28 de junho de 2015

#Resenha de livro: Uma vida para sempre

Semestre acabando? Semestre acabando! 
Quero me desculpar por não estar mais postando com frequência e ter deixado de lado alguns posts diferentes (o TOP 5, o #DicasParaEscritores, o #Inspiração etc). Esse semestre não foi um dos melhores da minha vida, então negligenciei muita coisa ao redor de mim, mesmo a minha paixão eterna por esse meu cantinho. Vocês podem perceber que tem muito texto atulhado recentemente, o que comprova totalmente a minha bagunça interna </3 MAS, com as férias chegando, vou renovar esse ciclo que só me ferrou nos últimos tempos. Tenho MUITA resenha atrasada e vou tentar compensar vocês publicando mais vezes por semana! :)

A resenha de hoje é sobre o livro Uma vida para sempre, da autora parceira Simone Taietti. Estou até envergonhada por estar escrevendo isso apenas hoje, pois terminei a leitura há, pelo menos, um mês. Esse livro me provocou tanta coisa positiva e negativa que acho que, justamente por isso, não consegui sentar e escrever a resenha logo no dia seguinte. 


Título: Uma vida para sempre

Autora: Simone Taietti
Editora: Novo Século (pelo selo Talentos da Literatura Brasileira)
Páginas: 351

Ano: 2014
+ 

A narração de Uma vida para sempre é feita, majoritariamente, pela personagem principal, a Ethel, em forma de um diário. Ela é uma garota de 17 anos que convive com uma síndrome que a impossibilita de sentir dor e de, também, suar - o que complica sua vivência em muito, pois tem de ficar atenta a muitos sinais que, para quem não convive com a doença, são irrelevantes. Ethel, desde o princípio, se mostra uma jovem incrível, inteligente e madura. Isso foi o que mais amei na história, aliás. Ela é uma garota real, que não se intimida e que não se contenta com o rumo da vida (ou da morte). Identifiquei-me de imediato com ela, em especial por, durante todo o livro, ela citar fatos históricos, quotes de livros e livros. Ethel não vai à escola, por isso tem muito tempo livre para se dedicar às suas paixões - a literatura, a pesquisa sobre sua síndrome e, também, probabilidades infinitas. 
Meu corpo é doente. Ok. Mas, por dentro, sinto que há muito mais do que isso. Intacto. Que nem o tempo conseguiu mudar.
p. 34 
No começo, o leitor pode se sentir cansado por ler tanta coisa sobre a morte, porque Ethel defende o fato de que ela é iminente. O assunto preferido dela, a meu ver, é a morte. E ela consegue falar sobre ele de modo lúcido e muito democrático, afastando-se totalmente da ideia de que isso é um tabu no mundo real. Ao mesmo tempo em que a garota tem que lidar com sua introspecção e epifanias, tem de lidar com a mãe super protetora, que, apesar de dar certas liberdades, impõe uma bolha invisível na vida de Ethel. 

O único lugar onde a protagonista se sente, digamos, "ela mesma" é no hospital. Não somente porque lá as pessoas são doentes como ela, mas porque os pacientes têm a mesma concepção que ela de vida e de morte. Numa dessas visitas ao hospital, Ethel conhece Vitor, que tem Leucemia Mieloide Aguda. Eles conversam por um tempinho, antes de ele ser internado para fazer um transplante de medula óssea. O encontro é fluído e natural, o que aprovei. Ethel se interessa minimamente pelo garoto, que é muito bem-humorado e também muito maduro. Os dois voltam a se reencontrar, pois Ethel vai visitá-lo no hospital e, um tempo depois, ela acaba descobrindo que Vitor, na verdade, vai morrer como ela. No primeiro encontro, ele tinha dito a ela que a doença estava controlada, mas era mentira, pois ele convive com a leucemia há muitos anos. 
– Você já sentiu como se a sua existência fosse uma eterna corrida? Como se, para viver, precisasse fugir de algo?
– Da morte? – perguntei.
– Sim, também do destino ou de qualquer coisa parecida com isso – ele deu de ombros.
p. 115. 
Aos poucos, a amizade deles se encaminha de forma natural para algo romântico. Não é nada muito declarativo, ou exagerado. Os próprios personagens, devido às suas personalidades e maturidades, deixam o romance com mais cara de "mundo real", o que não me incomodou em nada. A essência do livro, conforme Ethel e Vitor se amam, toma forma, e se afasta do fato de bater na tecla da morte constantemente, porque fica claro que quando eles debatem sobre a morte, na verdade, estão falando sobre a vida. Essa é a lição do livro: apesar da morte, devemos viver. 

