25 de outubro de 2014

#Can a song save our lives?


Não acho que daqui vai sair uma carta. Sei lá que negócio vai dar, ou se você vai ler até o final. Mas eu tô aqui pra te confirmar que você não tá sozinho aí do outro lado. Sabe por quê? Porque você acredita em alguma coisa. Eu me acostumei com a solidão e antes que você pense que ela é uma coisa negativa, pode ir parando por aí. Não tem nada mais gostoso do que ser solitário, porque é a partir disso que você sabe quem é e onde pode chegar. Ninguém disse que você precisa ser amiguinho de todo mundo, nem ser aquela pessoa que todo mundo ama. Eu gosto de ser reclusa. Mas isso não quer dizer que eu esteja sozinha. Assim como você, eu sempre estou acompanhada por pessoas que me tocam na alma. E não tem nada melhor do que ser tocado na alma, meu bem. Sempre há um suspiro de tranquilidade e de esperança quando alguém nos toca na alma, já percebeu? 

E é sobre isso que quero falar. Sobre pessoas incríveis que fazem parte da minha vida sem nunca terem sequer me olhado - porque esse tipo de amor, esse tipo de inspiração, não precisa nada além de uma melodia e uma letra que me faça entender quem sou. E, quando vejo, pronto, isso transformou a minha vida, entende? 
Basta uma música. 
Basta uma banda. 
Basta uma voz. 
É disso que se trata a minha vida. 


Alguns acreditam em Deus. Quando tudo fica ruim, essas pessoas rezam e suplicam por ajuda. Eu parei de fingir que me preocupava com um ser supremo. Quando tudo está ruim, não penso duas vezes: coloco os fones no último volume e vivo a dor/tristeza até que esteja sorrindo com a esperança renovada. E não é que funciona? Não preciso de Deus, ou de um amigo. A música tem o poder de nos curar, sim. É assim que vivo. Não conto pra quase ninguém meus problemas, deixo que a música faça sua mágica e os levem embora em alguns minutos. 
Minha vida é um constante ciclo de músicas emendadas umas nas outras. 


Quem me conhece sabe que amo literatura. Mas nada se compara à minha paixão pela música. Porque, sem música, eu nem saio da cama, sinceramente. Não sei começar meu dia, nem terminá-lo. Vou te explicar esse negócio de amar a música. É a mesma coisa que ler O Apanhador no Campo de Centeio (e, se você ainda não leu, acabe de ler esse post e vá caçar um exemplar, por favor). A cada página lida, você cai dentro do Holden. Mas cai de uma forma irreversível; de repente, você se vê personificado. É como se tivesse pulado para dentro do livro. E, eu garanto, uma vez que lê este livro, vai carregá-lo por muito tempo - arrisco dizer que, se tiver sorte, vai carregá-lo pelo resto da vida. Não vai ter chance de tirar o Holden de dentro da sua alma. 

É assim com a música. Ela se derrama para dentro de você, e você, para dentro dela. E, de repente, vocês são uma coisa só. Sua cabeça balança no ritmo da canção, a letra entra em você como se nunca mais fosse capaz de sair e aquela voz e a melodia vão te acompanhar para onde for. E, então, sem que você perceba, sua vida não é mais a mesma. Acontece. Três ou quatro minutos e bam!, seu coração fica acelerado e você não consegue conter a emoção que lhe acomete. 
A música vira a nossa vida do avesso, amigo. Ela bagunça a gente, mas é sempre de casa. Não se preocupe, as melhores músicas vão dividir a nossa cama com a gente como uma companheira afável e constante e, se ela te largar, sua alma vai ficar incompleta. 
É esse o sentido da música: te fazer ficar completo. Ela te inspira a continuar, a sonhar e a acreditar. Acima de tudo, ela entende você. É como se ela estivesse ali, buscando sua tristeza, para lhe dizer que não está sozinho. 
Viu só? 

A música está aí por você, ouviu? Mas ouça mesmo, meu bem. Aumente o volume até não conseguir mais suportar e ouça com atenção. 
Nem você, nem eu, nem ninguém estamos sozinhos. Sempre tem alguém, algum herói ou heroína, que está nos aconselhando e nos inspirando - talvez não da forma convencional, mas é inegável. 
Você encontrou alguém. E, sim, você precisa acreditar. Acredite do fundo do coração, porque essa é uma sensação pura e que nos deixa em êxtase. 
Aproveite e grite a letra da canção junto e se deixe levar por algumas dancinhas desajeitadas. É esse o propósito: quando a gente ouve música somos nós mesmos.

