31 de julho de 2015

#Feliz Aniversário, J. K. Rowling e Harry Potter!


Hoje é aniversário de 50 anos da escritora J. K. Rowling e de 35 de seu personagem mais especial, o Harry Potter. Quem é Potterhead sabe e entende o quanto essas duas figuras foram e ainda são importantes. Com certeza, os dois nunca mais sairão da memória dos leitores que cresceram embrenhados no mundo fantástico criado pela Rowling, lançado em 1997.

Para não deixar essa data em branco, decidi fazer uma postagem diferente. Ao invés de copiar a biografia da escritora e falar sobre o quanto Harry Potter mudou a minha vida, vou mostrar a vocês algumas das edições da saga que já foram lançadas e uns desenhos mega especiais que encontrei na web.

1) Coleção capa dura
Em 2012 foi lançado pela Rocco um box com toda a saga com capa dura, ilustrações novas, papel pólen e fita marca-página. Incrível, né? As capas me chamaram muito a atenção, pois parecem ser de um material rugoso, ou em relevo.

2) Coleção capa branca
No ano passado, foi lançada essa nova edição com o título em dourado e imagens mais simbólicas. Nem preciso dizer que, se eu tivesse que comprar outra coleção, COM CERTEZA seria essa, né? <3

3) O livro das Criaturas de Harry Potter
Neste livro para colecionador, nos é apresentado todas as criaturas do mundo de Harry Potter. Eu nunca nem o folheei, mas creio que haja bastantes referências a Animais Fantásticos e Onde Habitam. Esse bestiário está demais! 

4) Os lugares mágicos dos filmes de Harry Potter

Outro livro para colecionador. Este eu folheei e dei uma olhada no mapa no evento da Record, em Junho. Ele traz muitas imagens dos filmes, cenas e explicações muito legais sobre as filmagens. O mapa está incrível, mostra todas as localizações no Beco Diagonal ~um lugar sonho-de-consumo para muitos Potterheads, rs~

5) A reedição ilustrada

Quando a saga completou 15 anos do seu primeiro lançamento, em 2013, a editora Scholastic aproveitou para lançar uma nova edição reeditada com ilustrações. E reparem que as lombadas dos livros, quando dispostas juntas, formam o castelo de Hogwarts *-* Lindíssimo!

6) A Agenda-diário de Harry Potter
Com capa dura e estilo vintage, essa agenda-diário está de arrasar. O produto está à venda no Mercado Livre, por 55 reais, e disponível em 4 cores: azul, vermelho, laranja e prateado. Quero pouco, imagine... 

7) Representatividade em Harry Potter 
Fãs criaram versões negras e latinas do golden trio por meio de fan arts usando o Tumblr e o DeviantArt. O objetivo é questionar a grande quantidade da representação branca na cultura e promover a diversidade étnica. O resultado é sensacional
Estou completamente apaixonada por todas essas Hermiones, em especial pela primeira da segunda linha. Gente, que coisa maravilhosa é essa? Simplesmente INCRÍVEL! Mais Hermiones lindíssimas aqui: 

Quem quer ver mais imagens, pode acessar o Brasil Post e conferir o resto. 

Amigo/a Potterhead, fico feliz por compartilhar tudo isso com você :) 
"A história que amamos nunca termina. Se você voltar às páginas, ou olhar para a tela novamente, Hogwarts estará lá para te receber de braços abertos" - J. K. Rowling. 

#Resenha de livro: Cure meu coração

Vi Cure meu coração em alguns blogs e, quando o vi na livraria no campus da minha faculdade, não resisti e comprei. A culpa é totalmente dessa capa lindíssima (e que tem essa cor que tanto amo). A autora Melissa Walker já tem alguns títulos publicados, como Lovestruck summer e Ashes to ashes. Cure meu coração é o primeiro livro que leio dela e gostei muito, pois é um YA dramático com bastante romance. 

Título original: Unbreak my heart
Autora: Melissa Walker
Editora: Farol Literário
Páginas: 271
Ano: 2015

Eu sou uma leitora que busca variar bastante o tipo de livros que lê (só não leio terror, pois motivos de: sou medrosa xD), mas quem entra aqui no meu quarto e vê os meus livros pode tirar uma conclusão bem certeira: o que eu mais leio são os YA's, literatura destinada ao público adolescente. Talvez porque a fase da adolescência seja carregada de dramas, anseios e lições, eu acho fácil me identificar com os personagens desse tipo de literatura. E com os personagens de Cure meu coração não foi diferente. 

Clementina é uma garota de 16 anos que está prestes a entrar de férias com a família. Para o verão, seus pais planejaram um roteiro afastado da terra firme: passarão quase três meses dentro de um barco com 42 pés de comprimento e três cabines. Por um lado, ela acha isso um porre, pois não pode curtir sozinha a fossa na qual se encontra; mas, por outro, percebe que o melhor que pode fazer no momento é se afastar das lembranças. Desde o começo, Clem cita sua melhor amiga, Amanda, mas logo dá a entender que elas não são mais amigas. Então, o mistério é justamente esse: o que houve entre Clem e Amanda antes das férias? 
Este é o Meu Verão, para que eu descubra quem sou, quem são meus amigos e como consertar as coisas que aconteceram no último ano.
p. 69
A narração é feita pela própria Clem, mas no tempo presente. Antigamente, esse ler algo no presente me incomodaria, no entanto, como me acostumei a escrever neste tempo não houve problemas. Gosto de ler neste tempo, pois dá a sensação de que a cena está ocorrendo bem diante dos meus olhos. Apesar de a família querer Clem sempre por perto (digamos que não há para onde ela correr, além de se jogar no mar, rs), seus pais e sua irmãzinha Olive entendem que a garota está passando por uma fase esquisita. O único momento no qual ela se vê sozinha é quando escreve no diário. Isso fez com que eu me identificasse bastante com ela, pois me lembrei da época em que eu mesma mantinha diários (tive durante três anos). Em alguns começos de capítulos, há alguns pensamentos de Clem no diário, tentando explicar para si mesma e para a melhor amiga o que houve durante o ano letivo. É aí que entram os flashbacks. Eles proporcionam ao leitor uma perspectiva da situação que afastou as meninas, assim como o que Amanda significava para Clem. Apesar de Clem ter outros amigos, Amanda era a pessoa que esteve com ela desde o jardim de infância, então, é compreensível a dor que ela sente por causa da separação. 