Inevitável eu não falar de A Culpa é das Estrelas. Sim, o tema da doença lembra o livro do John Green. No entanto, Uma vida para sempre me proporcionou experiências únicas que, em momento algum, A Culpa é das Estrelas conseguiu. Começando pelo time incrível de personagens, pela mentalidade filosófica e acima da média da protagonista e pelo ensinamento muito mais contundente.
Talvez perceba até que havia uma pessoa lá, ao seu lado, cuja presença não havia notado naquela época. Teria sido mais fácil ter se dado conta disso antes, não é mesmo? De que a vida é aquilo que acontece enquanto perdemos tempo planejando. Então, você se arrependerá e verá as coisas desmoronando ao seu redor. E terá que se segurar, pois é a única coisa que lhe resta.
p. 178 

Como disse, li-o há algum tempo e cheguei a pensar que o estava lendo na época mais errada da minha vida, pois, naquela semana, eu tive de conviver com muita angústia, pânico e sofrimento e tudo isso contribuiu para que meus sentimentos, durante a leitura, se aflorassem. Perdi a conta de quantas vezes eu chorei da metade para o final desse livro, sinceramente. Ele me construiu e me desconstruiu diversas vezes, mas após terminar de chorar pelos ensinamentos de Ethel percebi que ela está certa: que, apesar de perdermos o controle sobre algumas coisas, a decisão está nas nossas mãos; é tudo ou nada, definitivamente. É escolher viver, ou morrer. E, mesmo que a morte esteja aí na porta de todos, devemos viver. Devemos ser corajosos, porque nem todos têm uma segunda chance.

Peço desculpas se não estou muito coerente nessa resenha, é que eu não sei expressar totalmente os meus sentimentos para com esse livro. Apenas digo que ele modificou inteiramente tudo o que eu era, antes de lê-lo. Com certeza, se tornou um dos meus livros preferidos do Universo inteiro. 

Preciso salientar, aliás, que a escrita da autora é impecável, apaixonante e muito madura. Isso me surpreendeu muito e fiquei muito feliz por ler algo tão poeticamente lúcido. O selo Talentos da Literatura Brasileira, infelizmente, tem um déficit muito grande na revisão de forma geral, no entanto, em Uma vida para sempre, a revisão está de parabéns. Imagino que muito se deva ao empenho da autora. 

O que falar dos quotes? Esses acima são apenas uma amostra de todos os que eu marquei no livro. Eu contei: são 32 quotes grifados. Sabe quando você lê algo que parece que foi escrito justamente para você e por causa de uma situação horrível pela qual está passando? É esse o meu sentimento de gratidão que tenho por todos os quotes e por esse livro incrível. 

Não posso deixar de recomendar a música Learn Me Right, da Birdy feat. Mumford and Sons, que se tornou, literalmente, o hino desse livro (pelo menos, para mim). A canção em questão foi gravada para compor a trilha sonora do filme Valente, da princesa Merida. 

Você tem uma lista se coisas para fazer antes de morrer? Caso não tenha, deveria começar a pensar nisso...
p. 81 
_________________

*BÔNUS: entrevista com a autora.

1) Como escolheu o nome da Ethel? Achei-o lindo e muito marcante.
Há algum tempo vi na internet a história de uma senhorinha chamada Ethel, que é cega. Achei a história dela extremamente tocante e me encantei pelo nome, que ficou guardado em minha memória. Quando estava escolhendo o nome que daria às personagens, lembrei-me deste e tive certeza de que seria o nome da minha personagem principal.