Todo mundo tem a sua própria trilha sonora e ela vai mudando aos poucos, de acordo com a nossa necessidade e com os novos rumos da nossa vida, mas sempre vai existir uma música, uma banda, um CD. São três coisas que, apesar de tudo, sempre fazem a vida valer a pena, que nos faz pular a música preferida de hoje para a música preferida de amanhã. E, de música em música, a nossa vida é construída. 


[Decidi escrever esse texto, porque já pensei em desistir muitas vezes. É horroroso quando a gente tropeça, se machuca toda e não sabe como continuar. E, se não fossem essas - e outras tantas - pessoas maravilhosas, minha vida não teria sentido algum. São meus heróis e heroínas constantes. Quem são os de vocês?]

Love
Nina 

21 de outubro de 2014

#Resenha: Amor por acaso

Título: Amor por acaso
Direção: Marcio Garcia
Ano: 2010
Duração: 1h20min
Nacionalidade: Estados Unidos/Brasil
Gênero: comédia/romance

~*~


Já faz alguns anos que vi o Marcio Garcia divulgar este filme. Fiquei pensando que gostaria de assisti-lo. Numa noite, consegui pegar o final, mas somente depois de algum tempo tive a chance de assisti-lo por inteiro para ter a ciência de que o nosso país ainda está engatinhando no quesito "vender o Brasil para o mundo". Se, por um lado, se faz produções icônicas sobre nossas favelas e nossa polícia - que, surpreendentemente, vendem bem -, por outro lado, parece que não sabemos transitar pelos outros gêneros sem perder a mão. E Amor por acaso é um desses exemplos. 

Ana é uma brasileira que supervisiona uma loja no Rio de Janeiro. Dá para ver que ela é toda certinha e batalhadora e, apesar de ser assim, tem um namorado sem noção que, na minha opinião, nem precisaria aparecer - tentaram fazer dele o personagem engraçado, mas não deu certo. Logo no começo, seu irmão lhe pede dinheiro emprestado e, depois, ela fica sabendo que o pai faleceu e lhe deixou uma enorme dívida. É claro que Ana fica desesperada, mas seu advogado (acho que é um advogado, não fica muito claro isso, na verdade) diz que sua avó (a de Ana) tinha uma casa na Califórnia e que ela poderia vender para quitar a dívida. É aí que entra Jake, um homem do interior que era amigo da avó de Ana, para quem ela deixou a casa que, agora, é uma pousada. Jake é, claramente, o bom-moço - mas é tão singular que se torna um personagem indiferente. 

De começo, Jake e Ana têm um atrito pela internet, então ela revolve averiguar a situação de perto: viaja para a Califórnia com o advogado/amigo. Chegando à cidade, Ana e o amigo se instalam na pousada de Jake. Aos poucos, ela percebe que ele é um cara legal, mas então o verdadeiro objetivo de ela estar ali é revelado e, então, as coisas recomeçam a ficar tensas. Ana acha que a casa é sua, por direito - afinal, era de sua avó. No entanto, Jake diz que a casa foi uma herança e que tem o testamento (que, na verdade, não é válido). A situação só se ameniza depois que vão a um juiz aposentado que media a situação dos dois. 

O cenário é mesclado, mas têm imagens muito bonitas, especialmente as que se passam na Califórnia. A storyline é bastante simples, uma água com açúcar meio hollywoodiana, por isso é bastante parada. O bom é que o filme não é extenso. 

Amor por acaso é uma tentativa de "copiar" o estilo americano com pouca criatividade. E, claro, uma tentativa, também, de vender a sexualidade brasileira. Dá pra dizer que é um filme bastante morno. Não ruim, mas fraco. Seus personagens - salvo o xerife que tem uns momentos realmente engraçados - são sem graça e pouco trabalhados. É um filme tão comum que não faz diferença alguma na sua vida, infelizmente. 

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Love
Nina 

18 de outubro de 2014

#Resenha: Um novo amanhecer

Quem ama livros e ainda não está participando do sorteio desse mês, corre aqui pra ter a sua chance! 

