30 de outubro de 2016

#Pena & Tinta: Cores

No começo desse mês, eu entrei para outro projeto literário: o Pena & Tinta. Estava bem ansiosa sobre o que escrever, já que a temática de outubro é cores. Quis muito o azul e depois o amarelo. Mas, mesmo que nunca tenha sido a minha preferida, escolhi o cor de rosa, para que toda mulher lembre que outubro é apenas um mês e que a prevenção do câncer de mama pode e precisa ser feito o ano inteiro


já fui fita na menina, 
hoje sou vida.
já fui a preferida da sua filha, 
hoje moro somente em você.
já fui os balões do parque, 
hoje estou pela cidade.


quando nasci, era de meninos.
quando comecei a andar, as garotas me queriam.
quando adulta me tornei, estive em todas as vitrines.
agora, já no processo de luta, estou em quem precisa. 

você precisa de mim?
não caminhe muito, moça. 
eu vou até você.
só peço que sorria e que,
se for pra desistir de algo, 
que seja da tristeza. 


eu existo para que você 
viva mais trinta anos
- ou enquanto você quiser. 
queira a vida, 
o futuro 
e a força.

eu estarei aqui.
esteja aqui, também.

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A campanha #OutubroRosa nasceu em 1990, para conscientizar e estimular a prevenção do câncer de mama. O câncer de mama é o primeiro mais incidente em mulheres no país todo, exceto na região Norte. Em termos mundiais, é o segundo (em primeiro, fica o câncer de pele). A maioria dos casos detectados não é mais em estágios avançados e afeta mulheres, geralmente, acima dos 35 anos. 

Estamos no penúltimo dia de outubro, mas, se ainda não fez nenhum exame, ou não conscientizou alguém da sua família, novembro ainda é mês. Assim como dezembro e todo o ano de 2017. Mas lembre que, quanto mais cedo diagnosticado, maiores as chances de cura :) 

Links recomendados
Câncer de mama: vamos falar sobre isso? (Instituto Nacional de Câncer)
> Incidência de câncer no Brasil | estimativa 2016 (Instituto Nacional de Câncer)
> O câncer de mama em números no Brasil e no mundo (Pfizer)
> Trabalho voluntário no Hospital Conceição ajuda mulheres que recebem o diagnóstico de câncer de mama (Jornal Zero Hora)

. . .

Esse texto faz parte do Pena & Tinta, um projeto de escrita criativa que tem como objetivo a criação de textos (crônicas, contos, poesias, relatos pessoais etc) em cima de temas predeterminados mensalmente. O tema de outubro escolhido por mim foi CORES.
Tem um blog e quer participar das próximas edições do Pena & Tinta? A gente está te esperando AQUI.

Love, Nina :)

22 de outubro de 2016

#Essential book: outubro

Eu estava esperando esse mês, de verdade. Já tivemos temas bem pontuais, mas esse é um pouco mais abrangente, porque não é apenas sobre uma personagem, ou um sentimento. Em outubro, o tema do Essential Book é a essência do livro, duologia, trilogia, quadrilogia ou saga de fantasia

Como já fotografei bastantes vezes sobre Harry Potter, optei por dar chance a outra história que, igualmente, mora no meu coração: As Brumas de Avalon, da Marion Zimmer Bradley. Escrita no final da década de 70, é uma quadrilogia sobre A Lenda do Rei Arthur sob a perspectiva feminina (embora a narração, majoritariamente, seja feita em terceira pessoa). Eu apenas li o primeiro volume até hoje e fiquei bastante tentada a comprar o box completo no Mercado Livre, mas a contenção de gastos não permitiu. 

Escolhi As Brumas de Avalon porque foi a primeira série de fantasia que mexeu com o meu coração depois de Harry Potter e porque eu sou apaixonada pela história do Rei Arthur. Gosto muito do período retratado, também, e das crenças e da religião celtas (que são grande influências na história). 