2) A pesquisa que você fez sobre a medicina me encantou muito durante a leitura. Como foi conseguir juntar tantas informações e distribuí-las na trama?
Olha, confesso que enquanto pesquisava senti grande vontade de largar o Direito e começar a cursar Medicina, (risos). É tudo tão interessante, sabe? A riqueza de detalhes e como tudo se encaixa e contribui para uma determinada situação, um determinado quadro clínico ou mesmo para o diagnóstico de uma doença. O corpo humano é a máquina mais perfeita que existe e sempre tive grande curiosidade quanto ao seu funcionamento, principalmente em relação ao cérebro, a parte neurológica. Confesso que não foi fácil, até porque guiei a pesquisa sem o auxílio de qualquer profissional e sempre tive receio de que as informações coletadas não fossem, de todo, verossímeis, mas sempre tomei o cuidado de buscar por fontes seguras e comparar as informações. Essa foi a parte mais complicada, por assim dizer, em relação ao processo de criação dessa obra, mas foi uma das mais gratificantes também. Aprendi muito.

3) A Ethel é alguém muito madura e inteligente. Você se inspirou em alguém para criá-la? Há algo de você nela? Quais são as semelhanças e diferenças entre vocês?
Gosto muito de personagens como ela, que, por exemplo, apesar da pouca idade, emanam tanta força e sabedoria. Os gostos dela, quanto à literatura, música, amor por História e principalmente Machado de Assis, vieram de mim. Também, essa grande curiosidade sobre a morte, essas indagações filosóficas. Já a grande diferença, creio que seja a coragem, não me sinto tão corajosa quanto ela (risos). 


*Lembrando que o BÔNUS acontece após resenhas de livros de autores parceiros. 

Mais resenhas, em breve! :)
Love
Nina 

20 de junho de 2015

#Um dia, a felicidade vai te encontrar

Um dia, o sol tá lindo lá fora. 
Um dia, você pensa que poderia estar em qualquer outro lugar. 
Um dia, a sua vontade de se encontrar é maior do que a de querer se perder. 
Um dia, você vai ter de volta tudo o que te retiraram. 

Um dia. 
Mas, até lá, é mais fácil ficar aqui, pelos cantos, aos pedaços, sendo remendada toda vez que sofre uma queda. O conformismo bate e te reconstrói paulatinamente. E, durante o caminho, a jornada se estende e você perde os detalhes. A sua capacidade de reconhecer os rosto cotidianos, a sua vontade de desejar dias melhores, o seu encanto pelo diferente. Nada mais te satisfaz. Nada mais, na verdade, merece importância. Porque o que você era ficou lá atrás, junto com as suas memórias, aspirações e fascínios. Você perdeu tudo e não conseguiu resgatar. 

Um dia, alguém vai te sorrir com a mesma facilidade que te arrancam um riso numa tarde de verão. 
Um dia, você será encontrada, mesmo que queira continuar perdida. Só que não vai lutar, porque vai perceber que quer ser encontrada. 
Um dia, vai lembrar do porquê acredita na vida e na esperança. 

Um dia. 
Mas, até lá, vai se desvencilhar de tudo e de todos. Vai negar afirmações óbvias. Sim, não? Talvez? Só não. Não quero. Não posso. Vai continuar se convencendo de que é melhor se esconder, porque, dessa forma, você parece mais segura. Mas, no fundo, você nunca soube o que é segurança. Sempre esteve à deriva, fingindo que sabe o que quer, o que faz e o que sente. Não sabe, nunca soube. Mas você sorri quando acha que deveria, troca alguns diálogos só para dizer que está ali, comparece à comemorações para tentar rememorar o porquê comemorações são importante e para que elas te façam causar algo novo. Nada. Você não é capaz de nada. Está paralisada no mesmo lugar, apenas rodopiando sobre o mesmo eixo. Mas, a partir da sua perspectiva, algo está se movendo. Não, não é você, apenas os outros. 

Um dia, aquela música comum vai dar sentido à sua vida.
Um dia, você vai preferir ficar a fugir. 
Um dia, vai querer voltar e despejar todas as palavras acumuladas que há dentro de você a todos que sempre quis. 

Um dia. 
Mas, até lá, você ainda tem algum tempo. Alguns passos a percorrer. Alguns outros tombos, outras decepções, outros corações partidos. Outros desperdícios. Até lá, você ainda vai crescer. Vai entender por que nada dá certo contigo e por que se sente só mais uma nas vidas alheias. 