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Então, como a maioria das pessoas está sabendo, eu comecei um projeto de Book Tours de livros nacionais e essa é a primeira resenha. 
Conheci a autora desse livro no grupo Clube do Livro e fiquei encantada pela capa. Conversamos algumas vezes e, quando surgiu a ideia do Book Tour, ela foi a primeira pessoa a aceitar participar dele. 


Título: Um novo amanhecer
Autora: Cinthia Freire
Editora: Novo Século (sob o selo Talentos da Literatura Brasileira)
Páginas: 373
Ano: 2014

Em Um novo amanhecer somos apresentados à Giulia, nossa protagonista. Desde o começo, ela reconta como foi conhecer e se aproximar de Leonardo, seu namorado. Giulia é a garota nova na escola e Leonardo é o garoto popular e querido por todos. É claro que ela logo se apaixona por ele, já que Leo, desde o primeiro contato com ela, é o tipo de cara inexistente cavalheiro que se oferece a ajudá-la em que for preciso na escola. Logo eles se tornam amigos e é inevitável que, num dado momento, haja aquela típica cena que a maioria das garotas deseja: o garoto divertido se declara, soando todo atrapalhado e tal e coisa. Mas Giulia ainda não sabe de um segredo de saúde que Leo carrega: é, ele está doente. O câncer que ele teve na infância voltou e, tragicamente, não há mais cura. É claro que, uma hora, Leo acaba confessando sobre seus problemas de saúde e, como a garota apaixonada que Giulia é, não quer ouvir sobre ele tentar terminar o namoro devido a isso. Ela decide, então, ficar com Leo durante essa jornada. 

No enredo há também Zyon, um anjo que foi para a Terra como forma de penitência por ser tão arrogante. E o engraçado é que ele não tem nada de arrogante; é um garoto meigo e doce - meio fechado, talvez -, mas muito querido. Ele está vagando pelas ruas quando se encontra com Giulia chorando numa pracinha e a ligação entre eles é imediata. Zyon sente toda a dor de Giulia, por causa da convalescença de Leo, e depois disso, ele não consegue se desgrudar da garota. Zyon quer protegê-la e afastar toda aquela dor dela. E é claro que, no meio do caminho, ele acaba se envolvendo com ela mais do que deveria. 

A história é narrada majoritariamente por Giulia, o que confere à leitura um clima dramático e pesado, pois boa parte do livro é focada no período em que Leo está doente. Leonardo também narra, mas é raro (pessoalmente, eu teria gostado mais da leitura se ele fosse o protagonista). Zyon é outro narrador, que aparece de vez em quando (mais a partir da metade para o final). Cada personagem é diferente do outro; foi um ótimo trabalho de construção da autora. Leo é o típico garoto engraçado e gente boa. Giulia, a menina apaixonada que não faz mais nada além de provar esse amor e viver para esse amor. Zyon, como já apontado, é descrito como arrogante algumas vezes (mesmo na sinopse), mas não é nada disso. Não sei se foi um resvalo na construção dele, mas eu meio que me senti enganada um pouco, pois esperava um cara intragável e bad boy, mas ele é super querido. Não amei de paixão nenhum dos três, embora tenha me identificado mais com Leo, pois é o personagem mais verossímil - e quem me conhece sabe que eu adoro uma verossimilhança.

Falando da verossimilhança, esse é o único ponto negativo do livro, que me decepcionou e me irritou diversas vezes. Apesar de todos os livros literários que já li terem sido ficcionais, sou do tipo que me irrito demais com exageros e foi por isso que, mais ou menos na metade do livro, já comecei a me desanimar. Não sei por que o amor precisa ser tão sofrido pra todo mundo e mais: por que precisa de tanta rasgação de seda, declarações forçadas de amor e frases de efeito. Sei que quem escreve e gosta de romance exagerado tende a exagerar também nos diálogos e nos sentimentos acerca do amor - sei disso pelas fanfics que leio, especialmente. Mas, como eu aprendi na minha aula de Criação Literária, quem escreve precisa aprender a ser contido. Nem toda frase precisa estar lá, e nem todo diálogo precisa realmente ser dito, especialmente se for somente um floreio com as palavras. 

É claro que dá pra entender que a Giulia está apaixonada, mas ela é do tipo de menina que não acrescenta em nada. Ela é forte e fraca ao mesmo tempo, uma coisa meio dúbia. No fim, achei-a uma personagem principal meio apagada comparada a Leonardo e Zyon. E o fechamento do livro foi uma das coisas mais nonsense que já li (embora tenha uma explicação dentro do contexto da trama), e olha que já li muitos livros nonsense e de fantasia/sobrenatural. Foi uma surpresa, mas do tipo esquisita - soou, para mim, como um remendo.

