29 de agosto de 2015

#Dicas para escritores #6

Mais Dicas para escritores para vocês. 
Hoje trago o que não fazer ao escrever um livro, ou apenas quando você se diz escritor. 


1. Ter vergonha dos trabalhos passados
Vejo muita gente dizer que mudaria de nome e de cidade só para ninguém encontrar os primeiros "rascunhos" escritos. Isso, para mim, nada mais é do que insegurança. Se você se diz escritor é porque já passou por muitas fases da profissão, inclusive foi uma negação como tal. Não, ninguém começa arrasando e sendo idolatrado. Todo escritor tem ótimos e péssimos trabalhos. A dica que dou é confiar no que escreve (independentemente do que for). Às vezes, releio minhas primeiras histórias publicadas (há mais de 4 anos) e não tenho vergonha alguma! Amigos próximos sabem que comecei como escritora escrevendo fanfics. Mas, ao invés de nunca mencionar isso, sou do tipo que diz pra todo mundo e sai explicando o que são elas. Tenho muito orgulho de ter começado nesse meio, pois foi a partir dessas histórias que sou a escritora de hoje. Então, nada de vergonha! Escreveu: assuma! 

2. Se obrigar a escrever um "x" número de páginas
Gente, desde quando o tamanho do livro significa qualidade? Já li muitos livros gigantes horríveis, assim como li pequenos completamente geniais! Não vale achar que só livrão se dá bem no mercado e ficar enrolando a sua história, agregando cenas insignificantes e enchendo de diálogos despropositados. Escreva o que tem em mente e o que sabe que precisa acontecer. O que não for realmente necessário, descarte.

3. Escrever correndo, só para contar vantagem 
A Paula Pimenta consegue escrever um livro em três meses. Confesso que fico com certa invejinha. Já levei mais de um ano para finalizar uma obra, mas isso não quer dizer que eu seja uma escritora ruim. Muitos escritores famosos levaram anos para concluir seus trabalhos! O tempo de escrita varia muito de pessoa para pessoa, assim como de proposta e gênero. Invista o tempo que puder e precisar, independentemente de qual ele for. O importante é que escrever seja uma diversão para você, não uma competição! 

4. Achar que inspiração e talento são tudo
Eu super acreditava nisso. Mas sabemos que muitos escritores não se fizeram incríveis com apenas esses ingredientes. Depois que fiz a cadeira de Criação Literária no semestre passado e fui a muitas palestras sobre escrita, percebi que estava sendo muito mente pequena. Acredite: escrever é uma tarefa que demanda muito mais disciplina e técnica. Talento e inspiração, sim, mas depois de um tempo, isso não é mais tão essencial assim. Precisamos de disciplina para mantermos um ritmo de escrita, que nos impossibilita de deixarmos uma história para trás. E a técnica é importante para evoluirmos a nossa capacidade de escrita. Nenhum escritor começou e terminou a carreira escrevendo de apenas um modo, pois, ao longo do processo, foi exposto a muitas técnicas e pôde aprender a lidar com todas elas e aplicá-las em seu trabalho.

-

Para ler todas as #Dicas anteriores, CLIQUE AQUI! :) 

23 de agosto de 2015

#Resenha de livro: O céu é logo ali

O céu é logo ali, da Lilian Farias, é um dos livros recebidos devido às novas parcerias fechadas nas férias. O livro é bastante curto, de modo que o li muito rapidamente, no entanto, demorei bastante para começar a resenha, porque ainda estava/estou tentando colocar em ordem os meus sentimentos em relação a essa história. 

Título: O céu é logo ali
Autora: Lilian Farias
Editora: Literata 
Páginas: 115
Ano: 2014

Se tem algo que procuro na literatura é a intensidade. Nada me frustra mais do que ler algo que não me faça refletir e até mesmo me incomodar. Quando encontro em um livro algo que me incomoda é uma prova de que, opa, tem algo aí. Gosto de me sentir inquieta com personagens e temáticas. O céu é logo ali me provocou exatamente isso: incômodo. 

A atmosfera da trama condiz muito com o pouco que já li de escritoras como Lygia Fagundes Telles e Clarice Lispector. O fluxo de consciência e a introspecção são pincelados nas vidas das duas protagonistas femininas de maneira fluída e bastante assertiva. A narrativa em terceira pessoa acompanha sem muita cronologia as vidas de Clarice e Dolores. O fato de não haver temporalidade não me incomodou, pois me permitiu me adentrar mais na cronologia psicológica de ambas e refletir acerca das questões humanas apresentadas. Dolores é uma mulher que poucas vezes sentiu-se notada ou desejada, de forma que espera que a libertação lhe aconteça. Ainda assim, não é do tipo sonhadora, mas se alegra com as pequenas coisas. Clarice é quase que o contraponto de Dolores. É livre, vive intensamente e recebe tudo o que quer: dinheiro, amor, atenção. 