I am the tall dark stranger those warnings prepared you for
(Tradução livre: Eu sou a estranha negra alta cujos avisos foram preparados para você)

Como eu citei, essa história é contada pelas mulheres. E essas mulheres não são as bruxas más, que fazem poções de amor e que são relegadas à alcunha de submissas. Apesar de a narrativa, evidentemente, girar em torno de Arthur, neste primeiro livro ele é apenas um pedacinho de tudo. São as mulheres que realmente comandam tudo, em especial todas as consequências acontecidas com os homens. São elas quem sabem reconhecer ameaças, avisos e prospectar esperança. Ainda assim, nesta comunidade, quem são é algo estranho e perigoso para os cristãos.

A frase escrita é o poema introdutório do livro "Bone", de Yrsa Daley-Ward, que tem descendência indiana e africana. Ele está disponível na Amazon, mas somente em inglês. 

Ainda sobre as mulheres da história, a que mais se destaca é, sem dúvida, a Morgana. Neste primeiro volume, boa parte da storyline também é sobre ela, uma vez que é meia-irmã de Arthur. Quando atinge certa idade, ela passa a morar em Avalon com Viviane, irmã mais velha de Igraine (mãe de Morgana) e tida como A Senhora de Avalon.

A Morgana recebeu muitos títulos não somente nesta releitura, mas no decorrer de todos os séculos nos quais A Lenda do Rei Arthur foi reescrita por diferentes e inúmeros autores.

Neste livro, a palavra druida aparece muitas vezes (em sua maioria, para denominar Merlin, mas sem deixar de também se referir aos sacerdotes religiosos). A religião celta é recheada de misticismo e estudiosos dizem que é proveniente da religião druida. O celtismo, segundo estudos, era algo mais rudimentar e estava fortemente conectado com a Mãe Natureza. Já o druidismo tinha uma crença múltipla na Natureza, da qual cultivavam respeito à Deusa-Mãe e às divindades elementares (ar, água, fogo e terra).

A "bruxaria" retratada é muito próxima da magia branca ou magia natural, por se relacionar bastante com o altruísmo e a natureza.

O embate do paganismo versus o cristianismo é algo marcante e recorrente durante a leitura. O cristianismo acredita que é a luz, enquanto tenta "exorcizar" os druidas, por acreditar que são espíritos das trevas. Há passagens sensacionais sobre esses embates, que nos fazem refletir e trazer a problematização para os tempos atuais.

A história, afinal, é sobre o Rei Arthur. Em A Senhora da Magia (v. I), Igraine é pressionada por Avalon a trair seu atual marido e se casar com outro, Uther Pedragon (um dos homens mais poderosos do reino), para que fique grávida do "predestinado" (Arthur), que poderá salvar a Bretanha. 

Os momentos antes, durante e após a Excalibur, do meu ponto de vista, são doentios. Isso porque (sem muitos spoilers) Morgana é usada por Viviane para que Arthur, de fato, seja "coroado" rei. A espada é icônica, claro, e tece uma relação entre poder, masculinidade e feminilidade.

Esse livro da imagem é Avalon High, da Meg Cabot, que também faz uma releitura (mas YA) da Lenda.

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I. Confira o tema do mês passado AQUI.

II. Não deixe de conferir as fotografias das outras blogueiras do projeto :)

18 de outubro de 2016

#Twelve Letters Project: uma carta a sua melhor amiga / seu melhor amigo


Querido melhor amigo,

Eu sei que tivemos algumas rupturas, que o abandonei por alguns meses e que minha crença em você oscilou bastante. Você precisou de mim, e eu fingi que não era comigo. Eu tive medo de ter perdido o seu amor, então, agi como se, de fato, o tivesse. Foram meses difíceis, nos quais precisei mais de mim mesma do que de você. Nesse processo de cura, acabei esquecendo que precisar de mim é precisar de você, porque sou metade Tristeza e metade Sonho. Você é meu contrabalanço. Faz de mim alguém que acredita nos bons momentos da Tristeza. 

Naquela noite - porque é sempre noite -, precisei te contar uma verdade que estava doendo em mim: a de não saber mais ser quem eu era. A de não saber ser quem ainda quero ser. A gente se encarou no silêncio por muito tempo e algumas coisas foram escritas. Algo sobre mim, apesar de não ser. Porque ser escritora não é ser aquela personagem, mas estar aquela personagem. Eu estou em todas as minhas personagens em diferentes momentos e quem tira um tempo para ler tudo aquilo nunca saberá o que é ficção e o que é realidade. Porque, quando se mistura a Tristeza com o Sonho, nasce algo novo. 