É que, um dia, vai perceber que tinha uma vida inteira te esperando em algum lugar e vai aceitá-la. E vai amá-la. E vai desejar ser ancorada por ela, todos os dias. E vai ficar, porque essa vida vai te devolver o que te roubaram. Toda a graça, toda a cor, todo o amor. Absolutamente tudo estará de volta ao seu devido lugar. E você nunca mais se lembrará de quando era pela metade, no aguardo da felicidade e da plenitude. 


Um dia,
tudo muda.
E você vai junto.
E vai feliz.
Nina 

12 de junho de 2015

#Resenha de livro: No Mundo da Luna

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Descobri a Carina Rissi há uns três anos, na época de Perdida, e como minha identificação com este livro não foi a das mais positivas, relutei em ler outro trabalho da autora por um bom tempo. Ano passado, comecei Procura-se um marido, mas não o finalizei ainda. Como No Mundo da Luna lançou recentemente (e eu quaaase fui ao lançamento que teve aqui na minha cidade), decidi dar uma chance a ele, porque fiquei curiosa sobre a premissa cigana na história. 

Título: No Mundo da Luna
Autora: Carina Rissi
Editora: Verus Editora
Ano: 2015
Páginas: 476
                                                        ★

Bom, como estou em função de final de semestre na faculdade, eu gostei de poder ler um livro de "lazer", daqueles que a gente vai lendo, lendo, lendo e apenas queremos mais. Sim, a literatura da Carina é exatamente assim. E esse ponto é muito positivo, aliás. A escrita dela é gostosa, fluída, sem muitas amarras e não é pobre ou mesquinha, apesar de utilizar umas comparações clichês desnecessárias. 

A história é sobre Luna, que é a narradora, uma jornalista recém-formada que trabalha para uma revista, a Fatos&Furos. Enfim, eu já não levei muita fé nesse trabalho dela, porque, bem, se você acabou de sair da faculdade não deveria aceitar entrar para uma empresa só porque endeusa profissionalmente o editor-chefe, que te designa para ser secretária. Gente, existe até mesmo a assessoria de imprensa, na pior das hipóteses! Mas, ok, a menina se contentou com a posição de secretária. Tudo está o caos de sempre: ela infeliz pela descoberta da traição do antigo namorado e por não ser uma "jornalista de verdade", o editor-chefe chamando-a de Clara e gritando com todo mundo. Até que, numa reunião, Dante (o editor-chefe) revela que a revista concorrente conseguiu debandar mais funcionários da Fatos&Furos para lá e, portanto, uma coluna está vaga e eles não podem contratar ninguém por causa do caixa. É aí que entra Luna, pois a coluna é sobre o horóscopo. Ela acaba aceitando a tarefa, apesar de não ser bem o que tinha em mente, mas se sente um pouco mais realizada ali dentro. 

Descobrimos, então, que Luna tem uma ligação com as cartas e a magia, uma vez que tem descendência cigana (mas não é praticante, o que deixa a avó Cecília muito frustrada). O livro traz várias curiosidades sobre a cultura cigana, desde a relação entre homens e mulheres, o casamento e a espiritualidade. Essa foi, com certeza, a minha parte preferida, pois adoro conhecer outras culturas mesmo que seja através da literatura (já que viajar tá difícil, hehe). O material exposto no romance sobre os ciganos é bastante rico e foi encaixado de maneira perfeita, sem parecer forçado ou artificial. 

Ela acaba comprando um baralho para tentar fazer o mapa astral dos signos mesmo que não acredite em nada daquilo. Surpreendentemente, a coluna ganha prestígio e ela fica sabendo que muita gente está seguindo seus conselhos astrológicos, até mesmo sua melhor amiga. 

A vida amorosa de Luna ganha um pouco de vida quando um fotógrafo freelancer entra para a equipe da Fatos&Furos e, ao que parece, se interessa bastante por ela. No começo, eu jurava que o Viny fosse gay, porque as coisas que ele fala para ela são meio, digamos, surreais. Ele é super direto e charmoso. É uma personagem "tapa buracos", exatamente como o ex-namorado da garota. Aparece só para entrar e sair de cena. Eles acabam marcando de sair, mas Viny vai cobrir um fato (não lembro agora se era algo com bombas, ou sei lá) e acaba não aparecendo. Com isso, Luna e Dante se encontram, pois ele está separado da ex-namorada e está morando no hotel do restaurante em questão. 