Paralelamente aos flashbacks, há a narração da viagem. Em poucos dias, ela acaba conhecendo James, um garoto engraçado e animado, que está fazendo com seu pai a mesma rota marítima que sua família. Além deles, há o casal de idosos Ruth e George. James, desde o princípio, se mostra um ótimo personagem. Ele tem carisma, é engraçado e maduro. Trata bem todos e, por isso, é muito querido. Ele poderia facilmente passar como um "personagem bonzinho clichê", mas ele é muito mais do que isso, pois sua personalidade ensolarada é incrível. Ele é muito positivo e, apesar dos problemas familiares pelos quais está passando, não se deixa abalar. James e Olive (a irmãzinha de Clementina) foram, majoritariamente, os meus dois motivos para adorar essa história. Olive, apesar de ter 10 anos, é aquele tipo madura demais para a idade e muito boa observadora, além de ser muito fraterna e solidária com Clem. 
– Clem, você sabe que nós te amamos – minha mãe diz.
– Amamos – É a vez do meu pai – E você não é uma má pessoa. Só está tentando descobrir quem é.
p. 154
É lógico pensar que James e Clem iniciam uma amizade. A relação deles é muito real e convincente, nem um pouco forçada. O garoto a ajuda a passar pelo momento ruim de sua vida e, aos poucos, percebe que - como todo romance adolescente - ele é legal demais para querer somente ser seu amigo. E mesmo a transição da amizade para o romance é feita de maneira muito verossímil e leve. O que mais gostei da relação deles é que nada é apressado, como muitos romances por aí. E o James é, definitivamente, um dos personagens masculinos adolescentes mais fofos e queridos (e ainda por cima é ruivo ).

De forma geral, minhas expectativas foram super atendidas. A única resenha que li sobre ele tinha me desanimado um pouco, pois havia um big spoiler nela (que revelava o porquê Clementina e Amanda não são mais amigas). Realmente, o motivo da separação delas foi bastante tosco, mas consegui relevar isso para que não atrapalhasse o andamento da leitura. Gostei muito de Cure meu coração, pois os personagens são muito verdadeiros. Mesmo Clem, que passa boa parte do livro se martirizando e sendo exagerada, conseguiu me agradar. Achei que ela seria uma personagem muito mais mimizenta, mas, como já passei por uma situação parecida com a dela (todo o drama de perder a melhor amiga), consegui compreender bastante a reação dela. A leitura não cansa em momento algum, e até fiquei chateada por ter esse número de páginas (por mim, teriam mais umas duzentas, rs). É um romance dramático muito gostoso de ler e muito envolvente, super recomendo! :)


29 de julho de 2015

Resenha de Filme: A Bela Junie

Conheci esse filme pela página Anti-Sociais, que posta quotes de filmes/seriados/músicas etc. Como ele é francês, já me animou bastante. Daí, fui descobrir que é de drama: mais mil pontos. E, ah, a Léa Seydoux (de Azul é a cor mais quente) é a protagonista  

Título Original: La Belle Personne 
Diretor: Christophe Honoré
Ano: 2008
Nacionalidade: França
Duração: 1h30
Gênero: drama

O plot do filme se passa quase que inteiro no novo colégio de Junie. A garota se mudou para a casa dos tios, pois sua mãe acabou de falecer. Isso, a gente fica sabendo bem rapidamente, e dá a impressão de que é só uma informação irrelevante. Em retrospecto, é verdade. Em momento algum, o filme foca nos sentimentos dela quanto a essa perda. É praticamente como se ela não houvesse. 

Junie é a garota nova, mas não daquele tipo tímida, ou totalmente deslocada. O primo dela logo trata de enturmá-la e, assim, acaba despertando algumas paixões. Otto, que não é popular e é bem na dele, é o primeiro a tomar uma atitude para conquistá-la. Ela aceita a paixão de Otto sem muito esforço, mas a sensação que dá é que ela não está ligando para muita coisa, em especial para questões amorosas. 

Bem, até conhecer seu professor de italiano, o Sr. Nemours. Ele mal se assemelha a um professor, porque parece novo demais - de começo, eu achava que fosse mais um aluno. Ele mantém um romance "de fachada" com uma das alunas, mas é apaixonado por uma professora mais velha que leciona na mesma escola. No entanto, assim que ele e Junie têm o "primeiro encontro", ele termina com as moças para ficar atrás de Junie. 

A meu ver, a personagem parece muito passiva frente a praticamente tudo (só olhando o pôster, já dá pra perceber minimamente isso). E a sensação que dá é que ela também está agindo assim com o Sr. Nemours. Junie, de certa forma, é alguém sem muitas histórias, nem muito destaque. A história se forma ao redor dela, simplesmente porque ela é a peça central, mas não dá pra dizer que a história avança por causa dela, pois o mundo exterior quase nunca a influencia. E acho que, por ela ser alguém muito inexpressiva, é daí que nasce todo o drama. Ela sabe que Sr. Nemours está apaixonado por ela, mas não expressa isso de forma direta a ele, enquanto ele é - a meu ver - todo desesperado; acha que nunca sentiu isso que sente por mais ninguém e que precisa arriscar. E, sim, ele chega a arriscar diversas vezes. Mas Junie, como sempre, fica inerte. 