O ponto positivo é a escrita impecável e muito bem construída da autora. A leitura é de fácil compreensão e não há a mínima chance de dizer que parece forçada, pois é algo que flui com facilidade. É uma leitura agradável para qualquer momento. A trama é muito bem amarrada, embora algumas partes tenham me passado a impressão de estarem ali apenas para preencher um espaço. Toda a doença do Leonardo poderia ter sido mais encurtada e a autora poderia ter trabalhado mais no final, que, para mim, foi como, de repente, estar na frente de um precipício e não conseguir refrear a queda - ou seja, acaba muito rápido e me deixou com a sensação de que, como eu disse, foi um remendo na história. 
"Eu daria tudo para estar no lugar dele naquele momento, mesmo que fosse por alguns minutos. Queria saber o que era ser amado daquela maneira, queria sentir o toque das mãos dela, sentir aqueles lábios nos meus, sentir o calor daquele crpo e, então, poderia desaparecer e seria a alma mais feliz que já existiu um dia" - p. 113. 
Sobre a autora: 

CINTHIA FREIRE nasceu em São Paulo, onde mora com o marido e duas filhas. Formou-se em Arquitetura, mas a paixão por histórias acabou a conquistando de vez. Desde então resolveu se dedicar em tempo integral a escrever romances, seu estilo preferido.
Contato com a autora: FacebookPágina Um Novo Amanhecer e Twitter









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Love
Nina 

14 de outubro de 2014

#Às vezes, eu gostaria de esquecer de que a dor é real

Estou com meu coração pesado há dias. Achei que você pudesse me entender. Quando estava aqui comigo, seu coração pesava e você chorava no meu colo. Eu tentava ser um pouco mais sensível do que o normal nesses momentos, tentando lhe acalentar do jeito mais carinhoso que conseguia. No fim, você sorria para mim e me agradecia. Gostaria de sorrir para você, neste momento, e lhe agradecer, mas estamos sozinhos, agora. 

Levo você naquela canção que elegi como a minha preferida - aquela que eu teimo em dizer que há muito de nós nela - e acabo espalhando para todo mundo que não vejo a hora de você voltar para o seu lugar, que é ao meu lado. Acho que, no fundo, todo mundo zomba de mim. 
"Cara, ela não vai voltar". 
Mas eu quero acreditar que eles estão errados. Eu sei que você voltaria por mim. Mas sei que você tem de seguir seu caminho. Entendo que tenha sua jornada, e que ela não é junto a mim. Aceitei a despedida, porque me convenci de que não é para sempre. Você vai conquistar o mundo e vai voltar para mim, para sermos o que quisermos, juntos. Estou com essa mania de me lembrar do passado, dos seus planos, dos seus sorrisos inesperados, do modo como seus vestidos lhe caíam perfeitamente no corpo miúdo e da nossa história. Lembro daquela estrela que pintamos juntos na parede do seu quarto e das nossas fotos juntas pregadas naquele seu quadro de cortiça velho. Lembro daquela nossa briga que gritei contigo e que, pela primeira vez, a fiz chorar como uma criancinha assustada. Naquele momento, prometi a mim mesmo que nunca mais lhe arrancaria lágrimas, exceto se fossem de felicidade. Mas, quando você foi embora, carregava aquelas lágrimas desesperadas e sofridas. Acho que falhei com você. Deveria ter lhe assegurado que independentemente do medo que você sentisse, eu sempre estaria olhando por você. Era só você erguer a cabeça e olhar pra lua. Lá estaria eu. 

Ainda estou, querida. A lua tá grande daqui, e aposto como você está olhando para ela. Você é uma dessas mulheres que não aprecia romance desmedido, mas que se desmancha por algumas poucas palavras sinceras. Eu nunca fui o tipo de cara que sabe falar palavras bonitas, assim, a qualquer momento. E acho que você nunca ligou pra esse meu defeito. Você costumava dizer que o que mais gostava em mim era o meu abraço e aquele balde de pipoca amanteigada que somente eu conseguia preparar nas nossas noites de fim de semana em frente à TV. Acho que nunca dei tanta atenção aos detalhes como a maioria das mulheres gostaria. Ainda bem que, por detalhes, você entendia como sendo um beijo inesperado, ou uma mensagem de boa noite. 