Um ponto importante: desde a primeira página, a Luna detesta o Dante. Mas é algo nada normal, compreensivo ou maduro. Sinceramente, eu mal entendi por que ela o odeia. A questão é que essa é a premissa da relação dos dois. Dante, um cara sete anos mais velho, poderoso no ramo da comunicação (já que ele foi nomeado editor-chefe para reerguer a revista) e, agora, bastante machucado pelo término de seu namoro de longa data. Luna, a garota de 25 anos que age e pensa como se tivesse 15 (ô gente, por favor, as mulheres não são mimizentas como essa personagem!), dona de um coração partido que acha que os homens são todos uns cafajestes (o bom senso mandou lembranças, amiga!) e que, apesar de estar nessa fase de eu-odeio-o-amor, no fundo, ela quer encontrar alguém especial. 

É depois de muitas bebidas que Luna e Dante acabam na cama. Há algumas cenas hots, mas nada de mais. Depois dessa noite, a relação deles realmente se inicia, já que eles têm várias idas e vindas devido a acontecimentos relacionados à auto-estima e coisa e tal. 
– O Dante não é o cara certo para mim.
– Nem sempre a gente precisa do cara certo. Às vezes é o cara errado que vai virar sua vida de ponta-cabeça e fazer tudo valer a pena. Você não está vendo as coisas com muita clareza. O Dante é o cara perfeito para você, de um jeito errado.
– Em qual dimensão ele seria o homem perfeito para mim, Sabrina? Porque, nessa em que vivemos, não pode ser. O Dante é o oposto de mim em quase tudo. Somos como... Gisele Bündchen e mousse de chocolate. Incompatíveis!
– Exatamente! Ele é tudo o que você não é e vice-versa. Vocês se completam. 
Dante é um personagem masculino, no começo, bastante coerente. Apesar das explicações da Luna, em momento algum eu o odiei. Na verdade, meu ódio foi dirigido somente à ela, porque... Bem, digamos que o legal de se escrever para o público feminino, sendo uma mulher, é que você pode "abrir a mente" dessas leitoras, construir outros subterfúgios e desconstruir esteriótipos, mas esse livro apresentou apenas mais uma personagem como tantas outras: uma mulher frágil que precisa ser salva pelo seu príncipe encantado, porque tudo o que ela precisa na vida é ser amada. É tipo o seriado Sex and the city: por um lado, a mulher moderna é proativa, trabalha fora, gasta o quanto quiser, mas precisa ter um homem ao lado para ser feliz. Aprendi a gostar de chick-lit, pois é uma literatura que aprofunda bastante os temores femininos e seus anseios, no entanto, alguns livros apenas exageram nos estereótipos (pois é o que vende, infelizmente) e esquecem de diversificar. Sem contar que encontrei diversas ideias e trechos machistas. O auge da minha descrença foi quando o Viny vira pra Luna, se referindo ao "triângulo amoroso" na qual ela está, e diz: "O importante é quem vai ficar com o prêmio" (ou algo assim). E, sim, o "prêmio" é a Luna. #vergonha

O livro tem uma história razoável, mas ele poderia muito bem ter sido mais sucinto, pois muitas cenas eram altamente desnecessárias. Por exemplo, eles estavam super curtindo um ao outro quando, de repente, por uma mísera coisinha tudo desandava e alguém explodia. Por isso, achei que o romance deles é muito inconstante e até meio ridículo, pois eles se comportam como se fossem adolescentes (não em questão apenas de romantismo, mas em tudo). 
E, por incrível que pareça, as pessoas estavam certas. Eu fiquei bem. Não de imediato, mas depois de um tempo. Depois que o Dante invadiu a minha vida. E agora ele estava indo embora e eu teria de começar tudo de novo. Só que dessa vez sozinha.
De modo geral, a história é bastante previsível, mas a leitura é viciante: foi a única razão de eu não ter largado o livro de lado. A Verus Editora, como sempre, fez uma edição impecável. A capa está muito bonita e a diagramação é simples, com letras grandes e com alguns elementos legais (como o horóscopo semanal de Luna e algumas mensagens trocadas). 