É notória a poeticidade na escrita da autora, uma das coisas que me fez adorar a leitura. A escrita de Lilian é madura e muito contrabalanceada: mistura sinestesia com o concretismo e sabe lidar com maestria com as antíteses provenientes das metáforas utilizadas em meio às ideias propostas pelo livro. O motor de O céu é logo ali é, justamente, a metáfora da vida e da morte. Lilian conseguiu administrar esse jogo de palavras enquanto introduzia o meio-termo entre esses extremos: o desejo de transformação. 
Dolores vê a vida devagar e sem saber aonde chegar. As rédeas estavam soltas e desenfreadas. O equilibro buscava um lugar no céu.
p. 23 
Confesso que ainda é muito difícil escrever sobre esse livro, pois ainda estou "digerindo" tudo o que ele me provocou. Creio que o maior objetivo da trama não tenha sido apresentar personagens reais, que podem ser identificadas por tantas mulheres, mas o de conseguir se entranhar no leitor de modo ele consiga mensurar sua própria vida. 

As duas protagonistas, que nos mostram suas vidas e seus anseios de forma intercalada na trama, me deixaram a lição de que a sobrevivência vem de variadas maneiras. E, independentemente de qual maneira que a escolhemos, devemos entender que, para tanto, precisamos batalhar pela transformação. Essa é a palavra-chave do livro inteiro. Foi, inclusive, o que mais me tocou durante a leitura. Fez-me entender por que eu mesma reluto pela transformação e tento me esconder nas minhas camadas de medo e de insegurança. A partir, principalmente, de Dolores pude entender que dentro de cada mulher há aspectos de vida, metamorfose e morte. Depende de cada uma, entretanto, saber como cada um desses "eixos" se apresentam e como influenciam em quem somos. 

A auto-descoberta é, também, um ponto muito importante tanto para Dolores quanto para Clarice e, a partir delas, pude encontrar o meu próprio equilíbrio. Às vezes, achamos que se descobrir é algo que acontece no decorrer da vida e, por isso, acabamos ignorando os momentos que pedem a nossa reflexão mais demorada e sincera. As personagens nos mostram que as descobertas acontecem quando menos esperamos e que cada uma delas podem interferir no hoje e no amanhã. A busca pela transformação é libertadora e nos humaniza, fazendo-nos entender o mundo. Essa nova visão diante da perspectiva do futuro é um dos trâmites avaliativos que o livro permite ao leitor. 
Aceitar o próprio perdão é dar um passo largo rumo ao horizonte.
p. 37
O único ponto negativo foi a revisão, que foi feita de maneira muito leviana. Os tempos verbais apareciam de forma confusa, ora no presente e ora no passado, por exemplo. E os pontos de exclamação, a meu ver, foram usados muito aleatoriamente e de forma desnecessária.

As letras são grandes, por isso, a leitura é muito confortável. A capa é uma graça, muito atraente, embora eu ache que, se houvesse borboletas, casaria melhor com a proposta do livro. Cada começo de capítulo há um título e cada um deles é muito poético. Apesar de curto, O céu é logo ali nos proporciona uma incursão dentro de nós mesmos e nos arranca várias verdades. Altamente recomendado :) 


_______________

*BÔNUS: entrevista com a autora. 


1) Há uma grande carga de metáfora na sua escrita. O quanto disso influencia a sua vida e o quanto disso vem, particularmente, de quem você é?
Considerando que vejo poesia na vida, explica bastante sobre o contexto do livro O céu é logo ali. No geral, não seria uma característica minha, mas de todas as mulheres que cederam suas histórias, anseios e experiências para serem colocadas no livro. Enfim, meus livros nascem de relatos e experiências vivenciadas por mulheres.

2) O protagonismo feminino é evidente em seu trabalho. Por que decidiu por esse viés?
Eu ser mulher é um fator decisivo. Mas, eu ser mulher, nordestina, bissexual, empoderada e ativista social, descreve melhor.

