27 de abril de 2014

#Abraçoterapia

Fico me perguntando quantas famílias são criadas e crescem unidas, quantas avós e tias que são agregadas numa casa, juntamente com pai, mãe e filhos. Quantas senhoras saem de casa de manhã pra passear com o cachorro com a esperança de que o Sol esteja brilhando por elas. Quantos casais esportistas andam para encontrarem um lugar perfeito para tirar uma foto. Quantas crianças não devem desejar um domingo no parque, um picolé de limão e seu irmão chato ao lado, porque sem ele a vida não é a mesma. Fico me perguntando por que se ter alguém que não é abraçado todos os dias e por que é mais fácil fingir que não quer ser abraçado. 

Abrace, vamos lá. Abrace, sim. Com força, com aquele aconchego suspirante, com aquelas palavras doces. Abrace, porque se sua mulher não o fizer, talvez não haverá meninas loucas na Redenção para fazer o mesmo. Abrace, porque nada substitui o contato humano. Abrace, porque você está vivo. Abrace, porque receberá um sorriso em troca. Abrace, porque você quer. Abrace, porque não é nada errado em querer ser abraçado. Abrace, porque nada é para sempre. Abrace, porque é uma terapia. Abrace, porque esse gesto pode fazê-lo ganhar seu dia. Abrace, porque nada no mundo é tão gostoso quanto um abraço. Abrace, porque você ama alguém. Abrace, porque quer ser amado. Abrace, porque esse pode ser um lindo dia. Abrace, porque seu cachorro não vai fazer isso por você. Abrace, porque espalhar amor não é uma vergonha. Abrace, porque todo mundo merece ser abraçado. Abrace, porque a gratidão lhe vem sem trocas. Abrace, porque é necessário. Abrace, porque isso é vida. Abrace, porque você merece receber carinho. Abrace, porque deseja algo de bom para o próximo. Abrace, porque, talvez, nada será mais como antes. Abrace, porque um abraço não machuca. Abrace, porque a cena é linda. Abrace, porque você tem esse direito. Abrace, porque está na hora de deixar os dias ruins para trás. Abrace, porque isso é amor. 

Abrace, deixa disso, amigo. Não precisa se esconder. 
Abrace, porque essa é a vida: coisas boas também podem vir de graça. 
Abrace, porque aquela senhora solitária está esperando por esse momento. 
Abrace, porque você sabe que amar ao próximo não dói. 
Abrace, porque você é livre.
Abrace. Apenas abrace. 
Abrace, porque é uma catarse. 
Abrace.
Dê seus passos, mas não se esqueça dos abraços, por favor. 


Love
Nina 

18 de abril de 2014

#E o sentido da insônia, sente muito ou sente pouco?

Seria um daqueles dias. 
Amália estava aprisionada, encarando a mesma parede há o que lhe pareciam horas. Mergulhada numa espécie de silêncio abafado  mas ao mesmo tempo muito vívido: podia sentir seus músculos responderem à cada pensamento. Pensamentos estes que de calados e cansados nada tinham. Soavam como tiros em noites de inverno, estampidos secos e incrivelmente aterradores. Estava meio que relutante, mas sem deixar de lutar. Queria poder correr, fugir, se esconder deles e se alojar em algum lugar além de sua casa. 
Olhou o relógio. Tic. Tac. 
Tic-tac. 

Seus pensamentos estavam sufocando, e a sufocando também. Estava indescritível, incontrolável, incompreensível. Suas noites perdidas pareciam cada vez mais frequentes. Amélia achara a palavra para descrever suas noites mal-dormidas, anotara no topo de uma página do bloco de notas do pai. Ela achara estar doente, mas era apenas insônia. 
Mas se fosse uma doença, então a criança estava doente. 

In-sô-ni-a
s. f. Falta de sono; vigília. 