A certa altura do filme, ficamos sabendo que, na verdade, ela está lutando contra o sentimento que nutre por ele (de paixão/amor). Mas ao invés de arriscar, ela faz o oposto. Não dá para saber por que ela tem essa reação, de início; se é por causa da mãe, ou se simplesmente tem medo de amar. 

O filme, em si, não apresenta nada muito trabalhado. A storyline é bastante pacata e não tem muito aprofundamento. Apenas perto do fim é que dá para formular algumas lições acerca da história. Acho que o filme mostra de maneira muito crua e até desinteressada as várias formas e intensidades do amor. Cada personagem reage ao amor de um jeito e toma uma atitude diferenciada. Enquanto Junie é aquela que foge, talvez porque não esteja pronta para lidar com as decepções/angústias/defeitos vindos de alguém, Sr. Nemours é o cara que mergulha de cabeça e investe no que sente. 

O tema, apesar de clichê, é tratado de forma muito real, por isso, muito facilmente levanta questões como: até onde e quando podemos amar alguém? Arriscar é a melhor decisão? Será que fugir não é melhor? etc. Recomendo para quem gosta de drama e não precisa de filmes com "finais felizes" (opa, spoiler? #sorry). 




(Esse é o Sr. Nemours. A fala em questão é da Junie, sobre ele). 


23 de julho de 2015

#Resenha de livro: Cores de Outono

Recebi Cores de Outono, da autora Keila Gon, pelo book tour que está sendo feito dos dois primeiros livros da série. O que me fez querer participar foi o fato de a capa me chamar muita a atenção. Fiquei curiosa para saber a relação da estação do ano com a trama. 

Titulo: Cores de Outono
Autora: Keila Gon
Editora: Novo Século, pelo selo Novos Talentos da Literatura Brasileira
Páginas: 421
Ano: 2012

Cores de Outono nos apresenta Melissa, uma moça que acabou de completar a maioridade (21 anos) e que precisa cuidar da meia-irmã caçula - Alice -, pois a mãe de ambas e o padrasto da criança morreram recentemente. Melissa vai para a casa do avô, num lugar distante e mal-falado. Lá, ela tenta se inserir na comunidade e fazer amigos. Logo nas primeira horas na nova cidade, a garota começa a ter incidentes com um vizinho, do qual seu avô e todos os outros a alertam para ficar longe. Esse vizinho é Vicent, alguém que vive isolado e não é muito "bonzinho". 

É claro que Melissa e o vizinho acabam se encontrando muitas e muitas vezes. Eles ficam indo-e-vindo, numa espécie de quero-mas-não-quero por um bom tempo. Até a metade do livro, eu fiquei muito irritada com os personagens e com as situações, muitas vezes, forçadas e anti-naturais. Porém, depois de muito blablablá desnecessário, um mistério é revelado e, a partir desse ponto, comecei a me envolver mais na trama. 

Melissa é exatamente como Bella, de Crepúsculo, alguém insossa, atrapalhada e sem personalidade. Mesmo que seu avô ficasse dizendo que ela tinha um gênio forte, não vi isso nenhuma vez nela. O Vicent não é, necessariamente, um bad boy, mas um rapaz muito grosso, arrogante e explosivo. Eu, como leitora e mulher na vida real, nunca me encantaria por um tipo desses. O que muitas meninas podem enxergar como uma "atitude protetora", eu enxergo como possessividade e machismo. Diversas vezes, aliás, o livro apresenta problemáticas machistas/patriarcas, tanto partindo de Melissa, quanto de Vicent - e foi uma das coisas que mais me decepcionou. 
– Às vezes... não há alternativas. O destino complica as coisas contra a nossa vontade e precisamos encarar as mudanças. Isso está além de nosso controle.
– Nós podemos controlar as mudanças do destino, Melissa, com nossas decisões, com nossas escolhas – sua voz grave parecia um rugido, mas algo lá no fundo lembrava um ronronado melancólico.
p. 207 
Até a metade da trama, quase tudo me lembrou Crepúsculo, até mesmo algumas cenas e diálogos. Mas, a partir do momento em que o mistério é revelado, o enredo tomou outra forma, mais livre e mais empolgante. A autora nos apresenta um universo paralelo habitado por bruxos, fadas, elfos, duendes etc. É aí que entendemos quem é Vicent, o porquê é afastado da vizinhança e por que está sempre aparecendo para Melissa. Esse universo à parte me encantou muito, foi, com certeza, o ponto alto do livro. 

O casal protagonista se encaixa de forma bastante trabalhada, mas nada muito surpreendente. Melissa é sempre a "mocinha em perigo" e Vicent é o cara que a salva e manda nela. Um é o contraponto do outro; não se casam perfeitamente, mas, ainda assim, se complementam de forma convincente. 