3) O que seria uma "borboleta sem asas" na sua opinião e por que você acredita que a metamorfose precisa ser aplicada no cotidiano?
Eu acredito que a metamorfose precisa ser aplicada no cotidiano?
Não conheço um conceito restrito para uma ‘borboleta sem asas’, tudo depende do contexto... mas, considerando que metamorfose pode ser poesia, poesia pode ser vida, não há vida sem vivência... 

*Lembrando que o BÔNUS acontece após resenhas de livros de autores parceiros. 

Mais resenhas de autores parceiros, em breve! :)

21 de agosto de 2015

#Divulgação: Antologia Nove Círculos

Hoje venho convidar os aspirantes a escritores e mesmo aos aventureiros criativos para participarem de uma antologia bastante diferente e inteligente. A Antologia Nove Círculos está sendo organizada pelo autor Maurício Coelho (conheça Fogo Fátuo, antologia também organizada por ele), e vocês podem conferir, abaixo, de que de trata e como se inscreverem: 

O EDITAL: 

1. DA INSCRIÇÃO. 
1.1. A antologia Nove Círculos é promovida de forma independente. 
1.2. Poderão participar da antologia todas as pessoas físicas maiores de 18 anos, ou menores com permissão do responsável, residentes legais no Brasil, bem como residentes no exterior. 
1.3. Serão selecionados nove contos de nove escritores. 
1.4. A participação se dará da seguinte forma: 

1º Etapa: 
O autor deverá informar, através do email: moccoelho@gmail.com, qual o círculo do Inferno de Dante deseja trabalhar. São eles: Primeiro Círculo, o Limbo (virtuosos pagãos), Segundo Círculo, Vale dos Ventos (luxúria), Terceiro Círculo, Lago de Lama (gula), Quarto Círculo, Colinas de Rocha (ganância), Quinto Círculo, Rio Estige (ira), Sexto Círculo, Cemitério de Fogo (heresia), Sétimo círculo, Vale do Flegetonte (violência) – Vales do Sétimo círculo: Primeiro Vale - Vale do rio Flegetonte (violência contra o próximo); Segundo Vale - Vale da Floresta dos Suicidas (violência contra si mesmo); Terceiro Vale - Vale do Deserto Abominável (violência contra Deus); Oitavo círculo, o Malebolge (fraude) e Nono Círculo, lago Cocite (traição); 

2º Etapa: 
Envio do texto na seguinte formatação: fonte Times New Roman, tamanho 12, espaçamento entre linhas 1.5 e texto justificado para o email: moccoelho@gmail.com junto com uma minibiografia de até cinco linhas e contato com o autor do dia 10/08/2015 até 30/11/2015

3ª Etapa:
Caso seu texto seja aprovado pelo organizador, o mesmo entrará em contato com o autor. 

2. DA ACEITAÇÃO DOS CONTOS 
2.1. Serão aceitos apenas contos em língua portuguesa, de histórias que se passam em um dos nove círculos do Inferno de Dante Alighieri, com limite de 12 mil caracteres com espaço. 
2.2. Não serão aceitos fanfics. 
2.3. Os textos devidamente formatados deverão ser enviados para o email: moccoelho@gmail.com com o assunto CONTO PARA NOVE CÍRCULOS, seguido do nome do autor. 

3. NÃO SERÃO ACEITOS CONTOS QUE: 
(a) possam causar danos a terceiros, seja através de difamação, injúria ou calúnia, danos materiais e/ou danos morais; 
(b) ofendam a liberdade de crença e as religiões; 
(c) contenham dados ou informações racistas ou discriminatórios; 
(d) façam propaganda eleitoral ou divulguem opinião favorável ou contrária a partidos ou candidatos; 
(e) tenham sido produzidos por terceiros; 
(f) que não venham formatados nas normas estabelecidas por esse regulamento e descritas no item 2.1. 

4. DOS CONTOS: 
4.1. Os contos inscritos serão analisados e selecionados mediante avaliação do profissional nomeado pela organização da antologia, cujas decisões serão soberanas e irrecorríveis. A avaliação se dará com base nos seguintes critérios: 
(a) criatividade e originalidade do enredo; 
(b) adequação do enredo ao universo ficcional do livro 
(c) impacto do conto e qualidade dos recursos narrativos utilizados. 
4.2. Ao se inscrever na Antologia o autor autoriza automaticamente a veiculação de seu conto. 