Eu renasci a partir daquela noite. 

Ainda existem histórias tristes a serem escritas, porque ninguém é feliz o tempo todo. A minha cura foi entender como conciliar tudo isso: as Histórias, as Tristezas e os Sonhos. Hoje, minhas linhas são bons momentos, e as entrelinhas, boas cicatrizes. 

Depois da reconciliação, voltamos a ser uma dupla que sabe dar espaço ao outro. Eu sei que você não precisa de mim o tempo inteiro e, entre um capítulo e outro, preciso de outros amigos. Preciso da Gratidão, do Amor, do Perdão e da Solidão. A cada reencontro, eu e você entendemos cada vez mais que a Tranquilidade é uma lição. 

As Histórias são quem somos. E fazemos parte do mesmo Destino. Somos Destino para sempre.

Eu não estou com menos medo do que você, querido. Mas sei que as palavras vão nos curar a cada Angústia. Obrigada por ser a metade que sempre sabe o que faz, apesar de não saber ao certo onde chegaremos. 

Sinceramente, 
alguém que nunca vai perder a faísca.

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Faz dois meses que não escrevo uma carta para o projeto, então, decidi unir o tema do mês anterior (uma carta aos seus sonhos) com o deste (uma carta para seu melhor amigo). 

Conheça o Twelve Letters Project e os próximos temas AQUI. 

15 de outubro de 2016

#Resenha de contos: Retratos de um futuro perdido + Ainda estou aqui

Eu me sinto em débito com a Marcia Dantas há algum tempo. Apesar de ainda acompanhar os trabalhos dela, raramente tenho tido tempo de parar para resenhá-los. Hoje, então, trago resenha dupla de dois contos da Marcia, disponíveis na Amazon.

Páginas: 17
Para comprar na Amazon: AQUI
R$ 3,99
Este conto, apesar de ser do gênero distopia, consegue se relacionar muito bem com os dias atuais. Relativamente curto, narra em terceira pessoa dois momentos da vida de Milena. A sociedade na qual vive é regrada e controlada, em especial em relação ao conhecimento e à aprendizagem das crianças e adolescentes. Entendemos que o conceito de escola não é com salas de aulas, professores e livros. É com equipamentos tecnológicos e procedimentos doloridos. São apenas quinze minutos, nos quais os alunos absorvem informações para depois decodificá-las e memorizá-las. É tudo bastante imposto, já que ninguém tem a liberdade de escolher o que quer realmente aprender (e, muitas vezes, as pessoas só vão saber que aprenderam coisas que não queriam muito depois). 

Em meio à repressão do intelecto, Milena precisa guardar um segredo. É a partir dele que faz escolhas próprias, como a de se juntar ao Movimento de Resistência Intelectual. Ela quer, ao máximo, libertar as pessoas da opressão e da mecanização do aprendizado. Agora, quinze anos depois, já integrante fixa do Movimento, quer lutar na linha de frente. 

O conto não é ingênuo e, por se relacionar com nossa atual estrutura de educação, é muito inteligente. A maturidade da autora é, com certeza, sua marca registrada. As palavras escolhidas, o enredo e a crítica são maduros de um tanto que, por vezes, me fizeram esquecer que a história é somente um conto. A crítica social está em cada entrelinha e o fato de estar relacionada a nós, brasileiros, é mágico e necessário, além de dolorido e triste. A resistência proposta pela personagem, entretanto, é uma esperança. 

Confesso que, após ler o conto, o título dele me incomodou, pois a história me passa muita esperança, um desejo de mudança, e não acho que o futuro esteja perdido (nem o de real, nem o da ficção). Ainda assim, a reflexão é sensacional e verdadeira. São poucos autores que se comprometem em aliar as palavras aos seus cotidianos, em forma de crítica e esperança, e fico muito feliz por saber que a Marcia entende o que é ser resistência. 
“ Histórias assim são como experimentos, pequenas simulações de nossas escolhas. E como toda simulação, nos ajuda a compreender as consequências das decisões tomadas, nos torna reais proprietários de nossos destinos.
O fato é que nós precisamos de histórias, e precisamos desse tipo de história.
Trecho do prefácio, escrito por Fernanda Castro.
. . .