Amélia estava obcecada pela tal insônia. Lia até cansar, e fazia seu pai ler até quase adormecer sentado em sua cama. Ele lia as histórias da Narizinho repetidas vezes, esperando que mais cedo ou mais tarde, acalmasse a menina. Precisava entrar num estado de estupor de tão cansada, não precisava? Quem soubesse, se a cansasse do mesmo modo como ela o cansava... 
Mas não adiantava. 
Amélia continuava desperta. Sua cabeça parecia infestada de pensamentos incontroláveis. 
Gostava de pensar nas próprias reinações. Acima de tudo, gostava de pensar num mundo do qual não pertencia. 
Via o mundo, aquele mundinho, do seu jeito. Tentava consertá-lo e melhorá-lo antes de enfim ser vencida pelo sono. Sentia tanto sono. Queria dormir, mas e a insônia? Pegava as mãos de Amélia e a tornava a mantê-la acesa, em constante desordem. A desordem a fazia se desdobrar em três. Cada Amélia remendava uma parte. Ela trabalhava tanto que, depois, não tinha forças para se levantar. O trabalho era penoso. 

Mas ela tinha suas horinhas de descanso. Quando se esquecia do mundinho em suas mãos, era porque estava se aventurando em propriedades imaginárias alheias. 
Raramente pedia licença, já era de casa, uma velha conhecida. 
Desbravar nunca lhe parecera tão empolgante. E cansativo. Sua insônia apenas se repetia. 

Desistira, uma vez ou outra. 
Ouvira seus pais, parara de acumular pensamentos. 
Seu mundinho interno era em demasiado feliz em relação ao externo. Ela não se importava se ele lhe cansava, se não podia fazer uns consertos naquele que via. E a verdade era que, se alguém lhe perguntasse, o mundo que sentia era seu lar. 
Sentir parecia mais importante do que ver.
Seu pai via imensidão azul, mas Amélia sentia a imensidão azul.
Sua mãe via o deserto, mas Amélia sentia o deserto.

Amélia era toda sentidos. 
Sentia aqui, e não deixava de sentir lá. 
Sentia em todos os lugares, de várias formas. 
E se lhe perguntasse o sentido da vida, ela diria: "Ih, seu moço, a vida é é quentinha, como uma cama feita, mas tão fria, também, como o extremo do mundo. Sinto que a vida, seu moço, é uma imensidão azul desértica". 

O sentido da vida era, também, tumultuado. Escorria pelas mãos. A vida, vez ou outra, fugia de todo mundo. 
Mas Amélia sentia guardava um pouquinho de sentido. Porque se não sentia, não sabia enxergar. 
Apesar de tudo, sentia seu coração nublado. 
Inalcançável.
Cheio demais de coisas vazias demais. 
E temia que ele continuasse daquele modo por tempo indeterminado. 
Ah, aquela insônia...


Love
Nina  

10 de abril de 2014

#Resenha: Lolita

Autor: Vladimir Nabokov
Ano: 1955
Páginas: 392
Editora: Alfaguara
Gênero: Romance russo

Já digo que é um dos livros mais geniais que já tive a oportunidade de ler. Fiquei o semestre passado inteiro tentando pegá-lo na biblioteca e, finalmente, no começo deste mês, o consegui. Não consegui lê-lo com a rapidez que imaginava ser capaz - porque eu tenho vida, oi -, especialmente o final, mas essa obra é incrível e muito bem trabalhada. 

Já no prefácio, um tal de John Ray, que é doutor em Filosofia, especula um pouco sobre a história que nos vai ser apresentada e narra como se fosse um fato real. A verdade é que não existe nenhum doutor John Ray: é o próprio autor que escreveu o prefácio e deu a entender que o relato é baseado numa história verdadeira - após o desfecho Valdimir volta a falar e diz que a obra foi inspirada numa peça teatral. Se o prefácio nos confunde? Eu o achei, particularmente, genial, pois nos induz a uma atmosfera completamente opaca, ou seja, você não sabe muito bem o que pode encontrar. 