Ainda bem que te escolhi, querida.
Ainda bem que você está comigo em pensamento e mora todos os dias no meu coração. 
Ainda bem que tenho o amor de uma mulher de verdade, não dessas mulheres-meninas, que precisam de declarações bobas e rasgação de seda. 
Ainda bem que você aceita meu amor do jeito que ele é. 

Meu coração continua sofrendo, mas você está aqui nos detalhes que nunca vi. Está naquela foto que a minha cara saiu borrada, está naquela carta que você escreveu despretensiosamente, está naquele livro que você me deu, está na última mensagem sua que recebi. Seu corpo não está aqui, mas sua alma permanece comigo, pura e linda como sempre foi. Como você ainda é. E o melhor de tudo é que você é minha. Nunca vai deixar de ser. 


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Love
Nina 

11 de outubro de 2014

#Resenha: Mesmo se nada der certo

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Oi, amigos!
Passo daqui para dividir com vocês uma resenha de um filme muito querido que tive a oportunidade de assistir esta semana!


Título Original: Begin Again (ou Can a song save your life?)
Diretor: John Carney
Nacionalidade: Estados Unidos
Duração: 1h44min
Ano: 2014

~*~

Começo aqui já dizendo que este filme foi produzido pelo mesmo diretor de Apenas uma vez (resenha aqui). Isso já basta para você ter uma ideia do que pode esperar de Mesmo se nada der certo. Sim, é um filme que fala de música. Sim, a trilha sonora é incrível. Sim, você vai amar. E aqui acaba a resenha, porque é tudo que você precisa saber.

Tô brincando!

Bom, Mesmo se nada der certo tem certas semelhanças com Apenas uma vez - e não apenas porque também trata de música, mas porque o enredo segue a mesma lógica de efeito. Aqui, há uma garota cantora. E ela é ótima. Só que ela canta para si mesma. Mas ela não contava com a perspicácia de um cara que já foi muito famoso e que, agora, está falido e é um bêbado que não tem mais o amor da esposa nem da filha.

Gretta era namorada de um cantor super pop (Adam Levine) e achava que iria ser feliz para sempre com ele. Até que, depois de uma viagem, ele chega em casa e coloca uma música nova para tocar, só que a canção não fala sobre o amor que sente por Gretta, mas, sim, por outra pessoa. E, pronto, é assim que a moça se vê saindo da casa do cantor e indo se amparar na casa (ovo) de um amigo, que também é músico. Esse seu amigo a convence a sair para espairecer, e eles acabam num bar, onde Gretta canta uma de suas músicas (chamada A Step You Can't Take Back, cantada pela Keira Knightley e que me conquistou logo de cara - detalhe: essa é uma das primeiras cenas do filme). Dentro deste bar, está Dan, um produtor musical que está perdendo o posto na sua gravadora. Ele não consegue gostar de nada há uns sete anos e odeia gente pop e "industrializada".

E é aí que a sua vida muda: quando ouve Gretta cantar. Ele, ainda bêbado, fica encantado com a mulher e decide abordá-la e convencê-la a ir até a gravadora para cantar. Ela aceita (afinal, ela não tem nada a perder). O sócio de Dan diz que Gretta tem um som muito cru e que precisaria de um CD para dar alguma chance a ela. Então Dan propõe uma parceria com Gretta: vai produzir um álbum com suas músicas, mas não num estúdio (já que ele não pode pagar), mas nas ruas da cidade.

Eles vão juntando gente interessada para tocar no álbum e, enquanto isso, Dan tem de lidar com suas dores do passado, e Gretta com sua decepção amorosa. Não há aqui, ao menos ao meu ver, toda a delicadeza de Apenas uma vez, já que os personagens são mais agressivos e têm problemas de verdade, ou seja, do mundo real. Ah, há muitos palavrões. E isso já nos dá uma ampla evidência do estilo do filme. Não dá pra falar que este filme não seja clichê, porque ele é. A conclusão da trama é tão óbvia quanto possível. Mas o filme traz pinceladas de superação e ascensão pessoal.