Uma personagem na qual apostei foi Alice, a irmãzinha de Melissa, mas ela não foi bem aproveitada, uma vez que a personagem principal só se lembrava dela quando não estava com Vicent. Apesar de Melissa dizer várias vezes que Alice era sua prioridade, não foi a impressão que passou. E foi justamente devido à garotinha que a autora conseguiu um plot à parte, que me agradou bastante, embora tenha tido um final esperado e comum. 
– A escolha certa nunca vai ser a fácil, Melissa. E não quero que se arrependa quando for tarde – finalizou com a voz grave.  
p. 386
De forma geral, tive muitos embates de ódio/amor com este livro. Grande parte dele me irritou, mas não foi uma leitura ruim, ou da qual me arrependa. Quem gosta de fantasia acho que vai gostar bastante (não, não esperem vampiros). A capa continua me encantando e a diagramação, apesar de ter me incomodado no começo, cumpriu a sua parte. A revisão está boa, o único problema foi o vocativo. O fato de a autora utilizar aspas para enfatizar algo (que deveria estar em itálico) me confundiu muito. E achei o uso de reticências muito desnecessário, pois apareciam toda hora e truncavam demais a minha leitura. Apesar disso, não há maiores pontos negativos. A escrita da autora é agradável e bastante madura, o que me cativou bastante. Quero muito conferir o segundo livro, Sombras da Primavera


20 de julho de 2015

#Colecionando infinitos

A estrada tá meio longa; não consegui prever todas as pedras no sapato e todas as outras que me fizeram cair. Ando meio assim tropeçando pelos cantos, pelos corredores, pelas bifurcações. Acho que tô meio perdida, o que nem é uma novidade pra ninguém. Não tô sabendo lidar com as ações que o exterior me causam, nem com o mar revolto que se tornou o meu infinito. Você saberia o que me dizer, eu sei que sim. Diria que aquele meu sonhado "um dia" apareceria. Só que ele poderia ser amanhã, ou no mês que vem, ou daqui a dez anos. Não se preocupe, ele vai chegar. Mas, para tanto, eu não deveria esperar esperando. Deveria esperar vivendo, porque nada é mais triste do que se desencontrar de si mesma. 

Um dia, você disse que, caso eu me perdesse, me acharia. Mas não achou. E é por isso que tô procurando você sozinha, embrenhada na solidão, tateando no escuro. Não fuja, não. É que eu tô precisando das suas palavras. Você as teria encontrado antes de todos os outros e as oferecido para mim como um presente. Toma aí, é pra você colecionar. Ainda coleciono, e é por isso que me lembro de tudo. Lembro até das palavras que nunca precisaram ser ditas e que foram expressas pelo seu sorriso mínimo e pelos seus olhos quase inescrutáveis. O pior de ser apanhadora de lembranças é que, às vezes, as malditas não se vão. Gostaria que me largassem, que fugissem. Seria mais suportável; talvez, assim, eu estivesse esperando vivendo, e não colecionando memórias que apenas me fazem crer que a espera é imutável e necessária. Fico esperando, porque tô com medo de te perder pra sempre. É, você diria que tô fazendo tudo errado, bagunçaria meu cabelo e confabularia consigo mesmo: Todo mundo vai se perder, menina. Cê não entende nada da vida. É que eu não sei o que tô fazendo com ela, com a vida. Tô fingindo que tô vivendo, embrulhada num sonho impossível. É que a espera tá me matando. Tá matando meu sono, minha alegria e minha conformação. 

Você tinha me dito que eu não precisava esperar que tudo estivesse muito ruim para recorrer a sua ajuda. A minha concepção de "pouquinho ruim" já valia de algo. Não vou mentir: tá tudo um caos, um troço esquisito mesmo. Há dias ruins e dias não tão ruins assim. Mas, generalizando, tá tudo ridiculamente ruim. Ruim, ruim, ruim. Daquele tipo que nem dá vontade de sair da cama, de fazer as coisas que amo e de ver as pessoas que aprendi a adorar. Tão ruim que peço a você, onde quer que esteja, que me ajude a ficar forte. Digo a você que não aguento mais, repetidas vezes, e não há resposta. Isso é o que me mata. O silêncio. A indiferença de você saber que tô morrendo e não fazer nada para tentar reverter isso. Acho que, no fim, é mesmo pra eu morrer, pouco a pouco.

Creio que fico, na verdade, colecionando mortes. Todas as suas palavras foram sopros que, algum dia, estavam vivos. Coleciono silêncios, porque eles não são nada mais do que a alma definhando, sem condições para pedir socorro. Coleciono memórias, porque elas foram pequenas alegrias que, somadas ao caos, morreram em algum lugar dentro do meu infinito. 

Tudo o que sou é infinito. Você diria que essa minha esquisitice não existe. O infinito é apenas milhares de finitos entrelaçados, que constroem a nossa vida. Talvez, eu não tenha finitos em mim. Tudo o que carrego são, erroneamente, partes de tudo que gostaria de perder. E, parte a parte, formam a minha infinitude. É que a vida é um troço estranho. Você nasce pra morrer e morre pra saber que tava viva. 


Nina 

18 de julho de 2015

#Resenha de livro: O Descompasso Infinito do Coração

Falei aqui que fui ao lançamento do novo livro da Bianca Briones, proporcionado pelo #MochilãodaRecord. 
O Descompasso Infinito do Coração é o segundo livro da série Batidas Perdidas e, de longe, o meu preferido 

Título: O Descompasso Infinito do Coração
Autora: Bianca Briones
Editora: Verus
Páginas: 403
Ano: 2015
+ 

Neste segundo livro, a história contada não é a da Rafa e Vivi (protagonistas de As Batidas Perdidas do Coração, livro 1), mas a de Bernardo e Clara. No entanto, todos os personagens que já apareceram no primeiro livro voltam a aparecer, pois é tudo meio que a mesma família. 

Clara, logo no primeiro capítulo, descobre que está sendo traída pelo marido, Maurício, com o qual é casada já há alguns anos (se não me engano, sete). A família se reúne para resolver esse problema, uma vez que Maurício pede perdão e o pai de Clara exige que ela não se divorcie. É aí que entra Bernardo, que desde a adolescência é apaixonado por ela. Aos poucos, ele se infiltra na casa de Clara, para cuidar dos filhos dela, dando tempo para que ela tente se habituar à separação. É visível o quanto ele é protetor e um garoto doce. 