**Os nomes dos selecionados serão divulgados no dia 01/12 por e-mail e na página do autor

4.3. Um determinado conto poderá ter mais de um autor, num número limite de dois. Um determinado autor não poderá participar da mesma antologia com mais de um conto. 
4.4. Só serão aceitas inscrições através dos procedimentos previstos neste regulamento. Os dados fornecidos pelos participantes, no momento das inscrições, deverão estar corretos, claros e precisos. É de total responsabilidade dos participantes a veracidade dos dados fornecidos ao organizador. 
4.5. Em caso de fraude comprovada, o conto será excluído automaticamente da antologia. 

5. DA PUBLICAÇÃO: 
5.1. O autor não precisará pagar no ato da inscrição e não precisará pagar para ter o seu conto publicado. 
5.2. A antologia será disponibilizada de forma gratuita (e-book) nos sites da internet. (ex.: Amazon, Lulu etc.) 

6. OUTRAS INFORMAÇÕES: 
6.1. Dúvidas relacionadas a esta antologia e seu regulamento poderão ser enviados para o e-mail: moccoelho@gmail.com com o assunto DÚVIDAS NOVE CÍRCULOS 
6.2. Todas as dúvidas e casos omissos neste regulamento serão analisados por uma comissão composta pela equipe organizadora e sua decisão será irrecorrível. 
6.3. Para todos os efeitos legais, os participantes da presenteantologia, declaram ser os legítimos autores dos contos inscritos e garantem o ineditismo dos mesmos, isentando o organizador de qualquer reclamação ou demanda que porventura venha a ser apresentada em juízo ou fora dele. 
6.4. O organizador reserva-se o direito de alterar qualquer item deste Regulamento, bem como interrompê-la, se necessário for, fazendo a comunicação expressa para os participantes. 
6.5. A participação nesta antologia implica na aceitação total e irrestrita de todos os itens deste regulamento. 

PARA SABER MAIS: 

SOBRE O AUTOR: 
MAURÍCIO COELHO é o organizador desta antologia. Nasceu em Belém, PA, em 1992. Graduado em Licenciatura em Ciências Biológicas, publicou a tradução de The Nursery Alice (A Cuidadosa Alice), de Lewis Carroll. Publicou também um poema na antologia Concurso Novos Poetas 2014, além de um conto na coletânea Horas Sombrias. Também publicou uma antologia solo de histórias chamada Fogo Fátuo e publicou antologias independentes: Maravilhosas Distopias, Seres Amazônicos e Épicos Homéricos.



Boa sorte a quem for participar! :) 

15 de agosto de 2015

#Você une todas as coisas

É, faz um tempo. Sei que riscou mais um quadradinho do seu calendário. Hoje completam 730 dias. Gostaria de pedir perdão, de ser capaz de te remontar e ser o motivo da sua felicidade. Vejo-a se esforçando, oferecendo sorrisos aos outros, conhecendo lugares novos e amando novamente a vida. Longe do sofrimento, longe da angústia, longe do pânico. Talvez você possa pensar que te odeio por tudo isso, mas a verdade é que me orgulho da sua força. Não sei ser mais a mesma, afastei tudo o que era, busquei rotas que não me levaram a lugar algum. Orgulho-me da sua batalha diária, aquela que você toma para si e investe tempo. Desde o primeiro encontro, eu entendi que você não foge do que quer e do que a vida tem a oferecer. Nunca foi uma fugitiva em ação e me fez ficar até aquele dia. Depois disso, enfrentou noites de insônia, tentando convencer-se de que quem deveria ficar era você. Entendeu que eu fui, mas que, em hipótese alguma, deveria fazer o mesmo. Volto quando puder, quando eu me permitir. 

Sei que perdeu batidas desde então. Fica na varanda do seu apartamento, no meio da madrugada, olhando a escuridão estrelada e pedindo ao destino que a dor diminua, que pare de engoli-la e atormentá-la. Ao invés de contar as estrelas, você tenta me achar nelas e por entre as suas perguntas indefinidas e inconformadas. Não era para ser assim, não é justo, não é a vida que pedi. É, a gente não escolhe sofrer, não escolhe amar e não ser retribuído, não escolhe o momento da partida. Nossas ações poderiam resolver muito do que não compreendemos, no entanto, há mistérios que perduram no tempo. Por quê? É tudo o que queremos saber. Neste momento, você não está preocupada com o aumento do dólar, ou com a crise financeira da sua empresa, mas no porquê a vida seguiu dessa forma que nunca quis. É que não é justo, ninguém merece uma vida incompleta. 

