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Resenha: Ela

by - junho 30, 2014

Título Original: Her
Direção: Spike Jonze
Ano: 2013
Duração: 125 min.
Nacionalidade: Estados Unidos
Gênero: drama/ficção científica/romance

~*~

Her é um daqueles filmes que, no começo, você reluta para continuar assistindo, mas, quando vê, já está tão envolvido com a história que não quer que termine. Ju-ro. Ele é lindo assim: como a melhor história de amor do mundo. E, acredite, você vai se alegrar, vai dar risada, mas vai chorar, também. 

"Às vezes acho que já senti tudo o que deveria sentir, e que não sentirei mais nada novo a partir de agora, apenas versões menores do que já senti". 

Her conta a história de Theodore: ele é um escritor que está enfrentando tempos difíceis. Depois da separação da ex-mulher, parece que ele não consegue ter mais nenhuma outra relação. E, por isso, ele é muito sozinho. Então ele compra um novo sistema operacional que promete fazer com que a pessoa interaja muito mais com o computador. E é aí que ele conhece a Samanta, a moça do computador. A princípio, a relação deles é supérflua e muito pouco intensa, mas depois que ele aceita sair com uma mulher desconhecida, a relação de Theodore e Samanta muda drasticamente: de repente, ele se vê apaixonado por ela. 

É claro que, a princípio, ele não conta aos amigos quem é a Samanta. Mas, por mais que ele tenha amigos, ele se fecha e tudo o que faz é se relacionar com Samanta, como se ela fosse realmente a sua namorada. O relacionamento deles cresce como se ela fosse humana, entretanto - claro, há algumas barreiras, mas a intimidade que eles constroem não é muito diferente da de um casal de verdade. Samanta é agradável e engraçada, tem uma cabeça ótima, mas isso não significa que ela não tenha sentimentos. Mesmo que sejam irreais, quero dizer. 

"Pelo menos os seus sentimentos são reais (...) Mais cedo eu estava pensando em como estava irritada. Isso vai parecer estranho, mas eu fiquei animada com isso. E aí pensei sobre outras coisas que estive sentindo e senti orgulho disso, orgulho de ter sentimentos sobre o mundo: as vezes em que fiquei preocupada com você, coisas que me machucaram, coisas que eu quero. E aí tive um pensamento terrível: esses sentimentos são reais, ou são apenas programação? Essa ideia me machuca e eu fico com raiva de mim mesma por sentir dor". 

A relação deles vai bem, até que Theodore vai encontrar a ex-esposa para assinar o divórcio. Ele fica balançado e confuso, depois que revela a ela que está tendo um relacionamento com um computador. Isso o faz se afastar de Samanta, fazendo com que ela se torne insegura e carente. Acima de tudo, ela quer que o relacionamento dos dois dure.

"E eu pensei: por que te amo? E então senti tudo em mim se soltar das coisas às quais me prendia tanto. E percebi que não tenho razão intelectual, nem preciso de uma. Confio em mim mesma e no que sinto. Não tentarei mais ser ninguém além de mim mesma e espero que você possa aceitar isso. (...) Consigo sentir o medo que você carrega e queria conseguir ajudar a deixar isso de lado, porque se você conseguisse, acho que não se sentiria mais tão sozinho".

Theodore, então, descobre que ela não é a única dele. Quer dizer: ela está se relacionando com outros usuários e outros computadores. E isso o deixa completamente insano e chocado. Aí, toda a mágica que ele sentia vai por água abaixo. Por um lado, ele não quer, não pode perdê-la, mas por outro, sabe que não pode tê-la apenas para si. 

"É como se eu tivesse lendo um livro, e é um livro que eu amo profundamente, mas agora estou lendo devagar; as palavras estão muito separadas, e os espaços entre elas são quase infinitos. Ainda consigo sentir você e as palavras da nossa história, mas é nesse espaço infinito entre as palavras que me encontro agora. É um lugar que não está no mundo físico. É onde todo o resto está, e eu nem sabia que existia. Eu te amo tanto, mas é onde estou agora. E essa é quem eu sou agora. E eu preciso que você me deixe ir. Por mais que eu queira, não posso viver mais no seu livro".

O filme é lindo. Trata de uma assunto tão delicado e corriqueiro que têm permeado nossas vidas desde que os computadores foram criados: a capacidade de nos relacionarmos mais com uma máquina do que com as pessoas ao nosso redor. Trata muito dessa solidão interna, que machuca, que nos faz se afastar do mundo real. Mas isso é tratado de uma forma tão incrível e tocante que, no final, você sabe que vai chorar. É inevitável. Porque, querendo ou não, de repente você fica torcendo pela relação de Theodore com Samanta. E é incrível a maneira como o filme nos conduz a sentir isso: a sentir o amor deles. É um filme encantador e arrebatador. Impossível não rever, sério. 

"E só queria que você soubesse que sempre terá uma parte de você em mim e estou agradecido por isso. Seja lá quem você se tornou, onde quer que esteja no mundo, estou te mandando amor". 






"Você é minha, e não é".

Love
Nina 

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3 comentários

  1. AI MEUUUUUUUU, QUE PERFEITO *-*-*-*-*-*

    Aliás, amei o seu blog viu ? Super cheio de conteúdo e mega fofo. Parabéns <3 Você escreve super bem e é uma linda haha. Já estou seguindo aqui, vou voltar mais vezes com certeza :)
    Parabéns novamente guria :))

    http://www.1001julietas.blogspot.com.br/

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  2. Awwn! Eu ainda não assisti Her, mas você só me deixou com mais vontade! Parece ser lindo <3

    Beijos!
    Mila.

    www.delamila.com

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  3. Nossa, que curioso!
    Gosto de filmes com histórias diferentes e pelo que li em sua resenha, que aliás é ótima, deu para perceber que não é mais uma daquelas histórias com o mesmo fim.
    Parece ser incrível!
    http://escrituras-da-alma.blogspot.com.br/

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