O que mais me agradou foi o conteúdo psicológico proposto na leitura. Clara é uma mulher que está bastante acima do peso e vem se negligenciando, talvez por causa do casamento, mas mais porque é muito frágil por dentro. Neste ponto, me identifiquei muito com ela. Aliás, em muitos trechos eu me via na Clara. Não tenho problemas com meu peso, mas creio que vivo exatamente como ela, me escondendo em camadas e me sentindo sempre não suficiente para as pessoas. No caso dela, as razões são a morte de sua mãe,  a entrada da madrasta - uma bruxa filha da mãe - na sua vida e um segredo que, no momento certo, é trazido à tona (apesar de eu ter achado que a autora não conferiu a relevância esperada). 
Costumo dividir minha vida em camadas. A primeira é aquela que eu mostro para as pessoas, e que exige de mim um esforço maior. É ela que eu normalmente uso para fingir que estou feliz. Abaixo dela vem a realidade: estou triste, minha vida vai mudar e preciso enfrentar isso. E por último, soterrada lá embaixo, estou eu, meu verdadeiro eu, totalmente perdida.
p. 21
Bernardo está quase sempre presente nos seus dias, inclusive é ele quem lhe dá um Norte para que ela se sinta melhor consigo mesma. Ele a leva para o Mahamudra, uma prática que foca igualmente no corpo, na mente e no espírito a partir de exercícios físicos e mentais. Bernardo, na maior parte do livro, se mostra muito paciente com Clara. Apesar de não ter a plena certeza de quais são os problemas internos dela, ele é respeitoso e sempre muito amoroso. Mas, claro, agora que ela está separada, ele tenta resgatar, aos poucos, o amor dela - que ela finge que não sente. Fica evidente que ambos se amam de forma sensível, mas os passos para o tal "final feliz" são extensos. 
Mas, se antes eu superei a paixonite em instantes, agora sei que é impossível, porque paixões podem ser levadas pela água da chuva, mas o amor... O amor não vai embora nem com a pior das tempestades.
p. 103
Por Clara carregar muitos traumas - inclusive, ela diz que nunca amou de verdade -, é bastante difícil que ela se deixe levar pelo amor que sente por Bernardo. A lição que ficou dessa leitura foi que, apesar de fases ruins que passamos, há sempre pessoas que podem nos ajudar. Isso não quer dizer que devemos ficar dependendo de terceiros para sermos felizes, mas acredito que, quando o amor acontece, ele sempre restaura a gente e nos devolve a confiança que, em algum momento, podemos ter perdido. 

O casal protagonista é uma junção incrível e perfeita. Assim como Rafa e Vivi, Bernardo e Clara são opostos - mas funcionam muito bem juntos. Sempre gostei de casais que são diferentes, pois acredito que um sempre pode aprender com o outro. No caso deles, a Clara aprendeu a ser mais confiante, e o Bernardo, que esperar pelo amor, mesmo que doa, vale à pena. 
Acho que deveria ter uma regra sobre o amor: deveríamos poder tirar a dor de quem amamos e transferir para nós. Pouco importa se ficaríamos sobrecarregados. Eu só queria ser capaz de arrancar cada mágoa do coração dela.
p. 350
Os quotes são incríveis e toda vez pareceu que eles foram escritos diretamente para mim. Foi impossível não me identificar com as palavras da Bianca, que faz um trabalho esplêndido cada vez melhor. Ela consegue transformar um tema que poderia muito bem ser clichê em uma baita aprendizagem. O Descompasso Infinito do Coração é muito bem escrito e muito maduro, um perfeito New Adult envolvente e romântico. Há poucas cenas hot, mas que não quebram o ritmo da narração ou da leitura. Essa capa está lindíssima - o que mais amo nessa série, aliás, são as capas (eu, que sempre fui a "louca das capas", consegui ser fisgada imediatamente por todas as de Batidas Perdidas). 

O terceiro livro, chamado A Escolha Perfeita do Coração, que será lançado na Bienal, está em pré-venda AQUI e você pode ler os primeiros capítulos AQUI. Você pode conferir a capa dele ~a mais linda até agora, pelo menos para mim~ bem AQUI 

Espero que confiram este livro, pois ele é lindo e inspirador. Não é somente uma história romântica, mas uma lição de vida. 


15 de julho de 2015

#Blogagem Coletiva #1

Nessas férias, eu decidi que iria me render a algum grupo de blogagem coletiva, pois achei que seria uma forma de trazer postagens diferenciadas, além de eu me divertir ao fazê-las e conhecer novos blogs. Por isso, entrei no Culturação e, logo de cara, encontrei um tema super a minha cara para ser feito para o mês de Julho. 


Entendendo a blogagem coletiva.
Quem não conhece esse projeto, eu explico. Blogueiros interessados em diversificar o conteúdos de seus blogs se reúnem e, a cada mês, propõem temas a serem feitos. Ninguém é obrigado a fazer todos os temas, ou participar sempre da interação (já que, é claro, a maioria tem vidas além da web), mas é bom lembrar que esses projetos não são destinados a divulgação de postagens aleatórias, por isso, quem se comprometer com eles, precisa aparecer lá de vez em quando, sim, divulgando os posts referentes à blogagem coletiva.

Como participar do Culturação?
Há um grupo no Facebook destinado ao projeto e, quem se interessar, pode entrar. O pessoal é super bacana e solícito. É tudo muito bem explicado, com postagens fixas e norteadoras para os recém-chegados. 