O romance é narrado em primeira pessoa pelo professor Humbert Humbert que, logo no início, tenta nos persuadir a entender seu lado pedófilo nos apresentando teses e fazendo referências a estudos. Pois bem, para quem não sabe sobre o que Lolita se trata - caso você more numa caverna e tal -, o livro aborda a paixão de um homem já na casa dos 40 anos que está "apaixonado" por uma garotinha de 12. Para Humbert, as meninas crianças, em especial as que têm entre 9 e 12 anos, são todas ninfetas: ainda não desabrocharam completamente. Logo de cara, os leitores entendem que Humbert não pode ser muito coerente, uma vez que ele já passou por alguns tratamentos em clínicas psiquiátricas devido às suas depressões e maluquices. Além disso, um fato que eu adorei é que ele se remete ao leitor como se estivesse conversando com membros de um júri, como se tivesse sido pego em seu crime sexual e estivesse depondo seu relato. 

Após uma das internações em uma clínica, ele volta à rotina e para a casa de um conhecido, onde conhece Charlotte e Dolores Haze, a quem logo apelida de Lolita. Dolores, de 12 anos, e Charlotte (filha e mãe, respectivamente) mantém uma relação de cão e gato, ou seja, nada saudável, sempre com grosserias, berros e bateção de portas. Na minha opinião, Humbert, mesmo que inconscientemente, tentou tirar proveito dessa relação frágil delas para chamar a atenção de Lolita. A princípio, seus "flertes" são quase inocentes - brincadeiras e conversas despretensiosas. Até que ele percebe que, se se casasse com Charlotte, poderia ter Lolita como sua enteada e, assim, vê-la e tê-la para sempre ao seu lado. Dito e feito. Eles se casam - ela, ao meu ver, aceitou a união simplesmente porque é uma daquelas mulheres que não pode ver um homem que sai se atirando pra cima dele - sem muita alegria ou festas. 

Os três fazem passeios ao ar livre, enquanto Lolita está de férias. Num desses passeios, Humbert chega a cogitar assassinar Charlotte, o que me horrorizou completamente, apesar de saber que ele poderia tentar de tudo para ficar só com Lolita. A menina, então, é mandada para uma colônia de férias. Humbert não aprecia, é claro, a decisão, mas dá para perceber que ela apenas é mandada para o acampamento por escolha de sua mãe, que é uma daquelas mães que não tem paciência nem alegria com os filhos, então acha que despachá-la para bem longe é a melhor solução. 

É claro que acaba acontecendo uma tragédia: Charlotte descobre um diário de Humbert, no qual se referia a ela com palavras baixas e escrevia sobre Lolita, e promete que, se depender dela, Lolita nunca será dele. No entanto, Charlotte acaba sendo atropelada e vem a falecer. Tudo isso enquanto Lolita ainda está na colônia de férias. É a partir daí que a história entre a menina e Humbert finalmente engrena, pois ele vai buscá-la e então os dois enfrentam uma viagem de dois anos de carro, completamente sós. 

E o que dizer da Lolita? Muitos veem somente o lado perverso de Humbert, mas a menina, na minha visão, é tão culpada quanto ele, pois, primeiro, não tinha pudor algum de provocá-lo e, segundo, foi conivente com as relações que mantinha com ele. Ao invés de abrir a boca para alguém, ela simplesmente ficou quieta, aceitando tudo. Por um lado, dá para entender: ela tinha acabado de ficar órfã e tinha somente aquele "pai" na vida; entretanto, por mais que ele a ameaçasse, ela deveria ter dito ele abusava dela. É claro que o livro se passa numa época mais distante, talvez essas coisas fossem mais aceitas - não é como hoje em dia que há como você denunciar abertamente coisas desse tipo e tal. Mas, ainda assim, ela foi cúmplice dele o tempo todo. 