Você pensou que estaria feliz agora, casada e construindo uma vida ao meu lado. Talvez, apenas construindo uma vida ao meu lado, nutrindo felicidade plena. Mas, na plenitude, você nunca realmente viveu. A verdade é que estar plena é algo que não conhece. Poderia estar agora, mesmo sozinha. Ou comigo. Ou com aquele nosso vizinho que sempre lhe disse bom-dia. Apesar disso, você se convence de que, se tiver que arriscar, fará na mesma hora. Não tenho mais medo da dor, porque viver é uma constante dor. Você une aquilo que poderia lhe destruir. Todo o buraco negro dentro da sua cabeça que alimentou durante meses e todo aquele vazio imensurável no peito, agora, te constroem. Faço do meu pior inimigo quem sou, vivo no universo que me arrebenta apenas para resgatar aquilo que perdi. Sei que perdeu muito; o brilho no olhar, os sorrisos sinceros, a coragem de dançar no meio da rua. O seu inimigo te reduziu naquilo que ele sempre quis: em nada, em uma forma irredutível que, muitas vezes, faz com que você se ache incapaz. 

Mas, de fraca, você nada tem. Você une todas as coisas. Une o que ficou e o que se foi. E, apesar de achar que não tem mais o que unir, eu continuo com você. Aquele troço de coração, mente e espírito, sabe? Eu te mantenho todos os dias, na luz dos olhos e na escuridão da noite. Sim, essa é você. Sobreviva, viva e una todas as melhores coisas bem no seu âmago, que nunca foi um inimigo. Continue, continue. Vá em frente. Tô aqui, perto de você. Peça paz, mas não esqueça do amor. É que ele sempre volta pra gente quando menos se espera. 


Love
Nina 

11 de agosto de 2015

#Blogagem Coletiva #2

Como eu disse aqui, nas férias me propus a participar de Blogagens Coletivas e, hoje, trago mais uma postagem proporcionada pelo projeto Culturação


Hoje (11/08) é Dia do Estudante e, portanto, a tarefa passada é relacionada à escola. Há duas maneiras de fazer a postagem: 1) contar histórias escolares que me marcaram ou 2) responder três perguntas sobre escolas que existem em livros. Claro que escolhi a alternativa literária, porque, como leio muitos YA's, o que não me falta para falar são escolas literárias o/ 

1) Qual escola ou colégio literário você mais gostou? Por quê? 
A School of America, colégio em que a Anna, de Anna e o Beijo Francês (Stephanie Perkins) vai estudar. Ele é um colégio interno na França, destinado a alunos americanos. Só tenho um por quê: o fofo do St. Clair. Não levo tanto em consideração o país, pois, onde quer que o St. Clair estiver, o colégio vai me encantar! :)







2) Qual a escola ou colégio literário você gostaria de ter estudado? Por quê? 
A Academia Gallagher, de Escola de Espiãs (Ally Carter), simplesmente porque... Bem, ela forma espiãs! É um colégio interno dirigido pela mãe da protagonista, a Cam. O mais legal é que, durante a leitura, a autora dá diversas explicações sobre as matérias estudadas pelas garotas. Adoraria estudar lá (caso eu fosse espiã - o que não sou hahaha). 







3) Qual a escola ou colégio literário você nunca estudaria? Por quê? 
A escola das meninas de Pretty Little Liars pode ser uma. Acho que eu não gostaria de estudar com garotas tão bobas (apesar de, claro, ter estudado com algumas na vida real). Levo em consideração, também, a -A. Não gostaria de correr risco de morte lá dentro, vai que a -A apronta algo pra mim? Não mesmo. Tô fora haha. 







Quais seriam os colégios escolhidos por vocês? Ah, não vale dizer Hogwarts! :) 
Quer participar do Culturação? Entre para o grupo! :)

Love
Nina  

8 de agosto de 2015

#TOP 5: meus blogs preferidos

Faz tempo que não tem um TOP 5, né? Pois, hoje, volto com essa coluna para falar sobre os meus cinco blogs preferidos. Visito-os com frequência e, portanto, nada mais justo do que divulgá-los.

1) Horinhas de descuido













A Carol, que é dona do Horinhas, teve outro blog por muuuito tempo, o Caixa-a-a. O Caixa era o meu blog preferido do universo inteiro, mas, por motivos pessoais, ela decidiu abrir um novo espaço na web. Para a minha alegria, o Caixa está lá, lindo e maravilhoso, de modo que volta e meia, ainda o visito. O Horinhas segue o mesmo objetivo do blog antigo, que é falar sobre livros, viagens, músicas etc. A minha categoria preferida são os textos divos da Carol. Não sei sobreviver sem os textos dessa moça. Acompanho o trabalho da Carol há uns bons cinco anos, desde que nos conhecemos por causa das fanfics de Harry Potter, no Floreios e Borrões. Então, se você gosta de textos incríveis, vai em frente!