O tema que escolhi fazer é sobre o dia do homem. Há duas maneiras de fazer o post: 1) escolher os 05 homens mais importantes do mundo da minha opinião, ou 2) escolher 05 autores nacionais, ou não. É CLARO que escolhi a versão literária do tema, senão não seria eu :B

1) Orhan Pamuk 
Conheci o Sr. Pamuk no ano passado, quando li Neve e, a partir de então, me encantei por sua literatura. Atualmente estou lendo A Casa do Silêncio, que terá resenha em breve. Esse escritor é um romancista turco que, inclusive, foi a primeira pessoa da Turquia a receber um Prêmio Nobel (em 2006). É professor de literatura na Universidade Columbia e seus livros já foram traduzidos em mais de cinquenta línguas. Nasceu em Istambul, em 1952. 
Outras obras do autor: A Cidade Branca (1985), A Vida Nova (1995), O Meu Nome é Vermelho (1998) e Outras Cores (2010). 









2) Jorge Amado
O único livro que li dele e que, de longe, é o meu clássico preferido é Capitães de Areia. Li-o há uns bons seis anos, mas nunca o reli. Entretanto, lembro-me bem do sentimento que ele me deixou. Jorge é o autor mais adaptado do cinema, do teatro e da televisão. Só foi superado, em números de vendas, por Paulo Coelho. Suas obras são muito voltadas à realidade nacional e tratam de temas como problemas e injustiças sociais, folclore, crenças e sensualidade. Já teve uma cadeira na Academia Brasileira de Letras e seus livros já foram traduzidos para 80 países, em 49 idiomas, assim como em braile e em fitas gravadas para cegos. Nasceu em Itabuna, em 1912.
Outras obras do autor: Mar Morto (1936), Terras do Sem-Fim (1943), Gabriela, Cravo e Canela (1958), A Morte e a Morte de Quincas Berro d'Água (1959), Dona Flor e Seus Dois Maridos (1966), Tieta do Agreste (1977). 

3) George Orwell 
George Orwell é o pseudônimo de Eric Arthur Blair, nascido em Motihari (Índia Britânica), em 1903. Foi um jornalista e escritor inglês, simpatizante do anarquismo e do socialismo democrático. Suas duas principais obras, 1984 e A Revolução dos Bichos, fazem parte da literatura social, abarcando críticas que, de velhas, nunca ficam. Morreu cedo, com 46 anos, vítima de tuberculose. No primeiro semestre da faculdade, tive de ler A Revolução dos Bichos e adorei, pois é uma sátira muito bem elaborada e convincente. Ele tem muitos ensaios e artigos publicados, assim como poemas. 
Outras obras do autor: Dias da Birmânia (1934) e A Filha do Reverendo (1935) - ambos romances. 







4) Chris Cleave
Conheci o Chris há alguns anos, com Pequena Abelha, um dos livros mais marcantes e encantadores que já li na vida. Ele é um escritor e jornalista britânico, nascido em 1973. É colunista do The Guardian e seu primeiro romance, chamado Incendiário, se tornou filme em 2008. Há notícias de que Pequena Abelha também viraria filme, inclusive com a Nicole Kidman no elenco, mas acho que nunca saiu. 
Outras obras do autor: Ouro (2012) e A Menina de Ouro (2013). 











5) Paulo Leminski
Nascido em Curitiba, em 1944, Paulo Leminski foi escritor, crítico literário, professor, tradutor, poeta e letrista. Desde cedo foi uma criança muito intelectual e se envolveu com a poesia. Contribuiu muito para a MPB. A lista de obras ligadas a ele é bastante extensa, especialmente porque há muitos estudos sobre o autor, além de ele ter feito muitas parcerias. Nunca li nada dele, mas, como a poesia tem me encantado cada vez mais, quero muito ler as dele, em especial Toda Poesia, que é uma compilação com todos os seus poemas.
Outras obras do autor: Não fosse isso e era menos/não fosse tanto e era quase (1980 - poemas), Um milhão de coisas (1985 - poemas), Agora é que são elas (1984 - romance), Verdura (1981 - produção musical; parceria com Caetano Veloso), Guerra dentro da gente (1986 - literatura infanto-juvenil). 

13 de julho de 2015

#Desafio literário

Como leitora e escritora, adoro desafios sobre livros que já li, ou mesmo sobre livros que escrevo. E é por isso que vim dividir com vocês um desafio lançado pelo do pessoal do Poeme-se. A proposta é compartilhar as respostas no Facebook, mas achei válido trazê-la para essa postagem como uma forma de TAG especial :) 



1) Um livro que marcou sua infância
Um rato na biblioteca não foi o primeiro que li, pois realmente não faço ideia de qual tenha sido. Li muito pouco na infância, uma vez que passava muito tempo na rua com meus amigos, ou nas casas deles. Eu praticamente nem assistia à TV até uns nove anos. Mas esse livro é o único que me lembro de ter realmente gostado (do tipo: desenhar todas as gravuras dele HAHA). Sem contar que me lembra muito de minha avó, pois o li na época em que morava com ela, então é sempre uma boa recordação, justamente por isso me marcou. 










2) Um livro que mudou a sua vida
Uma vida para sempre, da autora parceira Simone Taietti, foi, definitivamente, esse livro. Nem vou me estender muito, pois vocês podem ler a resenha dele AQUI e compreender por que o escolhi para essa pergunta. 















3) Seu autor preferido
Então, gente. Essa pergunta é humanamente impossível, me desculpem. Por isso, escolhi duas autoras que foram e são de suma importância na minha vida. 


J. K. Rowling, todos sabem, é a autora de Harry Potter. Justamente por causa dessa saga linda-diva-maravilhosa eu me tornei leitora compulsiva. Tia Jo abriu todos os meus caminhos com Harry Potter, e eu agradeço imensamente. Admiro muito quem ela é, especialmente devido a todos os problemas os quais passou na vida. Recomendo que assistam ao documentário sobre a vida pessoal dela, A magia além das palavras. 