A obra é muito séria e muito bem escrita, uma das melhores que já li em termos de escrita. A narração é bem amarrada, embora alguns fatos fiquem meio confusos, talvez porque algumas cenas aconteçam rápidas demais e o autor somente nos dá a entender que tal coisa ocorreu. Mas, quanto a isso não há por que reclamar, pois para mim, foi visto como a própria mente perturbada de Humbert, que tenta registrar tudo, mas é claro que, aos poucos, ele foi embaralhando muitas lembranças. Outro ponto positivo é o humor do autor; não é nada muito explícito nem corriqueiro, no entanto dá para rir em algumas passagens. Dá para entender o porquê Lolita é um dos livros de maior escândalo no mundo da literatura, especialmente porque muitos leitores acharam que haveria muitas partes pornográficas que, na verdade, são bem poucas e, quando narradas, são muito mais "eufemistizadas" e conotativas (palavras usadas no sentido figurado) do que descritivas ao pé da letra. 
"Lolita deveria fazer com que todos nós - pais, educadores, assistentes sociais - nos empenhássemos com diligência e visão ainda maiores na tarefa de criar uma geração melhor num mundo mais seguro".
Love,
Nina 

6 de abril de 2014

#6 on 6

Esse 6 on 6 é sobre coisas que amamos ver/fazer/amar etc. É claro que não dá pra reunir todas as coisas numa só postagem (em seis fotos então é impossível). Mas mais ou menos consegui, e trouxe alguns bônus (porque certas coisas não podem ficar de fora haha). 

Eu fiz esses desenhos para uma amiga, porque ela está preparando o novo layout do blog e essas "figurinhas" estarão (se tudo der certo) no cabeçalho. Uma máquina de escrever, porque me considero escritora; livros, porque eles me fazem a sonhar e muito do que já li me tornou o que sou hoje; e cartas, porque amo escrevê-las e recebê-las das minhas amigas. 

Uma pequena amostra dos meus amiguinhos de quatro patas. Essa é a Babi; ela gosta de dormir em cima da mesa da sala (na verdade, essa foto foi um flagra haha) e de berrar por carinho. 

Foto tirada no Ano Novo passado; minha avô e minha mãe. Essas das mulheres são a inspiração da minha vida. Tenho uma ótima relação com ambas e não sei o que faria sem elas 

Amo olhar para essa árvore, que fica situada em frente da parada onde pego o ônibus para ir para a faculdade. 

Famecos. Você conhece. Todos reconhecem - esse é o "lema" da faculdade na qual estudo, que é Comunicação, Jornalismo. Desde que iniciei minha vida lá ganho inspiração para mais um dia, embora ainda me sinta um tanto quanto perdida lá. Ainda assim, as aulas são maravilhosas e as amizades, tenho certeza, serão eternas! 

Sou escritora devido ao fato de ter me adentrando no universo das Fanfics e nunca mais ter saído de lá. É um mundo tão lindo, que às vezes penso que se eu for escritora apenas de Fanfics, tudo bem. Já fiz parte do Floreios & Borrões com histórias sobre Harry Potter, mas hoje em dia pertenço ao fandom de Glee e posto no Fanfiction.net (: 

É claro que eu não poderia parar por aí, por isso tem um adicional:

Minha prima Marcela. Temos dez anos de diferença, mas nos entendemos como se tivéssemos a mesma idade. É o meu xodó, sinto muitas saudades dela quando estou longe. 

Meu blog lindo. Muito do que sou é por causa desse meu cantinho. Ele, assim como as fanfics, meio que me libertaram do meu mundinho particular. 