Presumo que quem é bastante fã da autora vai gostar da história. Eu gostei, mas muitos pontos me irritaram demais, de modo que não posso falar mais do que isso :) 

Love
Nina 

7 de junho de 2015

#MochilãodaRecord

A Editora Record iniciou na semana passada o #MochilãodaRecord e, na sexta-feira, desembarcou em Porto Alegre com muitos lançamentos, brindes, sorteios e o melhor de tudo: com a Bianca Briones♥ 

O evento durou umas três horas. Duas horas antes de entrarmos no auditório, as senhas foram distribuídas e fiquei contente por ver tanta gente, mesmo numa tarde muito chuvosa. No auditório, o Guilherme e a Shirley, que presumo que são da área do marketing, apresentaram os lançamentos. 

Eu nunca tinha ido a um evento desses, porque, infelizmente, Porto Alegre quase nunca recebe coisas assim. Apesar de termos a Feira do Livro, não há muita transição de autores que sejam de outros estados. E, quando há lançamentos legais (do tipo Paula Pimenta e Carina Rissi) acontecem no fim do mundo e nunca dá pra ir. 

O que mais gostei foi, sem dúvida, o bom humor dos "apresentadores". Sem dúvida, ri muuuuito com eles e o evento se tornou ainda mais incrível. 

Alguns dos lançamentos (esses são os que lembro, provavelmente foram mais):  
> Para onde vai o amor? - Fabrício Carpinejar (quero )
> Sr. Daniels - Brittainy C. Cherry 
> Beleza Perdida - Amy Harmon 
> Elena, a filha da princesa - Marina Carvalho
> Entrelinhas - Tamara Webber 
> A Garota no Trem - Paula Hawkins
> Memória da Água - Emmi Itaranta (quero ) 
> Brilhantes - Marcs Sakey (quero )
> Naomi & Ely e a Lista do Não Beijo - David Levithan e Rachel Cohn 
> Red Hill - Jamie McGuire 

A Bianca Briones veio lançar seu segundo livro da série Batidas Perdidas, O Descompasso Infinito do Coração. O intervalo entre o primeiro (As Batidas Perdidas do Coração, que conta a história da Vivi e do Rafa) e esse segundo é de uns três anos. O Descompasso é sobre o Bernardo e a Clara, que já estavam no universo de As Batidas. No bate-papo, a autora contou que escreveu esse segundo antes do primeiro e que há muita realidade de sua vida nele, mas não é uma biografia. 

A personagem Clara está sofrendo com a recém descoberta da traição do marido, com o ganho de peso, a infelicidade de nunca ter estado num casamento com amor e com a depressão. Bernardo é apaixonado por Clara desde muito novo e, apesar de a vida tê-los distanciados, ele nunca a superou e vê na crise do casamento de Clara uma oportunidade de conquistá-la de vez. É ele que a aconselha a frequentar a prática do Mahamudra e a renovar seu controle sobre si mesma, a vida e o amor. 

Eu acompanho a autora pelo Facebook há algum tempo e é incrível ver a relação desse livro com a vida dela. A Bianca já enfrentou períodos de depressão, já esteve bem acima do peso e, atualmente, devido à pratica do Mahamudra, ela pôde renovar sua vida. Então, é linda a lição que ela pretende nos passar neste livro. Eu já estou quase na metade dele e é incrível o quanto todas as emoções descritas são reais, humanas e nos levam a querer propiciar mudanças em nós mesmos. 


(...) Como dizia o pai dela, nossos corações viveriam descompassados sem a pessoa que amamos. E o meu coração já cansou de viver descompassado.

Deixo aqui alguns registros dessa noite linda (as fotos não ficaram muito boas, pois tirei com o celular). 

Os marcadores:
1. The Pointless Book.
2. Cinderela Pop.
3. Star Wars - a coleção definitiva.
4. Uma história de amor e TOC.
5. Garota Online. 

Tão bom ler "Nina" ao invés do meu nome! Nada contra ele, só sou contra as pessoas que não sabem lê-lo. Meu nome NÃO É Mariana, gente. 

