e palavras - inacessível e um pouco compreendida.

O livro não me afetou praticamente nada - o Charlie chorão e bobo me irritou diversas vezes. Mas, de um modo louco, mesmo que o enredo seja o mesmo e os acontecimentos também, o filme fez o que o livro não teve capacidade: me tocou profundamente. Me fez pensar no infinito - me fez querer ser infinita como o Charlie. 


Até mesmo Sam e Patrick se tornaram adoráveis, como se eu os tivesse conhecendo pela primeira vez. Eles se mostraram realmente especiais, amigos e, acima de tudo, infinitos. Os três me cativaram como um só. 

Parece que, na tela, consegui compreender o Charlie, enxergar sua vida, seus conflitos e seu coração de maneira muito mais explícita e verdadeira - como deveria ter sido. Charlie se mostrou de fato o garoto meigo do qual as resenhas literárias falavam. O Charlie que eu mesma sou. Na tela tudo se fez muito real, muito digno de atenção.


Triste, dramático, mas, acima de tudo, cativante. Daquele tipo que dá um aperto no peito assim que termina - como se por uma hora e quarenta e quatro minutos os três tivessem sido meus melhores amigos e que, no desfecho, tive de deixá-los seguir adiante. Para uma nova história. Para uma nova vida.

Sou o Charlie. Sou infinita 


Love, Nina (: 

15 de maio de 2013

#Ovelha Negra

Não sei sobre o que abordar, mais uma vez. Mas conversa vai, conversa vem e é inevitável que eu fique irritada. Fico irritada com tudo o que é exagero e com as pessoas não conferem a devida importância a temas pontuais.

Você tem a sua opinião. Você tem o direito de ter a sua maldita opinião. Não quero mudá-la; o que quero é que você pense, porque pensar é, talvez, a coisa que menos gente tem praticado hoje em dia. 

Pensar, agora, se tornou aquela coisa obrigada. Você tem que seguir a maioria. Se você não concorda, você é estranha ou diferente. Incomum, errada. De outro mundo. Uma pessoa que não merece atenção. Uma pessoa que não tem o direito de ser respeitada. 

Eu não sou batizada; não por não ter religião, mas por conta de "divergências" familiares. Se eu ligo? Na verdade, morro de rir das reações das pessoas quando revelo isso. Porque é ridículo. Não vou ser definida por isso. Beleza, não acredito em Deus. Vou para o Inferno. Você falou um palavrão. Vai para o Inferno. Você usa calças, não saias. Vai para o Inferno. Muitas pessoas - se não TODAS - vão para o Inferno. Mas a errada sou, sempre, eu. Só porque não quero me casar na igreja. Só porque não quero me casar, aliás. 

Estou renegando a minha missão nesse mundo. É por isso que vou para o Inferno. Ai, meu Deus. EU VOU PARA O INFERNO. Mas a minha tia, aquela que se defende porque tem uma religião - mas que maldiz de todo o resto, apenas porque todo o resto não pensa como ela - não vai. Ela vai para o Céu. Será que é porque se casou e teve filhos? Ou porque fica compartilhando milhões de fotos no Facebook para comprovar o quanto Deus está na vida dela? 

Você está vendo? É tudo sistemático. Você tem que pensar de um modo, de um único modo. Ame Deus, faça o que Deus lhe ensinou, mostre o quanto você é melhor só porque acredita em Deus. E, de Deus em Deus, o humano ficou para trás, esquecido, atrofiado, humilhado. O humano se tornou um animal, um nada. 

Mas, não, esse post não é sobre o seu Deus; Ele apenas está no processo do meu pensamento. Ele é o meio de todo o fim. O começo do fim, na realidade, é a sociedade. Você vai carregar um fardo apenas porque a sociedade quis, apenas porque você tem que se policiar, apenas porque se você disser algo um pouquinho diferente daquilo que todos os outros querem ouvir, minha nossa, você é louca

Eu, por exemplo. Eu sou uma baita de uma louca, porque a maioria das pessoas para quem revelo que não quero me casar nem ter filhos de sangue (ou melhor: que, ao menos, esses dois marcos não estão no meu planejamento nem nunca estiveram) ou a) ri de mim como se eu fosse uma grande piada, ou b) começa a passar um enorme sermão sobre como eu nunca serei feliz assim. Ora, sério? Não posso tentar construir a minha própria felicidade de acordo no que acredito e com o que quero? 

A sociedade me grita: "Não, não e não". Obrigada, sociedade. Obrigada mesmo por me tentar lapidar de acordo com a sua mente pequena e robotizada. Eu nem queria ser eu mesma, de qualquer maneira. Eu nem queira fazer a diferença sendo eu mesma. Quem precisa disso, certo? Todo mundo só quer ser uma cópia da cópia da cópia... 