Sei que o projeto é com fotos que nós mesmo tiramos, mas não poderia deixar esse gif de fora, pois Glee é a única série que ainda tenho tempo de assistir. Além do mais, 90% do tempo estou escutando as canções deles e, como supracitado, escrevo fanfics pra esse fandom. Aprendi muito com Glee e todo esses pessoal faz parte da minha vida eternamente 

Espero que tenham gostado. Não posto mais os blogs das outras meninas, pois não sei se elas ainda estão participando, mas eu vou continuar com esse projeto mesmo assim. 

Love
Nina  

3 de abril de 2014

#As pessoas se olham, mas não se falam

Aprendi que essa é a era da comunicação. Todo mundo está conectado - a alguma coisa, não a alguém. 

A frase do título não inventei, desculpe. Está escrita com spray em uma das paradas de uma avenida perto da minha casa e que leio cinco vezes por semana, quando estou no ônibus em direção à faculdade. Entretanto, acho que ela é tão verdadeira quanto peculiar. 
Toda vez que a vejo procuro ao meu redor as pessoas. E, como supracitado, elas sempre estão conectadas a algo; no caso, a seus celulares. Metidas em conversas (aquelas conversas altas que todos os passageiros são privilegiados de entreouvir). Metidas em suas próprias trilhas sonoras. São raras as exceções nas quais elas estão metidas com o vizinho ao lado. Dependendo do horário que pego o ônibus, a única trilha sonora que é possível ouvir é o trânsito: ninguém se fala. Talvez se olhem, se meçam, se julguem - mas não se falam. 

Já fui abandonada por conhecidos no meio de uma conversa para que eles averiguem SMS, ou o Facebook, ou o Whatsapp. A conversa simplesmente morre: assim mesmo, quando você menos espera. Não é devido a algo de errado que você disse, é somente porque existe um mundo muito mais interessante nas mãos das outras pessoas. E elas precisam se inserir neles. Não existem sem esses mundinhos particulares - e efêmeros e virtuais. Por um lado, não sei se há como controlar isso, essa ânsia de estar conectado com todos mas, ao mesmo tempo, com ninguém. As pessoas têm se escondido nessa rede invisível de amigos que é desligada quando o outro bem entender. Mas, por outro lado, se houvesse mais olhares e mais conversas (porque, sim, ser tecnológico, existem olhares que clamam por conversas face a face), talvez, algumas pessoas poderiam fazer um esforço. Um pequeno esforço. 

Veja bem, se você está conversando com alguém cara a cara, olho no olho, é porque está estabelecendo, ou tentando estabelecer, uma relação real. Porque, sim, existe uma diferença entre o mundo real e o virtual. Já deve saber, mas vou repetir, que na internet as pessoas se abrem mais, são mais extrovertidas e engraçadas. Frente a frente, a química é outra. É por isso que há muito mais olhares do que conversas. Ninguém é igual a o que é no Facebook. No mundo real, há a vergonha, o nervosismo, uma risada que faz todo mundo rir junto. 

A interação está cada vez maior, talvez o mundo esteja até girando mais rápido com tanta gente logada em redes sociais. Mas ainda carecemos de entender sobre as relações. O que é uma relação para você? 
Faça um teste. 
Converse com alguém que não seja tão próximo contigo via internet. E, no dia seguinte, tente se aproximar dessa mesma pessoa. 
Você vai se decepcionar. Haverá olhares, mas nada de vozes. São raras as exceções que as amizades virtuais se prolongam na vida real, simplesmente porque você pode ser quem quiser atrás de uma tela. Pode ser o cara engraçado. Pode ser a menina nerd. Pode até ser uma criança de 12 anos, mesmo que tenha meio século computado em sua ID. 

Se somos mais livres devido a isso?
Não concordo. Estamos mais presos do que nunca. 
Porque ninguém quer ser uma imitação de alguma coisa. Num mundo onde todos buscam a autenticidade até mesmo me espanta que exista tanta gente se escondendo atrás de perfis sociais brincando de ser ator - qual é a meta? Ser um personagem por dia? 
Não entendo. 
E você também deveria não entender.

Love
Nina