Já falei aqui sobre o Perplexidades, mas o trago de volta, pois é um blog completo e muito criativo para quem ama literatura. A Ruh, dona do blog, investe bastante em colunas diferenciadas, trazendo fotos, falando de teorias literárias, divulgando lugares bacanas para quem gosta de escrever, dando dicas de livros e contando bastante sobre a vida pessoal de autores. O que mais me agrada lá é justamente a forma inteligente de abordar os assuntos. Já descobri muito livro bom lá, daqueles clássicos que todo mundo morre de vontade de ler, mas que não tem muito incentivo. A Ruh dá o maior incentivo à literatura clássica e à literatura que não é "modinha". Outro ponto incrível sobre o blog é que ele tem um canal muito bom e igualmente inteligente. Quem gosta de sair da zona de conforto, vai amar de paixão esse cantinho super especial!


Também falei aqui sobre o L.A. A Karla, que é professora, tem o blog para disseminar seu amor pela literatura, especialmente a nacional clássica. Gosto de lá justamente por causa de suas resenhas muito bem escritas e que sempre conseguem situar o leitor no período em que o livro foi escrito, ou explicar situações pessoais dos autores. O melhor de entrar lá é que sempre me vejo muito em tudo, pois eu e a Karla temos gostos literários parecidos. Se literatura é também o seu forte, tá esperando o quê?


Esse é o único blog que realmente acompanho que não tem ligação com a literatura. Ele aborda basicamente tudo, desde dicas de intercâmbio, beleza, decoração, viagens, dicas para blogueiros, ensina customizar várias coisas etc. Enfim, é um vasto mundo lá dentro! E é justamente por isso que amo esse cantinho, é incrível a diversidade de temas! O mais legal é que a Bárbara, a dona do blog, realmente foi para os lugares que posta, testou as dicas que dá e sabe muito bem do que está escrevendo. Se você tá procurando coisas diferentes, dicas para alguma coisa, vai lá, pois é provável que encontrará suas respostas! 


Conheci esse blog recentemente, mas ele me chamou atenção logo de cara, pois é voltado para a literatura LGBT, em especial. Adoro as resenhas da Lorena, a dona do Marcado, pois ela é sincera e convincente. Além de abordar o tema queer, ela se dedica bastante a dar dicas de escrita e cinema. Lorena é escritora, portanto dá para conhecer o trabalho dela lá em cima, no menu. Venha visitar esse cantinho lindo (mesmo que você não goste de literatura queer)! 

Espero que vistem os blogs, pois cada um é incrível da sua maneira e, com certeza, todos merecem mais reconhecimento! :)

Love, 
Nina 

4 de agosto de 2015

#Releitura: Quem é você, Alasca?

Decidi começar uma seção de releituras, porque já há algum tempo vinha pensando em reler este livro e alguns outros, como Capitães da Areia. Sou do tipo de, quando gosto de um livro, releio-o o quanto possível. Ao contrário de alguns leitores que acham que essa prática somente faz "perder tempo", eu acredito que ela proporciona novas experiências, mesmo com uma história já conhecida pelos nossos olhos. E posso dizer que Quem é você, Alasca? me fez transitar por novas experiências, sim. 

Titulo Original: Looking for Alaska
Autor: John Green
Editora: Martins Fontes
Ano: 2010
Páginas: 229

Começo dizendo o porquê escolhi este livro para inaugurar a seção de releituras. O motivo foi que eu só o li uma vez, há uns dois anos, e, naquela época, ele não me tocou nem um pouco - achei-o vazio e sem propósito. Estranho, considerando que muitos dizem que este é o melhor livro do John Green. Pois bem, para ter uma opinião mais certeira, decidi dar uma nova chance a ele. E posso dizer que isso fez toda a diferença. É exatamente aquilo que dizem sobre julgar algo/alguém pela primeira impressão. O quanto essa "primeira impressão" pode estar totalmente equivocada? Muito, muito mesmo.