Resolução horrível? Resolução horrível. Infelizmente, eu esqueci de apanhar minha automática antes de sair de casa, mas ok. O que vale é que eu tenho o registro desse momento tão lindo pra mim. 
Desde que li As Batidas Perdidas do Coração, a Bianca se tornou, definitivamente, a minha autora contemporânea nacional preferida. Não somente porque ela escreve romance de forma magistral, mas porque ela torna as relações familiares algo palpável. Ela, exatamente como a Eliane Brum, vê a vida que ninguém vê. Torna algo ordinário e banal em algo bonito e que nos rende lições. Ela consegue pegar algo que poderia muito bem se tornar apenas mais um clichê e transformar numa lição de vida para o leitor. E acho que cada vez menos os autores de hoje em dia têm tal capacidade e pretensão. Acho que poucos têm a ciência de que uma história pode, sim, contribuir para a mudança de vida de um leitor. E, cada vez que vejo um agradecimento da Bianca, percebo que ela é verdadeira com as palavras e que sabe o impacto que elas causam na gente. 







Não ganhei nenhum sorteio (tenho um pé frio do caramba), mas minha noite de sexta, que seria apenas mais uma, se tornou incrível e muito marcante com esse evento. Espero participar de mais, em breve!

Confira as próximas paradas do #MochilãodaRecord e se programe para ir!
11/06 - Brasília
12/06 - Rio de Janeiro
13/06 - Belo Horizonte
14/06 - São Paulo

Love
Nina  

5 de junho de 2015

#Sorteio de Livros Nacionais

Junho chegou trazendo uma coisa que todo leitor ama: SORTEIO♥ ♥ 
Tive receio de fazê-lo, é verdade, devido às experiências negativas do anterior, mas estou confiante de que, dessa vez, dê tudo certo. Peço somente a colaboração de vocês AO LER E CUMPRIR AS REGRAS abaixo e tudo ficará bem! :) 

Decidi fazer um sorteio apenas de livros nacionais porque a) é o livro que tenho disponível no momento para sorteio, b) um dos livros sorteados está completamente um ano de lançamento e eu e a autora decidimos "comemorar" esse feito com um sorteio e c) sou apoiadora da literatura nacional e não poderia deixar de fazê-lo. 


A promoção vai sortear apenas UM KIT:
1. O Sonho de Eva - Chico Anes (cedido pela Jéssica, do blog Essa Menina Moça).
2. Simplesmente Ana - Marina Carvalho (cedido por mim).
3. Mosaicos - Michelle C. Buss (cedido pela própria autora em comemoração de um ano de lançamento do livro). 
4. Marcadores do livro Livre Mente, da autora Isabela Xavier (ela é uma das novas autoras parceiras do blog, mas isso fica para outro post). 

REGRAS OBRIGATÓRIAS:
1. Seguir publicamente o Nina é uma
2. Curtir as páginas Nina é umaEssa Menina Moça e Exteriorizando (da autora Isabela Xavier).
3. Curtir a página da autora Michelle C. Buss
(Quem não cumprir com essas três regas estará AUTOMATICAMENTE DESCLASSIFICADO da seleção e outro ganhador será escolhido). 

CHANCES EXTRAS:
1. Rafflecopter. 
(Lembre-se que você deve cumprir com pelo menos UM GIVEAWAY para entrar na seleção de ganhadores, uma vez que o sorteio é feito por esse sistema). 


ATENÇÃO!
1. O sorteio começa hoje (05/06) e termina dia 05/07, à meia-noite (do dia 04 para o dia 05). 
2. O(a) vencedor(a) será contatado(a) via e-mail e tem cinco dias úteis para respondê-lo. Caso não haja resposta, outro ganhador será escolhido e divulgado na página do Facebook. 
3. Os livros serão enviados para os ganhadores até uma semana depois do encerramento do sorteio. Cada blogueiro/autor ficará responsável pelo prêmio cedido. 

a Rafflecopter giveaway


Ficou com alguma dúvida ou houve algum problema? 
Mande um e-mail para mundodanina@gmail.com

May the odds be ever in your favor! 
Nina