Meg Cabot é a autora de O Diário da Princesa, A Mediadora e A Garota Americana, livros que me conquistaram totalmente no final da adolescência. A importância dela na minha vida é outra: devido as suas histórias, me inspirei a "sonhar" a ser escritora. Hoje, já tenho um estilo próprio, mas, na época em que comecei a escrever seriamente, ela foi essencial para me dar um Norte. Foi por ela, aliás, que eu descobri a graça dos livros YA's. 


4) Um personagem do qual gostaria de ser amigo
Difícil pergunta, também. Poderia citar vários, mas vou ficar com o Holden Caulfield, do romance O Apanhador no Campo de Centeio, de J. D. Salinger (na verdade, ele está mais para um personagem por quem nutro um amor platônico, mas... anyway). Aquela frase da Clarice Falcão "a sua loucura parece um pouco com a minha" poderia ser reescrita como "a sua solidão/melancolia parece um pouco com a minha" e eu e o Holden seríamos ótimos BFF's.

5) O livro que você está lendo agora
Cores de Outono, da autora Keila Gon, é o primeiro livro de uma série nacional. Eu entrei em contato com ela para pedir uma parceria e acabei entrando no book tour dos dois primeiros livros já lançados. Ainda estou no começo da história, de modo não tenho uma opinião muito elaborada sobre ele. O clima do livro, até agora, é bastante noir - gênero que gosto bastante - e a personagem, apesar de ser comum, ainda não me irritou. O par dela já apareceu, o Vicent, um cara misterioso e, a meu ver, muito ridículo e arrogante - sinceramente, não sei se vou nutrir uma afeição por ele. Mas, em breve, farei a resenha :)









6) Seu poema favorito (não está incluído no desafio, mas uma professora partilhou as respostas dela e incluiu mais essa pergunta aos seus desafiantes. Acabei gostando e inserindo-a aqui). 
Com certeza, esse é o meu poema preferido. Foi escrito pela minha amiga poetisa Michelle C. Buss (que, inclusive, é autora parceira do Nina é uma) e está contido no seu livro Mosaicos (resenha AQUI). Ela conseguiu, em três versos, transmitir uma incrível verdade que muita gente nem repara, pois dá mais atenção ao que se fala, não ao que se sente. 




Quem quiser fazer, sinta-se à vontade. Se for fazer no seu blog, coloque os créditos da página do Poeme-se, para divulgar o trabalho deles :) 


11 de julho de 2015

#Novas parcerias

Adiei essa postagem inúmeras vezes, devido a contratempos e à falta de certeza de quantos autores fechariam realmente a parceria, mas, depois de muita negociação, tenho um ótimo time para apresentar a vocês! ;) 


1) LILIAN FARIAS
BIOGRAFIA: Autora dos livros "O Céu é Logo Ali", "Mulheres Que Não Sabem Chorar" e "Desconectada". Ganhadora do Troféu Mulheres Notáveis Cecília Meireles, em seus livros ela aborda temas como sexualidade, liberdade, amor, preconceito, homossexualidade, violência sexual e alcoolismo. A escritora mantém um blog literário e está sempre bem informada sobre questões sociais que acontecem em nosso país. É defensora da tese de que todos são diferentes e merecem ser tratados com equidade. Ela adora escrever sobre temas que incomodam e diz não ter medo do preconceito. Trabalha no movimento social e acredita que a educação é capaz de trazer mudanças significativas ao país.






Livro cedido: O Céu é Logo AliSKOOB.
SINOPSE: O céu é logo ali representa a liberdade que são as borboletas e nos pássaros. Dolores e Clarice são mulheres que buscam tal liberdade. Dolores é uma mulher de muitas experiências; de vida simples e sem amigos. O único amigo que possui é esquizofrênico e a trata com muito carinho. Clarice é cheia de mimos e sempre teve de tudo, mas o que as liga são suas tribulações de sentimentos e busca por liberdade. Dolores fica encantada com o mais simples dos gestos, um pingo de chuva sobre a pele faz dela a pessoa mais feliz e livre do mundo. Já Clarice tem a vida dos sonhos, porém o destino pode destruí-lo com rapidez. 










2) ROBERTA GRASSI
BIOGRAFIA: Nasceu em Guarulhos, São Paulo, em 1983. Ganhou o I Prêmio Uberaba de Literatura e recebeu menção honrosa no III Concurso Claudionor Ribeiro de Contos. Tem contos publicados nas antologias Meu Amor é um Sobrevivente e Nós Estamos Aqui – histórias da juventude, da Editora Draco, e Horas Sombrias da Editora Andross. Em setembro de 2014 publicou A luz de um isqueiro pela Editora Deuses.












Livro cedido: A luz de um isqueiro SKOOB
SINOPSE: Bernardo passou dos vinte anos de idade sem nenhum grande feito e sem saber que rumo dar à sua vida. Após perder o emprego, foi recrutado para fazer companhia ao avô doente. E aí começa uma aventura de descobertas, pois o vovozinho lhe pediu para tentar localizar alguém com quem perdeu contado há muito tempo.
Bernardo viu nisso uma espécie de férias patrocinadas pelo avô, agarrando a oportunidade sem fazer perguntas. Em sua aventura de descobertas, passa por um farmacêutico agorafóbico, uma senhora que jura ter sido curado por um milagre e um professor que pesquisa sobre curas inexplicáveis. Levando Bernardo a viajar para cada vez mais longe de casa. Momento que ele começa a se questionar quem realmente seria o seu avô e o que exatamente o seu velho queria que ele encontrasse.
Ao exumarmos o passado, descobrimos que às vezes encontramos o que procuramos. Mas às vezes o que procuramos simplesmente nos atropela.