Dá para entender que, enquanto a música alegra os personagens pelas noites e nas próprias gravações do CD, a vida deles vai se ajeitando também. Claramente, é um filme positivo, pra fazer a gente sair do cinema pensando em coisas boas. Não achei um filme raso, nem bobo. Não é melhor do que Apenas uma vez, mas chega ser quase tão perfeito e tocante! Os personagens, ao meu ver, são bastante convincentes e passam muita veracidade. Gretta é a persistente autêntica (já dá pra perceber como jeito tomboy que ela se veste) e Dan é o legítimo fracassado que precisa de uma alegria na vida.

E o que dizer da trilha sonora? Tô super in love com ela! A voz da Keira é bastante suave e as canções são, em sua maioria, bastante calminhas. E o Adam, claro, é mais pop (tanto é que ele e ela cantam uma músicas igual, chamada Lost Stars, que eu SUPER recomendo nas duas versões!). Mas as minhas preferidas são A Step You Can't Take Back e Tell Me If You Wanna Go Home. Na trilha sonora oficial, há canções de Cee Lo e algumas antigas, como Luck Be a Lady, do Frank Sinatra.

Deixo aqui a trilha sonora composta pela Keira e pelo Adam:

           

Espero que tenham gostado!
Não deixem de comentar!


Love
Nina 

6 de outubro de 2014

#Resenha: Na Escuridão da Noite

~Quem ama ganhar livros não pode perder o SORTEIO que está rolando neste mês! Não vai querer ficar sem o seu, né? ~
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Título Original: In the night
Autor: Kathryn Smith
Ano: 2005
Páginas: 398
Editora: Essência
Gênero: Romance adulto

~*~

Não relutei nem um pouco por querer este livro, no entanto, levei muito tempo para adquiri-lo e, talvez, essE tenha sido o motivo pelo qual eu tenha demorado demais na leitura, que é leve e simples. É bem mais simples do que os outros livros de romance adultos que já li, por isso, nesse quesito, o livro deixa um pouco a desejar. Sim, sou do tipo de leitora que ama uma escrita minimamente rebuscada, pois isso facilita a minha leitura (acredite, ou não). 

Tirando esse fato, o livro é ótimo. Contando a história de Wynthrope e Moira em terceira pessoa, Na Escuridão da Noite remonta o final do século XIX, no qual aristocracia fazia social em bailes e tinham muito envolvimento com agiotas e pessoas ligadas ao crime daquele jeito antigo. Confesso que adoro histórias de época com esse tipo de temática, acho que é justamente por isso que livros adultos me chamam tanta atenção. Pois bem, Wynthrope, certa noite, é abordado por um velho conhecido, a quem já prestou serviços ilícitos, e este lhe pede que roube uma tiara. Não qualquer tiara, aliás; Daniels, o sujeito, quer a tiara de Lady Aubourn, sua querida Moira, por quem tem nutrido sentimentos. Mesmo contra sua vontade, ele acaba por aceitando o trabalho, pois há toda uma trama por trás disso envolvendo um dos irmãos de Wyn que, se eu mencionasse agora, ficaria chato (caso de: spoilers). 

Wynthrope arquiteta um plano: cria intimidade com Moira, fazendo-lhe perguntas referentes à sua tiara, também, para facilitar seu roubo. O que ele não sabe é que Moira está se afeiçoando a ele e até mesmo se apaixonando, por isso não é de se espantar que, numa noite, eles acabam indo para cama. E, justamente nesta noite, tudo muda, pois ela fica sabendo que ele traiu sua confiança com o intuito de lhe roubar. Como todo romance água-com-açúcar, há bastante drama da parte de Moira, que enfrenta seus dias de lamento com seu melhor amigo Nathaniel, que era o verdadeiro amor de seu falecido esposo. Porque, sim, o casamento de Moira com seu ex-marido era apenas de fachada, para que ele e Nate pudessem desfrutar o amor deles. Ou seja, mesmo tendo sido "casada", Moira era virgem até ter ido para cama com Wynthrope, e é por isso que ela fica tão sentida quando descobre a traição. Os desdobramentos da história são rápidos a partir disso, com um ou outro incidente, mas sem deixar de perder o ritmo clássico. 

O livro parece longo à primeira vista, mas a diagramação segue o padrão da Essência, o que quer dizer que embora aja muitas páginas, a história é relativamente curta, o que contribui para que os fatos expostos aconteçam em um período curto. Apesar de a relação de Moira e Wynthrope ser meio que imediata e as conversas acontecerem meio que em instantâneo, o caminho que eles percorrem até finalmente irem para a cama não me fez achar que o envolvimento deles se deu muito rapidamente. O único ponto pecador neste livro são os diálogos, que se mostram pouco inteligentes e muito repetitivos, sempre tentando fazer uma cópia de tudo que já foi exposto antes. 