Para quem ainda não conhece o livro, Quem é você, Alasca? discorre sobre Miles e seu Grande Talvez. Ele é um garoto com pouco traquejo social e decide abandonar a antiga vida na Flórida para se aventurar em um internato no Alabama, o Culver Creek, colégio onde seu pai já havia estudado. Lá em Culver Creek, acaba fazendo novas amizades: Coronel, Takumi, Lara e Alasca. É lá que ele encontra um motivo para estar vivo e acaba se apaixonando, praticamente de imediato, por Alasca. O grupo apronta muita coisa, desde fumar dentro do quarto a trotes, e, mesmo em meio à maluquice dessa coisa de ser um adolescente-inconsequente-mas-certinho, Miles tenta solucionar mistérios como seu Grande Talvez e o Labirinto de Sofrimento, que Alasca propõe.
“Sabe quem você ama, Gordo? Você ama a garota que faz você rir, que vê filmes pornográficos e bebe com você. Mas não a garota triste, mal-humorada, maluca.
E ela tinha razão”.
p. 98
Percebi o quanto o momento no qual estamos lendo um livro influencia o quanto absorvemos e gostamos dele. Em relação à Quem é você, Alasca?, o meu entendimento dos personagens e da atmosfera da narrativa mudaram bastante - e posso afirmar que foi porque minha visão de mundo, devido ao meu momento, mudou. Da primeira vez, achei o Miles um garoto qualquer preso a uma paixão platônica, mas agora entendo o quanto ele era consciente dessa paixão e o quanto soube que isso o mudou. Miles estava atrás de um Grande Talvez e acabou encontrando a Alasca. Ela foi, verdadeiramente, o Grande Talvez dele. Eu não tinha me dado conta disso, na primeira vez. Quanto à Alasca, antes eu a achava uma rebelde tosca, embora inteligente. Não conseguia compreender o porquê agia daquele jeito e o porquê teve aquele fim. Não aprovo pessoas que têm certas atitudes ridículas e culpam os traumas, ou o passado sofrido. Sempre haverá uma desculpa para os nossos atos inconsequentes e isso só exprime o quanto não conseguimos aceitá-los e assumi-los. Para mim, Alasca era esse tipo de pessoa. Hoje, entretanto, percebo o quanto há muito dela em mim. Não porque eu culpe meus traumas, mas porque a Alasca, no fundo, era alguém triste e confusa. Na maior parte do tempo, eu sou melancólica e perdida - então, foi muito fácil entender a mente da personagem.

O livro suscita reflexões inteligentes, bem ao estilo de John Green. Aliás, o que mais me atrai nos livros dele não é o fato de ser sobre adolescentes, mas o de propor mudanças nos leitores através de suas reflexões inteligentes. A sensação que tenho é que John Green não escreve simplesmente porque gosta de escrever, mas porque entende o que suas palavras podem significar para o mundo. Apesar de Alasca ter sido o Grande Talvez de Miles, dá para entender que, além disso, foi a libertação que ele precisava para seguir em frente. Na minha opinião, o âmago desse livro e de Cidades de Papel é muito semelhante, uma vez que Margo também é uma espécie de libertação para Quentin. Como eu nunca fui de gostar da ideia de mudarmos a nossa vida por causa de outra pessoa, ou de esperar que alguém de fora dê um Norte para nós, eu não sei se concordo sobre o Grande Talvez de Miles. No entanto, o Labirinto de Sofrimento proposto por Alasca ficou bastante na minha mente. Fica claro que, com esses duas expressões, o escritor não estava escrevendo somente sobre uma garota, ou sobre o amor, mas sobre o que podemos fazer com relação ao que desejamos. Ao contrário de o Grande Talvez, o Labirinto de Sofrimento instiga os leitores a procurarem a resposta por si mesmos, induzem-os a fazer algo para sair daquilo. Enquanto o Grande Talvez é sobre esperar para ver o que a vida tem a oferecer, o Labirinto de Sofrimento é sobre provocar mudanças por conta própria.
“O que estava sentindo não era bem tristeza, era dor. Aquilo doía e não é um eufemismo. Doía como uma surra”.
p. 155
As lições de Quem é você, Alasca? são profundas e inquietantes. Por causa delas, o livro não se torna apenas mais um YA qualquer. São elas que fazem a história acontecer. É por causa delas que, inclusive, podemos conhecer um pouco mais de Alasca. Agora entendo o porquê o livro leva esse título: é simplesmente porque ela é uma incógnita e, depois de seu acidente, as peças começam a se encaixar. Ninguém, de fato, sabe quem é a Alasca. É uma reflexão um quanto pesada entender que a verdade se reflete no livro: às vezes, alguém precisa ir embora para que entendamos quem esse alguém foi.