Páginas: 6
Para comprar na Amazon: AQUI
R$ 1,99
Depois de duas semanas separadas, Helena e Cleo se reencontram para uma conversa. Cleo se encontra num momento de culpa e de angústia, sem saber como se expressar. Já Helena está com raiva e confusa diante das palavras da outra. O momento entre elas é num curto espaço de tempo, mas extremamente humano, frágil e verdadeiro. 

Em retrospectiva, a partir do diálogo, entendemos que eram melhores amigas antes de se relacionarem romanticamente. Por isso, a cena é tão singela e forte, no sentido emocional. Dá para sentir toda a fragilidade de Cleo, enquanto alguém que teve de voltar atrás e pedir desculpas. Isso me fez refletir em quantas vezes pedimos desculpas às pessoas que machucamos e em quantas vezes enfrentamos o medo do não e lutamos por aqueles que amamos. 

Os sentimentos neste conto transbordam, variados em amor, culpa, impotência e esperança. O recorte dado me agradou bastante, pois o momento parece fugaz, mas continua infinito no leitor, após a leitura. Fico cada vez mais feliz por ver o amor real ganhando a literatura em meio a tantas histórias comuns. A representatividade que a Marcia dá às personagens é sempre o ponto positivo de seus histórias e, nesta, não é diferente. Ela consegue tratar o amor como um pêndulo, ora incrível, ora doloroso e, por isso, a verossimilhança com a qual escreve é apaixonante. 
“ – Quando foi que você ficou tão corajosa assim?
– Corajosa, eu? Você que me ensinou a ser corajosa, desde o momento em que disse que me amava, mesmo sem ainda entender o que sentia e como isso a definia. Eu só aprendi com você.
. . .


Outras obras da autora


(Des)amor
Páginas: 6
Para comprar na Amazon: AQUI
R$ 1,99


Reescrevendo Sonhos
Páginas: 192
Para comprar na Amazon: AQUI

R$ 5,99
*A pré-venda da segunda edição já começou 
Você pode adquirir um exemplar preenchendo esse formulário :)

Todos os sonhos do mundo
Em andamento
Para ler no Wattpad: AQUI
*Este é um prequel de Reescrevendo Sonhos, mas não é necessário ler o romance original para entendê-lo

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Em breve, trarei a resenha de Todos os sonhos do mundo ;)

Love, Nina :)

12 de outubro de 2016

#Dia das crianças: as várias formas de receber amor

Outubro é um mês bastante diversificado e, por isso, não sairá um combo especial de um único tema. Este é sobre crianças, já que hoje (12) é o dia das crianças, mas além desse tema, pretendo ainda trabalhar sobre idosos e sobre o câncer de mama


A minha vontade de falar sobre maternidade surgiu de uma necessidade de ser ouvida (ou lida, como é o caso). Eu tinha uns dezesseis anos quando percebi que a ideia de ser mãe biológica não me agradava. Ainda hoje, a ideia não condiz com o que quero para o meu futuro. Não acho que a sensação de se estar grávida seja confortável, porque nunca quis carregar um filho na barriga. Parece egoísta para você? Agora pense nas crianças que vieram ao mundo que, ao invés de ganharem atenção e amor, ganham viagens, cursos e estresse. Pense mais perto ainda: nas crianças que, por inúmeros motivos, estão à espera de um novo lar. Não quero ser mãe biológica, mas a ideia de exercer esse papel a partir outro meio, por adoção, em especial, se relaciona muito mais comigo enquanto mulher. 

Há mulheres que querem muito ser mães biológicas e podem. Há outras que, apesar de quererem muito, não podem e/ou não conseguem (e, por isso, precisam recorrer a outros meios de exercer o sonho/desejo). Há outras que podem, mas não querem. Todas as mulheres estão certas, porque cada uma delas é dona do seu próprio corpo e daquilo que querem para si. Ser mãe é uma escolha, nunca uma obrigação. Quando amamos alguém escolhemos doar amor. Doar amor nunca será uma obrigação, nem para o homem, muito menos para a mulher. 