E, agora, eu quero ameaçar a família perfeita. A família tradicional. Estou ofendendo todo mundo, e é por isso que vou, mais uma vez, para o Inferno. Vou pagar a minha mente, as minhas crenças e a minha língua indo para o Inferno. Porque, agora, nós temos de brigar para as pessoas terem o direito de se amar. Exatamente como tivemos de brigar para libertar os escravos, para as mulheres terem o poder de trabalhar fora, para os judeus serem tratados como pessoas, para os cachorros maltratados terem justiça, para os idosos receberem uma aposentadora quase adequada. 

Ou seja, se você não corresponde à maioria só lhe resta uma coisa: ficar calada. Você não pode mais se expressar, não pode mais se mostrar preocupada, não pode mais defender aquilo que acredita. Você tem que ser os outros. Não interessa se você entende que ninguém é definido pela religião, ou pela idade, ou pelo sexo, você tem de concordar com  frase mais verdadeira cretina de todas: É assim e pronto, não discuta. 

Não discuta, entendeu? Não tenha uma opinião, não tenha suas crenças, não tenha um cérebro próprio. Seja igual a todos os outros, seja a ovelha comportada. Não seja a ovelha negra. Porque ovelhas negras acabam na casinha do abate. 

O problema não é você acreditar em algo, problema é a sociedade que impõe qualquer coisa a você. Essa mesma sociedade que quer tudo perfeito, que espera o óbvio, que precisa de você domesticada.
E, então, sem saber, você está se domesticando. Você está sendo uma réplica de alguém.
Sinto muito por você. Mas eu quero ser uma ovelha negra. Quero ser do contra. Quero chocar, só para rir mais tarde. Porque eu sou eu, não sou a sociedade.


E você, vai ser mais um, ou uma ovelha negra?

Um superbeijo às poucas que comentam (vocês me fazem ter animação para vir aqui e escrever sobre qualquer assunto).

Love, Nina.

7 de maio de 2013

#Love, Love, Love

Estou meio sem inspiração para tudo, ultimamente. Abro o Blogger e fujo o mais rápido possível, porque não sei o que abordar; não sei nem mesmo o que estou pensando. Mas hoje eu achei uma coisa linda. 

Certo. Acho que TODO MUNDO já tentou escrever ou definir o amor. Acho que todo mundo, sem exceção, procura alguém para amar e dividir um pouco dos problemas e a vida. Todo mundo deseja ter o friozinho no estômago e se pegar sorrindo pelos mínimos motivos. 

O amor é universal. Não acho que o que move o mundo seja os esportes, ou a guerra, ou o poder. Não. O que realmente move as pessoas é o amor. Mas nem todo mundo tem na mente o mesmo tipo e nível de amor. Cada um procura um amor diferente. Um amor de amigo, um amor de mãe, um amor de cachorro, um amor de avós, um amor verdadeiro; tudo isso, ao meu ver, é amor.  O problema é que as pessoas tentam separá-los, criar repartições, como se eles não fossem um só. 

Não aprendi sobre tal tópico em casa. Não mesmo. Aprendi-o devorando Harry Potter. Foram estes livros, cada qual com suas peculiaridades, que me fizeram enxergar que o mundo da Tia Jo não aborda a bruxaria, ou o bem e o mal, ou o menino rico e o menino pobre. Hogwarts, o meu lar, fala sobre amor, em vários aspectos. Tudo aquilo retratado, na realidade, é amor. Pura e simplesmente amor. Há o menino que foi amado, mas há também o cara rejeitado, o qual foi privado do amor e, consequentemente, não soube aprender a amar. 

As amizades. Por que a amizade do trio-bruxo tem de ser tão específica? Por que todos não podem nomeá-la de um único nome, amor

E o Snape? Muita gente o odiou até o último instante de suas lembranças. E, no final, o professor ranzinza que não amava ninguém foi o personagem que mais amou! 

Por que a Hermione e o Harry não podiam ser verdadeiros amigos? Ah, sim. As pessoas acreditam que não existe amizade entre homem e mulher. Mas, veja só, quando lembro deles não posso evitar pensar que eles são um "cala a boca" para o mundo mesquinho. Para o mundo que se resume a rótulos. Gay, héreto e idiota. Com certeza, você se encaixa em alguma dessas opções. 

Você deixou de ser a menina inteligente, ou o menino das ciências, ou a pessoa divertida. Agora você é alguma coisa que alguém que você não conhece (ou talvez conheça muito bem) lhe intitulou. Você se tornou uma coisa - não é mais uma pessoa. Porque, agora, você não tem mais sentimentos. 

E, acredito eu, quando os sentimentos não valem mais, quando você começa a pensar como um robozinho - sem usar sua própria cabeça -, todas as concepções nas quais se agarrava está morrendo. E se as concepções estão morrendo, com certeza, o amor já se esgotou. 


Mas o que é o amor para você? Que tipo de amor você procura?

_______

O que encontrei hoje, que foi o que me inspirou a escrever isto, é a uma música - que mais se assemelha a versos levemente cantados. 