A empatia que senti por esse livro, nessa releitura, foi incrível. Entendi muito sobre mim mesma, inclusive. E, com certeza, esse é o melhor livro dele, simplesmente porque a proposta realmente acontece: do mesmo jeito que Alasca mudou Miles, a história muda o leitor. A profundidade dele é desconcertante e muito valorativa. Impossível não se pegar tentando responder o que fazer para sair do Labirinto de Sofrimento. Apesar de o tema ser um pouco pesado, John Green conseguiu suavizá-lo com primor e com sua característica irônica.

Nessa segunda vez, várias passagens me "acertaram" de outro modo. Consegui colecionar quotes que não tinha dado importância da outra vez e creio que, devido a eles, a história se tornou muito mais significativa para mim. Se pudesse, transcrevia todos, mas não há espaço aqui.
“Imaginar o futuro é uma espécie de nostalgia. (...) Passamos a vida inteira no labirinto, perdidos, pensando em como um dia conseguiremos escapar e em quanto será legal. Imaginar esse futuro é o que nos impulsiona para frente, mas nunca fazemos nada. Simplesmente usamos o futuro para escapar do presente”.
p. 53-54
A edição que tenho é com essa capa aí, porque, realmente, o comprei há muito tempo. Não é a capa que mais gosto, mas a edição da Martins Fontes está muito boa, bem revisada e com ótima diagramação.

Quem ainda não leu, tá esperando o quê? :) 

2 de agosto de 2015

#Além das palavras: Storytelling

Além das palavras é um projeto que há muito tempo eu queria começar sobre assuntos relacionados à criação e à criatividade. Desde que entendi que poderia ser criativa através das palavras escritas, gosto muito de ler e aprender sobre a criatividade. E, apesar de muita gente não se considerar criativa, é comprovado que todos são capazes de serem criativos! 


A postagem de hoje vai abordar o Storytelling
Decidi abordar esse assunto, pois nas férias fiz um curso de dicção, oratória e desinibição proporcionado pela minha faculdade e, no último módulo, fizemos dinâmicas utilizando esta prática. Achei interessante e importante dividir o meu aprendizado com vocês :) 

O que é? 
O Storytelling nada mais é do que a prática de construir narrativas.

Qual o objetivo?
Auxilia na comunicação e educação, sempre tentando provocar emoções a quem a está ouvindo/lendo/vendo. 

Como funciona?
A partir do engajamento, a identificação do receptor da história torna o Storytelling uma prática que, em muitos casos, é considerada viral. Como dito, o ponto central é encantar quem está recebendo a história, portanto é de suma importância que ela seja o mais coerente possível, sempre explorando suas variadas formas, implicações e conceitos. 

Onde pode ser usado?
Os meios são muitos. O campo mercadológico utilizada bastante para vender produtos ou serviços. Como auxilia na comunicação, pode ser testada diariamente em reuniões, conversas pessoais, apresentações, negociações etc. No mundo corporativo, é uma grande ferramenta para envolver, interagir e se aproximar de clientes. 

Bruno Scartozzoni, professor de storytelling na ESPM, ilustra como organizar essa prática: 


Como iniciar e desenvolver a história? 
Utilizar palavras como "Era uma vez" pode tornar sua história muito clichê, por isso, é importante ser criativo. Policiar-se nos vícios de linguagem (daí, então etc), pois pode atrapalhar na atenção de quem está escutando/vendo/lendo. É sempre bom pensar que sua história precisa ter um desfecho que provoque a reflexão e que atice a curiosidade, de modo que você pode deixar no ar uma "moral" implícita. 

Como contar?
Falar com intenção e mostrar segurança valida bastante a sua história. É importante fazer gestos moderados, fazer contato visual (não precisa olhar diretamente nos olhos; caso não se sinta confortável para tal, utilize o olhar amplo ou o desvie para o fundo da sala de vez em quando), module sua voz de acordo com o que está dizendo (seja enfático, por exemplo) e empenhe-se para expressar emoções em seu rosto. Se a história pedir certo humor, poesia, ritmo, não tenha medo de investir nisso. 

Outros exemplos de Storytelling: 
> O comercial Eduardo e Mônica da Vivo.
> O comercial Real beleza da Dove.
> O comercial Feliz Natal (2013) do Zaffari Bourbon. 
> O comercial A história de Sofia da Panvel. 

Em breve, mais Além das palavras para vocês! ;)