3) HELLEN H. PIMENTEL
BIOGRAFIA: Hellen tem mais livros escritos que anos de vida. Muito talento para pouca idade, é considerada por todos que a conhece como um prodígio. Escreve desde os 11 anos de idade e faz parte do ramo literário desde os 15. Autora da Série "Despertar", Hellen traz hoje seu maior sucesso literário: Natasha. Tem como passa-tempo o trabalho de designer, capista e diagramadora particular, tendo a escrita como verdadeiro trabalho. Mora no Rio de Janeiro com os pais e ganha leitores por onde passa. 









Livro cedido: Natasha - SKOOB
SINOPSE: Matheus se inscreve para a faculdade a estados de distância da sua cidade pequena e pacata, somente pela vontade de viver alguma coisa mais agitada que uma festa que resume seus três colegas mais chatos. Ao passar, ele não hesita em comprar as passagens e ir. Ao chegar ao Campus, se depara com uma vida totalmente diferente, e também com Natasha. Ela é louca, temperamental, de lua, agitada e quieta. Fala muito e às vezes não fala nada. Fica com raiva sem motivos nenhum. Um romance leve e completo sobre a transformação da vida de um garoto e as descobertas.










4) FLÁVIA DUDUCH
BIOGRAFIA: Nasceu em 1996 em São Paulo – SP e doze anos depois, começou a escrever fanfics. No entanto, mesmo antes disso, sempre gostou de inventar histórias. Só mais tarde, ao ver que não conseguia terminar nenhuma fanfics, tentou escrever uma original, e deu certo. Mas, só foi publicar três anos mais tarde, o seu segundo livro escrito. Logo depois dele, escreveu outro e achou que ele apenas ficaria bom na gaveta. Em novembro de 2013 viajou para Londres, onde teve a ideia de escrever um romance, intitulado “Para Sempre Ela”, que será publicado em ebook na Amazon ainda este ano. Participou da Antologia De Repente, Nós, com o conto “Primeira Vez”, da Andross Editora.








Livro cedido: Antologia de Contos "De Repente, Nós"
SINOPSE: Há quem espere a vida inteira pelo seu amor, e desiste de esperar. Há também aqueles que são convictos em viver casados consigo mesmos. Em ambos os casos, o destino (ou o acaso) faz uma reviravolta e, de repente, o eu vira nós, sem mais nem menos. Pode ser para sempre ou eterno enquanto dure. Mas enquanto os dois estão amarrados um ao outro é difícil desatar esse nó que só o amor pode proporcionar. 











5) LUCAS AUGUSTUS "MAGAN"
BIOGRAFIA: Nascido em 4 de agosto de 1989, Lucas Augustus “Magan” é natural de Belo Horizonte/MG. Cresceu na cidade interiorana de Ouro Branco onde, mais tardiamente, descobriria sua paixão pela literatura e, mais precisamente, pela fantasia. Começou a escrever influenciado por fóruns e por narrações de RPG de mesa e somente aos dezesseis anos começava a esboçar seus primeiros rascunhos como escritor profissional. O que no começo se estendia por uma aspiração à linguagem, cursou Letras na Universidade Paulista e ministrou curso de Literatura Erudita e Popular na mesma, seguiu o curso no Centro Universitário de Belo Horizonte onde viveu por alguns anos. Logo, com muitas reviravoltas, mudou-se para Alfenas/MG onde descobriu sua paixão pela Psicologia e achando nela seu estilo de escrita. Depois de 8 anos de trabalhos e estudos, surge a trilogia “Senhor do Silêncio”, uma fantasia psicológica.

Livro cedido: Senhor do Silêncio
SINOPSE: Thomas Grings é um jovem sensível que atrai tempestades. Sua vida parecia incerta, e nada era tão preciso para ele quanto o fundo do poço a que chegara. Sombras se aproximavam e, pela angústia que sentia, a morte estava perto demais desta vez. Mas quando tudo apontava um fim e a foice ficou pronta para cortar os fios que prendiam sua vida, seja por um capricho do destino ou por alguma força invisível, Thomas foi levado para dentro - era o fundo de seu imenso coração.
Não estava à salvo. Uma noite eterna estava a sua espera, assim como havia um mundo completamente novo chamado Trafalgar. Era a imensidão escondida em seu próprio peito. Porém, quando se deu conta, percebeu que tudo aquilo fazia parte de um plano maior a lhe conduzir cada vez mais ao fundo. Nada parecia capaz de revelar os segredos escondidos em seu âmago do que aquele nomeado "O senhor do silêncio".


PÁGINA DO LIVRO




6) ISABELA XAVIER
BIOGRAFIA: É carioca, tem 25 anos e estuda Psicologia na UERJ. Começou a escrever poesia em 2012 e Livre Mente é sua primeira coletânea. Publica poemas e minicontos em redes sociais, como Facebook, Scribe e Wattpad. Ainda tem muitas histórias na cabeça, contos e romances em andamento, e pretende soltar todos pelo mundo.











Livro cedido: Livre MenteSKOOB
SINOPSE: Livre Mente é uma coletânea de 79 poemas.

"Abra este livro uma ou duas vezes.
Leia um ou dois poemas.
Sinta uma ou duas vezes, antes de pensar:
eu gosto de poesia?
Eu gosto de poesia.
Porque é impossível não gostar, 
quando a poesia lê você".









As resenhas começarão a ser publicadas apenas a partir do mês que vem, pois, como nessas férias tenho o plano de resgatar as postagens atrasadas, não vai dar para encaixar as novas resenhas agora.
Por isso, paciência, jovens padawans :)