Os personagens, como todos os livros adultos desse gênero, são cópias de todos os outros. A personagem principal feminina é uma romântica, apesar de expressar inteligência e bravura e um pouco de autonomia, enquanto o personagem principal masculino é um conquistador que, magicamente, se apaixona pela donzela da história. Ele, como todos os outros, tem algum segredo do passado e tem de encobri-lo para evitar a polícia, ou uma rejeição amorosa. 

E o que falar da capa? Acho que foi a capa que me atraiu tanto. Simplista, mas muito auto-explicativa. Quem curte histórias de época/costumes tenho certeza de que vai gostar desta!
"Ele era o tipo de homem que conquistava todo mundo. As mulheres mais velhas adoravam tê-lo em suas reuniões, os homens gostavam de jogar cartas com ele. As mulheres o achavam encantador, e os homens o consideravam agradável, mas ninguém o conhecia de verdade. Ele podia estar no meio de um salão de baile lotado, como esse em que estava agora, e sentir-se totalmente só" - pg, 69"
"Bom Deus, ela não estava realmente considerando Wynthrope o amor de sua vida, estava? Ela o havia amado, disso estava certa, mas amara o homem que ele fingia ser. Moira precisava descobrir quem ele realmente era antes que pudesse definir seus sentimentos" - pg, 324  
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Love
Nina  

3 de outubro de 2014

#Projeto Book Tour

Não se esqueça de participar do sorteio de Anjos à mesa e de Se eu ficar!

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Então, gente! Hoje eu venho falar de um projeto que, há muito, estava na minha mente e que, finalmente, se tornou realidade. Com a ajuda de alguns amigos e de outras pessoas que se interessaram em participar, o book tour consiste em promover a literatura nacional divulgando livros de autores iniciantes. 



Como funciona um book tour?
No nosso caso, 10 blogueiros de reuniram e todos eles têm 15 dias para ler, resenhar e passar o livro adiante, para o próximo do grupo. Quando o primeiro livro chegar à metade do grupo, o primeiro blogueiro da lista começa a ler o segundo livro, e assim sucessivamente. 

Sou escritor/a, quero que vocês divulguem meu livro. Como faço?
O autor precisa nos enviar um exemplar, apenas um. Entre em contato com o e-mail mundodanina@gmail.com e espere uma resposta. É preciso salientar que há uma lista de espera. Estou em contato com quatro autores até agora. 

O primeiro livro a ser resenhado é o da autora Cinthia Freire: Um novo amanhecer
Para conhecer mais do trabalho da autora aqui está aqui a página dele no facebook e a página do skoob

Conheça os outros colaboradores: 

Love
Nina 

1 de outubro de 2014

#Sorteio: Anjos à mesa e Se eu ficar

O sorteio de Esta é uma história de amor me deu a chance de enxergar que sorteios são tudo na vida de uma blogueira. E eu que gosto de disseminar a leitura enxerguei que essa é a forma mais fácil de fazer isso. Então aqui vai o segundo sorteio do blog em parceria com a minha amiga Patrícia Pinheiro do Patrícia Pinheiro - Textos.


Serão dois livros: o primeiro ganhador leva Anjos à mesa, e o segundo, Se eu ficar

Regras: 
1. Seguir publicamente OS DOIS blogs (lembrando que quem não estiver seguindo será automaticamente desclassificado e que não é necessário ter um blog para tal feito).  
2. Seguir os passos do Rafflecopter (não é necessário fazer todos, mas quanto mais vocês fizerem mais chances têm de ganhar). 
3. O sorteio começa dia 01/10 à meia-noite e termina dia 01/11, à meia-noite (do dia 31 para o dia 1/11).
4. Os vencedores têm até cinco dias úteis para entrar em contato pelo e-mail mundodanina@gmail.com
5. Os livros serão enviados para os ganhadores até uma semana depois do encerramento do sorteio (lembrando que a Patrícia fica responsável por Anjos à mesa, e eu, por Se eu ficar). 


a Rafflecopter giveaway
Que a sorte esteja a favor de todos!

Love,
Nina