"O amor é uma coisa engraçada. Você espera que seja fácil. Você espera que seja um mundo de rosas e risos e momentos perfeitos que encontra apenas em filmes. Espera que ela sempre diga a coisa certa, e sempre saiba exatamente como você se sente, ou exatamente como reagir a ela. Espera que ela te acalme quando você está gritando ou que o persiga quando você fugir. Espera muito que você se sinta total e completamente derrotado quando algo não corresponde, exatamente, com todos os seus planos. Mas essa é a coisa. O amor não é um plano. Ele não tem um certo início e certamente não tem um final certo ou visível para aqueles que estão nele profundamente.
O amor acontece; é tão incrivelmente confuso. Pessoas ao seu redor não conseguem compreender por que você faz as coisas que faz, ou por que você luta tanto por algo que parece causar-lhe tanta dor, porque, simplesmente, não podem ver. Eles não podem ver o anel invisível da loucura que o rodeia quando você está apaixonado. É inconveniente e doloroso e devastador, às vezes, mas não podemos viver sem ele. O que você não aprende é o quão duro é o amor. Quanto trabalho é preciso. Quanto de nós mesmos temos que colocar nele. Como não vale a pena até que formos completos idiotas e absoluto sobre o assunto.

(...)
Ele nos faz loucos. (...) Porque o amor não é sobre nos cercar, sentir-nos seguro, sentir-nos 100% certos sobre o futuro. Trata-se de assustar a droga de todos os nervos do nosso corpo, mas que nos empurra para a frente de qualquer maneira. Porque toda a luta e todas as lágrimas e toda a incerteza vale a pena". 

- Definition Of Love - Andrew London. (música aqui). 

Eu suprimi alguns trechos, pois apenas quis publicar os que me chamaram a atenção e os que me tocaram, porém para queles que querem ler a tradução na íntegra há este link (originalmente em inglês, mas há meios de usar o mecanismo do Google Tradutor, apesar de não ser tão confiável assim. O que foi postado aqui foi traduzido por mim mesma e espero que esteja correto, haha. 

Então, gente amada, qual é a definição de amor para vocês? E que tipo de amor vocês procuram (vide o texto acima da música para responder esta pergunta)?


Um superbeijo para todas vocês!
Love, Nina. 

1 de maio de 2013

#Para: Anexo Secreto #1

Quarta-feira, 1º de Maio de 2013.

Querida Anne,

Tenho pensado e falado muito sobre você, ultimamente. Você não sabe, mas a conheço antes mesmo de ler seu diário. Sempre tive um fascínio especial sobre o que você viveu. Nunca me permiti perder uma sequer aula de História Mundial, especialmente se o assunto era a II G.M. ou Fascismo ou Holocausto. A cada nova aula, eu estava mais uma vez em cima das ruínas que foram os seus últimos anos de vida. E, a cada nova informação, eu me modificava - era uma nova eu. Não a aluna nerd, mas a aluna humana; a que era capaz de distinguir o surreal da maldade pura; a mentira da verdade; o desumano da solidariedade. 
Sinto que conheço sua alma - apesar de ter ciência da maioria das suas palavras nos últimos três anos de vida, você era muito mais do que palavras. Você era coração e ódio. Você era eu. Tanto eu, que quase não pude acreditar! Acho maravilhoso quando conseguimos nos identificar em um personagem, seja ele fictício ou não. E você, Anne, era minha alma, palavras e coração. Muito ódio também. Muitas lágrimas. Muita dor. Reconheço tudo isso, muito embora não tenha experienciado nada igual a você; não sei o que é ter aviões bombardeando a cidade por sobre a minha cabeça, não sei o que é acordar assustada no meio da noite por conta dos alarmes, não sei o que é racionar a manteiga ou a carne. Não sei ter a sua vida - mas sei viver presa. 
Estou presa há 21 anos. Presa dentro de mim, incapaz de sair. Não porque há alguém me perseguindo, mas porque lido melhor com as circunstâncias assim - de longe, apenas observando. Sendo a pessoa que ninguém vê. É fácil ser invisível, mas é cansativo. Não digo tudo o que quero, muito embora tenha pensamentos do tamanho do mundo - tão pesados quanto uma baleia azul e tão perigosos quanto uma arma nuclear. No fim, ninguém acaba tendo ciência deles, porque morrem comigo.
É muito bom contar com você, alguém que compartilha a maior parte das minhas preferências e ideias. Na verdade, você é alguém que eu gostaria de ser. Alguém que apesar do desânimo não para nunca, que está sempre aprendendo e querendo mais. Eu sempre paro no meio do caminho, não sou determinada como você. E veja só: é você quem está escondida, sem poder fazer ginástica nem comer bolos confeitados com frequência! Egoísmo meu, não acha? Sou indiscutivelmente egoísta e ridícula.
Espero que eu tente mais daqui pra frente. Espero que você continue me incentivando, sempre escrevendo as palavras certas. Elas têm um valor incomensurável para mim, Anne.
E espero também que você consiga aceitar mais a sua mãe. É realmente impossível amar alguém que não é importante para você, mas uma hora isso vai terminar - tudo vai terminar. Eu sinto muito por tudo, mas guardarei suas palavras para sempre na minha estante. 

Sua M. S.