Dizer para uma mulher que é natural querer ser mãe e obrigá-la a isso é cruel. Dizer que ela apenas conhecerá o "amor verdadeiro" depois de ter filhos é cruel. Perguntar a ela se não tem medo de terminar sozinha é cruel. Acontece que é cruel, porque essa visão de mundo é somente sua e nunca pode servir de imposição aos outros. 

A mulher é livre e a maternidade também é. 

Listei três crianças que aprenderam a ser amadas por mulheres que não são suas mães biológicas, mas que nunca deixaram de doar amor. 

Seriado: Once Upon a Time (2011 - atualmente)

Regina Mills é uma mulher poderosa, tanto no "mundo real" quanto em Storybrooke. Henry é filho dela, mas acredita que sua mãe verdadeira é Emma Swan. A relação de Regina e Henry fica conturbada após Emma entrar nesta família e, a cada temporada, segredos são descobertos. Um deles é que o garoto não é filho biológico de Regina, mas realmente de Emma. Apesar das intrigas, das relações que nem sempre são confiáveis e da desconfiança, o amor de mãe impera bastante. Regina é cruel por vezes, porque é a figura "má" da história, mas que esconde narrativas pessoais bonitas, tristes e de esperança. A convivência ensinou a esses três personagens principais que a proteção e a lealdade é muito mais do que uma lição de sobrevivência, mas de amor incondicional. 

Livro/filme: A menina que roubava livros (2008 | 2013)

Um regime totalitário desumano, o medo e a impotência de manter a sobrevivência fez, historicamente, com que famílias reais se separassem, ou se perdessem para sempre. Nesta história, Liesel é a filha mais velha que, depois de presenciar o irmãozinho morrer num comboio ao tentar atravessar a Alemanha, é colocada para adoção pela própria mãe. A mãe está desesperada, claro, por sobrevivência (dela e da única filha restante). É assim, então, que a garota é aceita pelo casal Hans e Rosa Hubermann. A interação entre Liesel e Rosa não é tão intensa, pelo menos até Hans ser convocado para o exército. A partir daí, se unem para se manterem sãs e fortes sem a presença deste personagem. Rosa pode parecer uma figura fria e distante, mas no decorrer da trama o laço com a menina ganha outros contornos, agora muito mais maternais. Existe amor, mas resistência e perseverança na relação entre as duas.

Filme: As coisas impossíveis do amor (2011)

Emilia é uma personagem feminina conturbada, pois está vivendo um período bastante delicado e complicado. Após a morte da filha ainda bebê (sobreviveu apenas três dias), vem enfrentando problemas com o marido, a ex-esposa dele e com o enteado, Will. Há vários sentimentos conflitantes na narrativa, como culpa, raiva, frieza e vingança. O amor de mãe, Emilia sente pela bebê morta, Isabel. Mesmo que tente conquistar Will, acaba em situações bastante prejudiciais. O garoto é muito inteligente, apesar de ter apenas oito anos, e sabe muito bem jogar Emilia contra os pais. Apesar de ele reconhecer que sua família nuclear não é apenas seu pai e sua mãe, tem dificuldades em aceitar a madrasta e reconhecer os esforços dela. Essa história é sobre diferentes intensidades de amores maternos, mas também sobre os laços familiares e a aceitação do amor. O filme mostra que aceitar o amor nem sempre é fácil e bonito, muitas vezes é sofrido e precisa vencer várias etapas para, enfim, existir.

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Links recomendados
> Manifesto definitivo de uma mulher que não quer ser mãe (Site Lado M)
> Ser mulher, ser mãe e ser esposa: por que uma coisa não está ligada a outra (Revista Capitolina)
> Pelo direito de escolher ser mãe (Revista Capitolina)
> “Eu amo meu filho, mas odeio ser mãe”: declarações sobre maternidade geram polêmica nas redes (Revista Marie Claire)
> "Nós duas sempre quisemos a maternidade", diz mãe biológica (Jornal Zero Hora)

Love, Nina :)